porsinal  
AutoresListagemEspecialistas
Neiva de Aquino Albres
Neiva de Aquino Albres
Fonoaudiloga
Biografia do Autor
Neiva de Aquino Albres
Neiva de Aquino Albres
Fonoaudiloga

Especializada em Psicopedagogia e concluiu o Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, na linha de pesquisa: Educação, cultura e disciplinas escolares. Participa da comunidade surda paulistana na Feneis – Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos como Diretora Administrativa. Atua como professora de surdos nos primeiros anos do Ensino Fundamental em Escola de Surdos (Instituto Santa Teresinha / SP). Atua como professora de surdos adultos no Curso de Formação de Instrutores de Libras da Feneis/SP, como professora assistente no Ensino Superior do Curso Letras/Libras – Pólo USP e no Curso de Formação de Intérpretes de Libras da FAAG/SP. É pesquisadora do processo de ensino/aprendizagem de surdos e da interpretação em LIBRAS, conseqüentemente, continua sendo estudante, sobretudo no que se refere aos aspectos lingüísticos da Libras e da pedagogia visual.

×
Estatsticas de Publicao do Autor
Neiva de Aquino Albres
Neiva de Aquino Albres
Fonoaudiloga
27 Artigos Cient�ficos publicados
×

Artigos Científicos de Neiva de Aquino Albres

Como autor(a) principal

  • 2017 • Educao e Fronteiras On-Line, Dourados/MS, v.7, n.19, p.19-35
    Fios de significao reconhecidos e reorientados no processo de traduo de literatura - Portugus/Libras
    Resumo do Artigo Científico

    Educao e Fronteiras On-Line, Dourados/MS, v.7, n.19, p.19-35  •  por Neiva de Aquino Albres
    Fios de significao reconhecidos e reorientados no processo de traduo de literatura - Portugus/Libras

    Este artigo aborda o processo de construção de sentidos em tradução com o objetivo de mostrar o papel de leitor e de produtor de novos enunciados em atividades de tradução, ao analisar trechos de traduções realizadas com os alunos do Curso de Letras Libras, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O texto parte de uma discussão da contribuição do pensamento bakhtiniano às Ciências Humanas, no tocante ao discurso, à atividade, ao sujeito e à subjetividade. A partir da descrição de trechos da tradução e detalhando as escolhas tradutórias, evidencia-se a utilização do espaço-sub-rogado, a construção do sentido não somente pelas palavras que compõem o texto escrito, mas, também pelas ilustrações que fazem parte da obra. Concluímos, como resultado de pesquisa, que apesar do projeto enunciativo do tradutor ser diferente, garante-se o processo de construção de sentidos.

    ×
  • 2016 • Revista Espao. Rio de Janeiro. v. 1, n 46, p. 61-75
    Leitura e traduo: duas faces da mesma tarefa na educao de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Espao. Rio de Janeiro. v. 1, n 46, p. 61-75  •  por Neiva de Aquino Albres
    Leitura e traduo: duas faces da mesma tarefa na educao de surdos

    Este trabalho discute aspectos constitutivos do processo de leitura de português por meio da língua brasileira de Sinais (LIBRAS) por surdos, em educação bilíngue. A partir de interações discursivas em Libras, os sujeitos constroem conceitos sobre o texto em português e enunciam em Libras, como uma interação, única marcada discursivamente, no qual o eu se completa dialogicamente na(s) relação(ões) com o(s) outro(s). As discussões realizadas neste estudo apontam para a necessidade de um repensar a leitura como processo de tradução. Pretende-se com este trabalho expor como a tradução pode ser usada de maneira positiva no ensino de português escrito para surdos.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    Revista Translatio, Porto Alegre, n.9, p.3-20  •  por Neiva de Aquino Albres
    Gesto-visualidade no processo de traduo de literatura infanto-juvenil: Marcas do discurso narrativo

    A proposta desse artigo é analisar a tradução de um trecho de literatura infanto-juvenil do gênero narrativo. Considerando que o texto alvo é em língua brasileira de sinais – Libras e observando as características desta língua, como o uso do corpo (mãos, face e tronco) e o modo de enunciação, exige-se do tradutor competência linguístico-discursiva para executar uma tradução que se aproxime do público-alvo. O objeto que serviu de corpus da análise foi um texto original (em língua oral auditiva – português) e sua versão traduzida (em língua gestual-visual – Libras), que foi executada coletivamente por acadêmicos e sob a orientação de professor. Seguindo uma perspectiva tradutória que inclui a gesto-visualidade, o gênero textual narrativo e a subjetividade ao traduzir discursos, elencou-se estratégias para que o tradutor dispusesse de recursos para realizar uma tradução de modo mais seguro. A partir da descrição dos trechos da tradução e detalhando as escolhas tradutórias, evidencia-se a utilização do espaço-sub-rogado, a construção do sentido não somente pelas palavras que compõem o texto escrito, mas também pelas ilustrações que fazem parte da obra. É possível afirmar que a gestualidade como característica das línguas naturais, incluindo também as línguas sinalizadas, é um aspecto utilizado na língua em si, bem como é um recurso do qual o tradutor pode utilizar-se para enriquecer o texto traduzido.

    ×
  • 2014 • Libras em Estudo: Formao de Profissionais, FENEIS-SP, p63-89
    Formao de instrutores de libras surdos: Relatos sobre a apropriao de modos de conduzir uma aula
    Resumo do Artigo Científico

    Libras em Estudo: Formao de Profissionais, FENEIS-SP, p63-89  •  por Neiva de Aquino Albres
    Formao de instrutores de libras surdos: Relatos sobre a apropriao de modos de conduzir uma aula

    Este texto pretende evidenciar os desafios vivenciados por instrutores de Libras no ensino e na busca pelo conhecimento teórico/prático. Propomos uma discussão com base no campo de pesquisa "saberes docentes", tendo como centralidade a ideia de que o professor, em sua prática pedagógica, articula diversos saberes, como proposto por Tardif, Lessard (2005), Tardif (2010) e Pimenta (2002). O foco de análise incide principalmente sobre os seguintes aspectos: didática, método e os modos de conduzir uma aula de Libras. Para desenvolver o estudo, entrevistamos oito instrutores surdos de Libras. Os dados foram coletados a partir de entrevistas orientadas por um roteiro preestabelecido, que buscava captar aspectos relacionados aos desafios vivenciados pelos instrutores e suas reflexões sobre sua própria prática na fase que estavam cursando a formação de instrutores da FENEIS-SP. Consideramos que o processo formativo constitui-se numa relação dialógica entre os diversos atores que nele atuam e em seus contextos sócio-histórico, cultural e linguístico para a elaboração de uma auto reflexão. O estudo revelou as tensões do início de carreira devido à falta de formação e os sentimentos de angústia, conflitos pessoais, descontentamento em relação à aprendizagem dos seus alunos e dúvidas sobre sua própria competência. Na análise realizada observou-se a aplicação comum dos saberes experienciais, já que dispunham apenas de suas vivências como alunos, assim construíram seus modos de conduzir aulas como instrutores surdos de forma intuitiva, e ao se depararam com um curso de formação com saberes científicos e didáticos resignificaram suas práticas. Palavras-chave: Formação docente, Formação de instrutores de Libras, Didática, Metodologia de ensino.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    Libras em Estudo: Poltica Lingustica, FENEIS-SP, p39-66  •  por Neiva de Aquino Albres
    Concepes de lingua(gem) e seus efeitos nas conquistas polticas e educacionais das comunidades surdas no Brasil

    Este texto apresenta reflexões sobre as concepções de lingua(gem) desenvolvidas historicamente, desde a “Lingua(gem) como a representação (“espelho”) do pensamento”, a ”Lingua(gem) como instrumento de comunicação”, até a concepção da “Lingua(gem) como processo de interação ao seu entendimento como atividade discursiva”, considerando as proposições de políticas educacionais e linguísticas com base nestas concepções. O foco deste artigo é analisar quais os efeitos causados nos estudos e nas comunidades surdas pelas concepções de linguagem que constituem o imaginário social e as práticas educativas, consolidando, assim, ações afirmativas adotadas para inclusão social dos surdos brasileiros. A lingua(gem) como espelho do pensamento desfavoreceu um reconhecimento da língua de sinais e favoreceu uma educação oralista, já que, na época, pensava-se que língua de sinais não era uma língua natural e se representava língua como fala. A concepção de lingua(gem) como código, quando desconsidera a língua de sinais, fortalece o ensino do português para surdos como um código linguístico, mas, com o despertar das pesquisas em neurolinguística e linguística sobre a língua de sinais, favoreceu o reconhecimento linguístico da Libras. Assim como a concepção da lingua(gem) como atividade discursiva e constituidora da identidade dos indivíduos surdos, com bases em estudos psicológicos e linguísticos, contribuiu para o fortalecimento social e cultural dos surdos, sua denominação como comunidade e minoria linguística e a implementação da política educacional bilíngue.

    ×
  • 2013 • Libras em Estudo: Poltica Educacional, FENEIS-SP, p97-118 2013
    Por uma Poltica de Ensino da Libras como parte do Currculo bilngue de escolas de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Libras em Estudo: Poltica Educacional, FENEIS-SP, p97-118 2013  •  por Neiva de Aquino Albres
    Por uma Poltica de Ensino da Libras como parte do Currculo bilngue de escolas de surdos

    A abordagem de educao bilngue para surdos vem sendo amplamente discutida no Brasil. Nesta abordagem, o sujeito se constitui pela Lngua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira lngua e aprende a segunda lngua (oral e/ou escrita) do pas em espao clnico e escolar. A aprendizagem da segunda lngua estabelecida por intermdio das bases lingusticas obtidas por meio da lngua de sinais. Com a consolidao da educao bilngue a Libras ganha espao nas escolas de surdos como objeto de ensino. O objetivo deste trabalho foi de descrever a construo de um currculo para o ensino da Libras como primeira lngua em escola de surdos, construdo a partir da experincia do Instituto Santa Teresinha, uma escola bilngue de surdos. So discutidos alguns aspectos importantes sobre a Libras como disciplina curricular, para propiciar o pleno desenvolvimento da linguagem, cognio e interao social dos alunos surdos. A proposta didtica analisada se organiza em trs eixos: gnero discursivo, anlise lingustica e aspectos sociais em uma perspectiva bilngue para o Ensino Fundamental e Ensino Mdio. Por uma poltica de ensino de Libras advm da reivindicao da comunidade surda pela consolidao de uma educao bilngue como poltica pblica.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade. 10a Edio  •  por Neiva de Aquino Albres
    A Construo de Glossrio Libras-Portugus como Instrumento Didtico-Pedaggico para Formao de Professor Bilngue

    O reconhecimento da Libras pelo decreto Federal Brasileiro n. 5.626/05 e da comunidade surda como uma minoria lingustica ocasiona a incluso da Libras em espaos educacionais e o fortalecimento de discursos e polticas voltadas para uma educao bilngue para surdos. Recentemente a produo de materiais pedaggicos bilngues (Libras/portugus) como livros de literatura infantil e livros didticos foco de editoras e instituies especializadas. A Libras sofre o fenmeno de ampliao de seu lxico pela necessidade de aplicao da mesma na educao, sendo a Libras lngua de mediao para a aprendizagem. Este tipo de linguagem denominado em Terminologia como linguagem de especialidade, a qual composta por termos especficos de determinada rea do conhecimento. As terminologias cientficas so sistemas classificatrios baseados em modelos cientficos e oriundos da estruturao do conhecimento em modelos conceptuais por meio dos quais se organiza cada uma das cincias. O lxico se relaciona com a cognio da realidade e com o processo de nomeao que se cristaliza em palavras e termos, no caso da Libras, em sinais ou expresses. O universo conceptual de uma lngua pode ser descrito como um sistema ordenado e estruturado de categorias. A metodologia aplicada foi a anlise do processo de construo de trabalho de pesquisa de terminologia voltada para o campo educacional e anlise do material (glossrio de Libras) publicado pela FENEIS em 2010. So 441 sinais que se referem a termos empregados em componentes curriculares como: portugus, literatura, matemtica, cincias, histria, geografia, educao fsica, artes e informtica. Material este destinado ao aperfeioamento de professores bilngues para o trabalho na educao de surdos. Constatamos que a metodologia utilizada para o desenvolvimento de uma pesquisa terminolgica temtica teve como base os materiais didticos das respectivas disciplinas destinadas ao ensino fundamental (1 ao 5 ano) e discusso com equipe de 6 professores de surdos (5 surdos e 1 ouvinte). Aps essa discusso, procederam produo de um vocabulrio terminolgico dos termos fundamentais desse domnio. Partindo da anlise desse corpus e utilizando a memria e intuio do grupo, foram registrados os termos que tinham sinais e um glossrio terminolgico foi produzido. Consideramos que faltou a produo de um mapa conceptual no processo de produo do material, visto que os conceitos se interrelacionam lgica e ontologicamente. Faltou tambm o registro em vdeo, pois como o material seria impresso os autores optaram pela foto e sobreposio com smbolos da escrita de sinais para indicar os movimentos dos sinais.

    ×
  • 2012 • In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educao Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educao Especial (VII ENPEE). So Carlos: UFSCar. pp. 680-700.
    Imagens de um movimento poltico educacional: anlise da histria contada pelos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educao Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educao Especial (VII ENPEE). So Carlos: UFSCar. pp. 680-700.  •  por Neiva de Aquino Albres
    Imagens de um movimento poltico educacional: anlise da histria contada pelos surdos

    Este artigo apresenta resultados de uma investigao sobre movimento poltico dos surdos em direo a uma educao bilngue, em contexto nacional e virtual. Levantamos imagens produzidas pela comunidade surda para defesa de suas bandeiras. A questo de pesquisa foi: Qual a importncia que essa forma de discurso assume nos processos de elaborao da memria, seja ela coletiva ou particular? O objetivo foi poder aclarar como essa forma de comunicao se apresenta contemporaneamente, tendo em vista os novos suportes e linguagens que a modernizao disponibilizou, como os grupos virtuais, dentre eles o Facebook. Este artigo pontua por uma anlise dialgica dos discursos em circulao, e que tem no pensamento bakhtiniano sua inspirao, coincide com uma tendncia atual de conceber a linguagem, seu estudo terico e as lnguas de maneira geral como objetos de um saber sobre o homem. Constatamos nas imagens o gnero humor como estratgia de linguagem poltica. Dos discursos imagticos podemos inferir que, apesar do reconhecimento da lngua de sinais como a lngua da educao dos surdos, o uso dessa lngua na escolarizao acaba no acontecendo de forma plena, uma vez a comunidade surda continua na luta pela escola bilngue.

    ×
  • 2012 • In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educao Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educao Especial (VII ENPEE). So Carlos: UFSCar. pp. 663-679
    Formao e trabalho docente de professores surdos para o ensino de Libras como lngua materna
    Resumo do Artigo Científico

    In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educao Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educao Especial (VII ENPEE). So Carlos: UFSCar. pp. 663-679  •  por Neiva de Aquino Albres
    Formao e trabalho docente de professores surdos para o ensino de Libras como lngua materna

    O reconhecimento da Libras como lngua natural e como lngua da comunidade surda brasileira recente. O seu ensino para surdos como componente curricular e a formao de professores para este fim tambm o so. Este trabalho est focado na reflexo sobre a formao inicial de professor de Libras como lngua materna no curso Letras Libras desenvolvido na modalidade a distncia. Optamos pelo mtodo dialtico, usando o procedimento de grupo focal reflexivo com cinco professores recm formados (2010) da primeira turma do curso Letras Libras. Analisamos os discursos enunciados neste espao coletivo a partir dos indicadores do que foi prescrito ou informado para as aes destes professores, as exigncias em relao aos saberes especficos dos surdos professores de Libras como lngua materna. Finalmente, com base na abordagem histrico-crtica, exploramos uma alternativa de formao baseada na prxis formativa, teoria e participao na prtica social. Apontamos mudanas para a formao e ao desse professor, a caminho da educao bilngue para surdos.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    ReVEL, v. 10, n. 19  •  por Neiva de Aquino Albres
    Ensino de Libras como segunda lngua e as formas de registrar uma lngua visuo-gestual: problematizando a questo

    O objetivo do presente trabalho analisar a interao em sala de aula de curso de Libras intermedirio, e nela discutir as estratgias envolvidas no ensino-aprendizagem que de alguma forma demandam o registro da lngua de sinais por meio da escrita. O referencial terico est pautado na perspectiva sociocultural de Vygotsky (2001), especialmente o conceito de sentido e de conscincia, como tambm por Bakhtin (1992). Faremos uso dos princpios do mtodo de Vygotsky (1998) em que se analisam os processos das interaes e no apenas os produtos finais alcanados. Essa abordagem articula a gnese das interaes sociais com o exame do funcionamento dialgico-discursivo. Analisamos dois episdios de interaes em sala de aula. Constatamos que a busca pelo sentido da palavra proferida pelo outro ocupa um lugar de destaque e a aprendizagem mediada pelos sinais e pela lngua materna falada e escrita em forma de glosa da Libras.

    ×
  • 2012 • III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa. Florianpolis-SC: UFSC
    Traduo de literatura infantil: entre a construo de sentidos e o uso dos recursos lingusticos
    Resumo do Artigo Científico

    III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa. Florianpolis-SC: UFSC  •  por Neiva de Aquino Albres
    Traduo de literatura infantil: entre a construo de sentidos e o uso dos recursos lingusticos

    O objetivo deste trabalho foi apresentar um estudo sobre a traduo de literatura infantil do Livro O homem que amava caixas de portugus para Libras. A proposta deste estudo, ento, foi verificar: quais elementos lingusticos e no lingusticos apresentados no livro motivaram o tradutor ao construir suas enunciaes em Libras. Foi realizado a partir da teoria enunciativo/discursiva de Bakhtin/Volochnov (1992) e da teoria de espaos mentais de Liddell (2003). Pesquisa de natureza analtico-descritiva, utilizamos uma metodologia em que o pesquisador pela exotopia o prprio sujeito analisado. Duas categorias de anlise emergiram dos dados: a) sinal-nome e b) incorporao. Foi possvel verificar que o intrprete no traduz apenas o texto, mas incorpora os personagens, os faz ter voz (pela direo do olhar, pela pantomima) e integra seus enunciados com as imagens (ilustraes) do livro.

    ×
  • 2012 • III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa. Florianpolis-SC: UFSC
    Interpretao educacional como campo de pesquisa: o que nos revelam as publicaes internacionais
    Resumo do Artigo Científico

    III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa. Florianpolis-SC: UFSC  •  por Neiva de Aquino Albres
    Interpretao educacional como campo de pesquisa: o que nos revelam as publicaes internacionais

    O presente trabalho analisa o desenvolvimento do campo de pesquisa acadêmica na área de interpretação em língua de sinais, no período de 1990 a 2010 (20 anos), com base em publicações de periódicos científicos internacionais que divulgam a produção das principais instituições ligadas aos estudos surdos. Adotou-se como metodologia de pesquisa a análise bibliométrica e a partir dela foram relacionados os resultados considerando as publicações cujas temáticas eram interpretação de língua de sinais e interpretação educacional. O objetivo principal desta incursão é compreender o desenvolvimento das pesquisas sobre intérprete educacional, principais autores e espaços de publicação internacionalmente. Constatamos que a “interpretação educacional” se afirma na última década do século XX como um campo de pesquisa.

    ×
  • 2012 • Anais do SIELP. Volume 2, Nmero 2. Uberlndia: EDUFU
    A construo de instrumentos de avaliao da aprendizagem de Portugus por alunos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Anais do SIELP. Volume 2, Nmero 2. Uberlndia: EDUFU  •  por Neiva de Aquino Albres
    A construo de instrumentos de avaliao da aprendizagem de Portugus por alunos surdos

    O intuito do presente trabalho o de compartilhar modos, saberes e fazeres relacionados ao processo de avaliao da Lngua Portuguesa. Percebemos que o fracasso escolar do aluno surdo muitas vezes est na forma como conduzida a aprendizagem da leitura e escrita da Lngua Portuguesa, como tambm pelos instrumentos de avaliao adotados na escola que o comparam ou esperam uma produo como a de um aluno ouvinte. Apresentamos os caminhos trilhados por um grupo de professores em formao continuada em escola bilngue para surdos e a produo de instrumento avaliativo na perspectiva de segunda lngua L2. Para esse fim nos fundamentamos na lingustica aplicada que indica formas mais apropriadas para elaborao de instrumentos avaliativos do conhecimento lingustico de aprendizes de L2. Analisamos uma prova de portugus do 8 ano do EF. A amostra de prova revela uma preocupao na busca de objetivos mais realistas para o uso do conhecimento adquirido da segunda lngua. A competncia lingustica avaliada na prova vai ao encontro das definies de Richards (2006) para as competncias para a proficincia em leitura, pois as questes procuram abordar a competncia gramatical (trs questes), a competncia sociolingustica (uma questo), competncia estratgica (cinco questes) e competncia discursiva (duas questes). Constatamos que professores bilngues com fundamentao terica podem construir uma avaliao adequada condio lingustica dos surdos e minimizar o processo discriminatrio que perpassa pela avaliao.

    ×
  • 2011 • VII Encontro da Associao Brasileira de Pesquisadores em Educao Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.2151-2162
    A formao de intrpretes de Libras para um servio da educao especial. O que os currculos de cursos de especializao em Libras tm a nos revelar ?
    Resumo do Artigo Científico

    VII Encontro da Associao Brasileira de Pesquisadores em Educao Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.2151-2162  •  por Neiva de Aquino Albres
    A formao de intrpretes de Libras para um servio da educao especial. O que os currculos de cursos de especializao em Libras tm a nos revelar ?

    O reconhecimento da Libras como lngua natural e as discusses polticas de acessibilidade e incluso trazem mais visibilidade atuao de tradutores/intrpretes de Libras e Lngua Portuguesa no mbito da educao. A formao de intrpretes educacionais tem sido emergencial neste contexto. O decreto 5.626/2005 prev a formao desse profissional por meio de cursos se extenso, graduao especfica ou em ps-graduao em Libras. Tal cenrio trouxe um novo desafio para o ensino da interpretao, pens-la no mbito de uso de modalidade de lngua espao-visual para a mediao pedaggica, ou seja, para servir de servio educacional especializado para alunos surdos includos no ensino regular. Os autores que fundamentaram este estudo trabalham numa perspectiva sociolgica da educao (Bourdieu, Saviani). Analisamos a grade curricular de trs cursos de ps-graduao em Libras de Instituies de Ensino Superior - IES de So Paulo que tinham como objetivo formar intrpretes educacionais. Os resultados obtidos apontam para grande aproximao deste profissional com a rea educacional. Os cursos tm focalizado disciplinas especialmente nas questes polticas e histricas da educao, com diversificada carga horria e contedo das disciplinas de Libras, fornecendo aos alunos destes cursos um estado institucionalizado de capital cultural (certificao) sem garantir, necessariamente, a interdisciplinaridade dos processos de interpretao e sua aplicabilidade no complexo espao de sala de aula inclusiva.

    ×
  • 2011 • VII Encontro da Associao Brasileira de Pesquisadores em Educao Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.1794-1806
    Servio de interpretao educacional para alunos surdos na educao bsica de escolas pblicas de So Paulo: Um servio em construo
    Resumo do Artigo Científico

    VII Encontro da Associao Brasileira de Pesquisadores em Educao Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.1794-1806  •  por Neiva de Aquino Albres
    Servio de interpretao educacional para alunos surdos na educao bsica de escolas pblicas de So Paulo: Um servio em construo

    Com o crescente apoio da legislao, a profisso de intrprete de lngua de sinais (ILS), no Brasil, vem ganhando, cada vez mais espao. A partir de um ano da publicao do Decreto 5.626 de 2005, as instituies de ensino da educao bsica e da educao superior deveriam incluir, em seus quadros, em todos os nveis, etapas e modalidades, o tradutor e intrprete de Libras - Lngua Portuguesa, para viabilizar o acesso comunicao, informao e educao de alunos surdos. Neste artigo, dispomo-nos a investigar o percurso em direo as contrataes de ILS na rea da educao no Estado de So Paulo. Levantamos as estratgias que as Secretarias de educao tm desenvolvido para garantir a presena de intrpretes de Libras em sala de aula. Em conformidade com a lgica global do capital, tem-se adotado pequenas mudanas apriorsticas, sendo mantida a ordem estrutural fundamental da escola excludente, os alunos surdos sem acesso, e a permanncia e progresso com interlocutores sem competncia para traduo/interpretao. Estes so problemas de um momento inicial de implementao de uma proposta bilngue dentro de uma educao inclusiva que no pode ser tomada como legtima.

    ×
  • 2010 • II Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa
    Processos de produo e legitimao de saberes para o currculo de ps em libras na formao de intrpretes. Para uma especializao?
    Resumo do Artigo Científico

    II Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa  •  por Neiva de Aquino Albres
    Processos de produo e legitimao de saberes para o currculo de ps em libras na formao de intrpretes. Para uma especializao?

    O reconhecimento da Libras como língua natural e as discussões políticas de acessibilidade e inclusão trazem mais visibilidade à atuação de tradutores/intérpretes de Libras e Língua Portuguesa, doravante TILSP. A formação de TILSP tem sido emergencial neste contexto. O decreto 5.626/2005 prevê a formação desse profissional por meio de cursos se extensão, graduação em Letras Libras ou em pósgraduação em Libras. Tal cenário trouxe um novo desafio para o ensino da interpretação, pensá-la no âmbito de uso de modalidade de língua espaço-visual e na proposição de um currículo para pós-graduação. Cursos de formação de TILSP denominados de pós lato sensu em Libras vêm sendo abertos por universidades privadas no estado de São Paulo. Como os cursos de Pós em Libras têm desenhado o currículo para a formação de TILSP? Qual o critério de seleção dos alunos para estes cursos? Como têm pensado a capacitação dos aprendizes para a produção de traduções que atendam às crescentes e cada vez mais variada necessidades do mercado? Os autores que fundamentaram este estudo trabalham numa perspectiva sociológica da educação (Saviani, Bourdieu). Como fazer metodológico, realizamos a análise documental de três projetos de curso de pós em Libras de instituições de ensino superior privadas de São Paulo, elaborados após o decreto 5.626/2005. Trabalhamos nesse estudo com o levantamento dos dados como primeiro passo da pesquisa, sendo realizado de duas maneiras: análise dos projetos dos cursos e a análise do currículo que compõem sua estruturação. Os elementos que surgiram da leitura dos documentos constituíram as categorias de análise da pesquisa. Foram eles: a) Conceito de TILSP, b) Critérios de seleção do candidato, c) Estrutura organizacional do currículo. Os resultados obtidos apontam no sentido de constatarmos fragmentações e contradições existentes nos projetos para formação desse novo profissional provocando o distanciamento entre a idéia de intérprete capacitado para enfrentar as exigências do dia-a-dia. Os cursos têm focalizado especialmente nas questões educacionais dos surdos e da inclusão educacional. A falta de critérios bem definidos para seleção dos acadêmicos dos cursos faz com que se desconfigure uma especialização e se organize como uma introdução à libras. Em sua maioria, apresentam pequena carga horária de prática de interpretação e sem distinguir a direção da tradução, ou seja, qual a língua alvo e fonte treinada. Distante estão, dos novos conceitos de competência para tradução e dos impactos que os avanços tecnológicos e desenvolvimentos teóricos tiveram sobre a prática da tradução e, conseqüentemente, sobre o seu ensino e aprendizagem. Propomos que os cursos voltados para formação de TILSP sejam articulados entre si e com as entidades representativas de surdos, que conversem e afinem a proposta de formação para além do comércio de certificados de pós em libras.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    IV Congresso Brasileiro de Educao Especial - CBEE  •  por Neiva de Aquino Albres
    Desculpe, no entendi. Voc pode filmar? A atuao de tutores em ambiente virtual de ensino-aprendizagem para formao de professores surdos de Libras

    O objetivo do presente trabalho analisar a atuao de tutores em ambiente virtual de ensino-aprendizagem para formao de professores surdos de libras. O referencial terico se baseia em alguns fundamentos da perspectiva sociocultural sugeridos por Vygotsky, especialmente as ideias de desenvolvimento e mediao, e por Bakhtin, particularmente as noes de dialogia e polifonia. Faremos uso dos princpios do mtodo de Vygotsky (1998) em que se analisam os processos e no o objeto. A anlise consistir, essencialmente, de uma explicao e no de descrio de objetos, revelando as relaes dinmicas ou causais. Essa abordagem metodolgica articula o nvel microgentico das interaes sociais com o exame do funcionamento dialgico-discursivo (GES, 2000), ou seja, oferece a possibilidade de se relacionar elementos de episdios especficos a condies macrossociais. Analisamos trs episdios onde ocorrem as interaes discursivas entre tutores e alunos surdos mediadas por uma plataforma disponvel atravs da internet, chamada de ambiente virtual de ensino aprendizagem AVEA, no qual os alunos postam dvidas a respeito do contedo das disciplinas do curso para serem respondidas pelo tutor no recurso denominado de frum. O foco da anlise est no modo como os tutores criam estratgias verbais e no verbais de dialogar com os alunos surdos adultos. Considerando as condies dos alunos que tem portugus como segunda lngua, tutores criam novas condies interativas. Constatamos que nessas interaes o dialogismo e a polifonia ocupam um lugar de destaque e a aprendizagem mediada pela palavra, pela imagem e pelo sinal proferido tambm em enunciados do tutor para o aluno. A construo de significados se deu a partir de uma rede discursiva e hipertextual que permeou a interao.

    ×
  • 2010 • Domnios de Lingu@gem - Revista Eletrnica de Lingustica, Ano 4, - n 1
    Traduo em Lngua Brasileira de Sinais de texto informativo televisivo: reflexes sobre o processo
    Resumo do Artigo Científico

    Domnios de Lingu@gem - Revista Eletrnica de Lingustica, Ano 4, - n 1  •  por Neiva de Aquino Albres
    Traduo em Lngua Brasileira de Sinais de texto informativo televisivo: reflexes sobre o processo

    Este trabalho tem por objetivo a anlise descritiva de traduo/interpretao em janela de interpretao para Lngua de Sinais Brasileira de texto informativo televisivo, propaganda do Tribunal Regional Eleitoral - TRE veiculado em 2004 no perodo eleitoral. Analisamos as estratgias peculiares dessa traduo que tem como lngua alvo um cdigo lingustico de modalidade espao-visual, diferentemente do texto fonte em lngua portuguesa que respeita-se a linearidade da lngua oral. Descrevemos os procedimentos tcnicos da traduo, com base nos estudos de Barbosa (2004) usados pelo tradutor/intrprete face presena do dilogo entre os personagens na propaganda e do locutor (que no pertencia ao lcus do salo de beleza), como tambm as opes lexicais que foram coerentes com a cultura, a identidade e a histria da comunidade alvo, ou seja, como foram resolvidos os problemas de equivalncia. Consideramos que o tradutor/intrprete no invisvel e interage com o texto fonte e o que produz, de modo a adapt-lo s necessidades do pblico receptor, atuando na produo de sentidos que est envolvida sua subjetividade.

    ×
  • 2010 • Revista Cadernos de Traduo v2, n26, Florianpolis, Brasil,, p291-306
    Mesclagem de voz e tipos de discurso no processo de interpretao da lngua de sinais para o portugus oral
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Cadernos de Traduo v2, n26, Florianpolis, Brasil,, p291-306  •  por Neiva de Aquino Albres
    Mesclagem de voz e tipos de discurso no processo de interpretao da lngua de sinais para o portugus oral

    Pretende-se descrever o fenmeno da linguagem no momento da interpretao simultnea captar o carter singular da significao do ver a enunciao, do processamento da mesma, e da produo para lngua alvo com as equivalncias na mesclagem da voz e dos discursos que esto sendo proferidos na lngua fonte. O foco privilegiado nessa investigao a escolha da modulao da voz feita pelo intrprete de Lngua de Sinais para Lngua portuguesa na modalidade oral. Envolve anlise do corpus de fala de uma surda universitria que participou de mesa redonda intitulada A Universidade e o Surdo: um encontro inevitvel envolvida por um discurso militante que reivindicava a presena do intrprete de Lngua de Sinais e adaptaes educacionais na Universidade.

    ×
  • 2008 • RVCSD - Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade, Edio n 02
    Cultura Escolar: Proposies Oficiais para Ensino da Leitura e Escrita para Alunos Surdos
    Resumo do Artigo Científico

    RVCSD - Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade, Edio n 02  •  por Neiva de Aquino Albres
    Cultura Escolar: Proposies Oficiais para Ensino da Leitura e Escrita para Alunos Surdos

    Este texto apresenta reflexes sobre o ensino de leitura e escrita para alunos surdos, considerando as proposies oficiais para o ensino. O foco desse artigo analisar: quais concepes de lngua e de cultura escolar constituem o imaginrio do documento do CENESP/MEC de 1979, MEC 1997 e MEC 2002. No incio a Lngua de Sinais ignorada e o objetivo principal o ensino da fala aos alunos surdos, perodo que vigora a integrao, assim os alunos deviam estar adaptados para a convivncia em sociedade, a concepo de linguagem segue de certa maneira o proposto pela educao geral, da lngua como cdigo para lngua como atividade discursiva e constituidora da identidade dos indivduos. Consideramos que destacado est o estudo dos aportes lingsticos, pelas concepes de linguagem e da necessidade de uma lngua para que ocorra o processo de aprendizagem; a lngua que se deve ensinar e em que momento, fundamentalmente, encontrava-se como discusso privilegiada nos documentos.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Brasil  •  por Neiva de Aquino Albres
    A educao de alunos surdos no Brasil do final da dcada de 1970 a 2005: anlise dos documentos referenciadores

    Esta dissertao procura analisar as proposies de ensino na educao de alunos surdos no Brasil. Para fins desta anlise foram selecionadas, publicaes do MEC (1979, 1997, 2002) onde se apresenta propostas curriculares e orientaes metodolgicas destinadas a alunos com surdez. O problema que nos moveu, foi compreender se havia uma proposta de ensino de Lngua portuguesa aos surdos, j que esta apontada por especialista como uma questo problemtica, delineou-se uma hiptese de partida. Se h uma proposta de ensino de Lngua Portuguesa, ela no estaria definida como proposta pedaggica, mas, sim, como proposta conceitual de interpretao de que lngua o aluno surdo tem, ou de que lngua deve aprender. Retomamos o pensamento educacional brasileiro sobre o ensino dos surdos, identificando em tais documentos nuances das propostas oralista, comunicao total e bilnge. Na anlise das proposies de ensino tomamos como ponto de reflexo o significado da surdez, constatamos que a mesma se modifica no decorrer dos anos, assim como a concepo de linguagem que segue de certa maneira o proposto pela educao geral, da lngua como cdigo para lngua como atividade discursiva e constituidora da identidade dos indivduos. Consideramos que destacado est o estudo dos aportes lingsticos, pelas concepes de linguagem e da necessidade de uma lngua para que ocorra o processo de aprendizagem; a lngua que se deve ensinar e em que momento, fundamentalmente, encontrava-se como discusso privilegiada nos documentos. A cultura acadmica tambm foi abordada, delimitamos alguns eixos de anlise como: a) conceito de escola e suas funes; b) conceito de aluno e seus processos de aprendizagem; c) Professor e outros agentes, os papis e suas prticas; d) contedo e proposio de seu ensino aprendizagem. Os mesmos so destinados escola, portanto predispem as funes e comportamentos de seus agentes, e a organizao do sistema educativo. Mas seus agentes, de formas distintas, interpretam e implementam tais orientaes. Assim, tais documentos no so absorvidos e transmitidos passivamente, mas a escola como um espao de promoo do ensino de habilidades necessrias para o desenvolvimento do aluno faz uma seleo da cultura e desta prope experincias aos mesmos. Constatou-se, porm, que tanto as prticas pedaggicas, quanto a habilitao desses agentes no so claras. Concluiu-se ainda, que a linguagem pde ser tomada como funo da educao, quanto marca constitutiva nas proposies didticas.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    Editora Arara Azul  •  por Neiva de Aquino Albres
    Lngua de Sinais: Processo de Aprendizagem como Segunda Lngua

    Considerando o movimento de incluso e a implantao de Cursos de Lngua de Sinais, em parceria com o CAS, sentimos a necessidade do fortalecimento de um Grupo de Estudo para aprofundamento terico e reflexo sobre as atividades destes Cursos. E, com a inteno de minimizar os problemas da incluso escolar e de socializar os conhecimentos produzidos na rea da educao de surdos, para acadmicos de Letras e Pedagogia, desenvolvemos o Curso de Libras (Lngua Brasileira de Sinais) na UFMS em parceria com o CAS/SED/MS. A presente pesquisa teve como finalidade a anlise do processo de aprendizagem de adultos da comunidade acadmica. Realizamos a anlise a partir da interao em sala de aula e elencamos quatro categorias: 1) Registro quirolgio e uso do alfabeto manual;2) Construo morfolgica; 3) Construo sinttica e uso da espacialidade; 4) Pertinncia semntico/pragmtica. Conclumos que, no Curso Bsico de Libras, 120 (cento e vinte) horas, cada membro do grupo percorreu seu prprio caminho para avanar em seu processo de aprendizagem, cada qual com graus diferenciados no ritmo de avanos e de criao de estratgias para superao de dificuldades, mas h um ponto em comum: No espao dialgico, os sentidos construdos revelam que o aprendiz se reporta a sua lngua materna no processo e deve passar por um perodo de interlngua.

    ×
  • Resumo do Artigo Científico

    Editora Arara Azul  •  por Neiva de Aquino Albres
    Histria da Lngua Brasileira de Sinais em Campo Grande - MS

    Tomamos como base o estudo histrico desta lngua, procurando desvendar os caminhos por onde passou para constituir-se como a vemos hoje, a fim de apresentar as contradies polticas, sociais e ideolgicas para aceitao da mesma em diversos espaos (famlia, escolas, igrejas, etc.). Utilizamos a anlise documental, principalmente as mantidas na Associao de Surdos de Mato Grosso do Sul e na Secretaria de Educao do Estado de Mato Grosso do Sul, mas tambm entrevistas com surdos adultos. Constatamos a introduo da lngua pela Associao dos Surdos e igrejas, porm sua ampliao lexical est relacionada ao uso da mesma nas escolas. Consideramos que atualmente h uma aceitao camuflada em discursos polticos de respeito diferena, pois parece mais fcil administrar as diferenas com o movimento inclusivo.

    ×
  • 2004 • VII EPECO Encontro de Pesquisa em Educao da Regio CENTRO-OESTE Goinia GO
    Educao de surdos: concepes dos professores sobre o ensino de leitura e escrita
    Resumo do Artigo Científico

    VII EPECO Encontro de Pesquisa em Educao da Regio CENTRO-OESTE Goinia GO  •  por Neiva de Aquino Albres
    Educao de surdos: concepes dos professores sobre o ensino de leitura e escrita

    Ensinar a ler e escrever tm sido uma das mais especficas funes da escola. Para que essa funo se realize faz-se necessria uma organizao social sistemtica que transpasse as concepes dos professores quanto ao sujeito surdo e metodologia escolhida. O objetivo desta pesquisa foi analisar as concepes dos docentes do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audio-Comunicao CEADA, em Campo Grande, MS, a respeito do ensino de leitura e escrita para surdos. Verificamos, todavia, que esse contexto no est centrado em um foco comum, h divergncias entre concepes e prticas. Algumas abordagens metodolgicas no so eficazes no apoio ao trabalho pedaggico, principalmente os mtodos sintticos e analticos, pois, aps muitos anos de estudos, os surdos esto aqum do desenvolvimento prprio do seu nvel de escolaridade, reflexo tambm da Filosofia de Educao assumida. Observamos, tambm, lacunas no conhecimento dos professores sobre as metodologias de alfabetizao. Constatamos que eles necessitam de assessoria e de momentos de estudo, para aprofundamento reflexo sobre sua prtica.

    ×
  • Como co-autor(a)

  • Resumo do Artigo Científico

    Pro-Posies vol.26 n.3 p.103-124, Campinas  •  por Neiva de Aquino Albres
    Contribuies da Educao Infantil e do brincar na aquisio de linguagem por crianas surdas

    O presente artigo problematiza a proposta bilíngue para crianças surdas na Educação Infantil e sua importância para o desenvolvimento linguístico do sujeito surdo. A partir da descrição de uma cena escolar em uma escola Polo bilíngue da rede municipal no interior de São Paulo, discute a aquisição de linguagem precoce e a relevância do brincar na Educação Infantil e reflete sobre a aquisição da língua de sinais nessa faixa etária, por meio da interação dialógica com o outro (surdo). Enfatiza a necessidade de políticas que estimulem a entrada da criança surda neste nível de ensino e valorizem a especificidade da surdez numa vertente bilíngue (Libras/Português) e também sugere a ampliação de escolas polos, inclusivas e bilíngues, para estudantes surdos e a adoção da língua de sinais como língua de instrução, com professores surdos e colegas surdos.

    ×
  • 2013 • Educao e Pesquisa, So Paulo, v. 39, n. 1, p. 65-80
    Poltica para uma educao bilngue e inclusiva a alunos surdos no municpio de So Paulo
    Resumo do Artigo Científico

    Educao e Pesquisa, So Paulo, v. 39, n. 1, p. 65-80  •  por Neiva de Aquino Albres
    Poltica para uma educao bilngue e inclusiva a alunos surdos no municpio de So Paulo

    O objetivo deste artigo é analisar a atual política para educação de alunos com surdez no município de São Paulo, já que tal política tem impacto na indução de ações no sentido de criar ou não melhores condições para a aprendizagem desse alunado. A educação de surdos é tema polêmico e resultados satisfatórios nem sempre são alcançados. A língua de sinais é a língua de constituição de sujeitos surdos e, quando assumida nos espaços educacionais, favorece um melhor desempenho desses sujeitos. Propostas de escolas de surdos e de educação inclusiva emergem e debatem o direito linguístico da pessoa surda, a abordagem metodológica e a atuação de profissionais bilíngues, além de demandarem políticas governamentais para sua implementação. No Brasil, a Lei nº 10.436, de 2002, e o Decreto nº 5.626, de 2005, tratam da língua brasileira de sinais (Libras) e da educação de surdos, indicando a necessidade de formação de futuros profissionais (professor bilíngue, instrutor surdo e intérprete de Libras) cientes da condição linguística diferenciada dos alunos surdos. Nessa perspectiva, destaca-se o caso do município de São Paulo, que conta com surdos inseridos em dois contextos educacionais distintos: escolas municipais de educação bilíngue (para alunos surdos) e escolas regulares (que recebem alunos ouvintes e surdos) regulamentadas pelo Decreto nº 52.785, de 2011, que cria escolas municipais de educação bilíngue para surdos (EMEBS) na rede municipal de ensino, e pela Portaria nº 5.707, também de 2011, que regulamenta o referido decreto.

    ×
  • 2012 • V Congresso Brasileiro de Educao Especial, So Carlos. V CBEE - VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educao Especial. p.11745-11760
    Formao de Intrpretes Educacionais de Libras: entre concepes e propostas de curso de extenso universitria
    Resumo do Artigo Científico

    V Congresso Brasileiro de Educao Especial, So Carlos. V CBEE - VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educao Especial. p.11745-11760  •  por Neiva de Aquino Albres
    Formao de Intrpretes Educacionais de Libras: entre concepes e propostas de curso de extenso universitria

    A Política Nacional de Educação Inclusiva instaurada no Brasil nos últimos anos tem favorecido a criação e formação de novos profissionais que atuem diretamente com pessoas surdas na educação, pessoas com deficiência e pessoas com limitação na comunicação. Aliado a esse novo contexto o Decreto nº 5626/05 estabelece formação para intérpretes de libras em diferentes níveis e por esse motivo percebe-se o aumento na oferta de cursos para formação de intérpretes de língua de sinais. Nesse sentido, este trabalho analisa uma proposta de curso de Extensão para Tradutores Intérpretes de Libras Português: Intérprete Educacional. A partir da abordagem histórico-cultural e da perspectiva dialógica da linguagem observou-se a proposta curricular do curso selecionado e mapeamos as especificidades da atuação desse profissional ligadas à esfera educacional. Conclui-se que a proposta analisada contempla da especificidade linguística e tradutória até as coerções circulantes no contexto escolar.

    ×
  • Outros Especialistas
  • Élida Rafisa
    lida Rafisa
    6 artigos científicos
  • Carlete Fátima da Silva Victor
    Carlete Ftima da Silva Victor
    2 artigos científicos
  • Orquídea Coelho
    Orqudea Coelho
    7 artigos científicos
  • Larissa Pereira Gonçalves
    Larissa Pereira Gonalves
    1 artigos científicos
  • Flávia Machado
    Flvia Machado
    6 artigos científicos
  • Nídia Limeira de Sá
    Ndia Limeira de S
    3 artigos científicos
  • Marianne Rossi Stumpf
    Marianne Rossi Stumpf
    4 artigos científicos
  • Luísa Gonçalves
    Lusa Gonalves
    1 artigos científicos
  • Ana Paula Oliveira e Fernandes
    Ana Paula Oliveira e Fernandes
    1 artigos científicos
  • Neuza Santana
    Neuza Santana
    1 artigos científicos
  •