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Ronice Müller de Quadros
Ronice Müller de Quadros
Professora e Investigadora
Biografia do Autor
Ronice Müller de Quadros
Ronice Müller de Quadros
Professora e Investigadora

Profissionalmente, tenho uma longa carreira que se iniciou na Escola Especial Concórdia em Porto Alegre. Nesta escola, fui professora de surdos na Educação Fundamental, uma oportunidade que determinou minha atuação profissional. Morei em Caxias do Sul/RS e fui professora e coordenadora pedagógica na Escola Municipal Helen Keller. Neste período, me graduei em Pedagogia pela Universidade de Caxias do Sul. Tive a oportunidade de ter aulas com a lingüista Heloisa Feltes que muito me incentivou a tentar o mestrado em Lingüística da PUCRS. Conquistei o meu espaço na PUCRS e fiz o mestrado e parte do meu doutorado nesta universidade. Tive também a oportunidade de estar um ano e meio na University of Connecticut nos Estados Unidos trabalhando nas minhas pesquisas do curso de doutorado com a supervisão da Dra. Diane Lillo-Martin. Meu objetivo sempre foi estudar a língua de sinais brasileira. Realizei pesquisas analisando a estrutura da língua de sinais e o processo de aquisição de crianças surdas filhas de pais surdos. Nesta caminhada, também atuei como intérprete de língua de sinais e na formação de profissionais intérpretes. Tive também muitas oportunidades de trabalhar na formação de professores para surdos, o que motivou a publicação do meu primeiro livro "A educação de surdos: a aquisição da linguagem" e demais publicações. Atuei como professora e pesquisadora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na Universidade Luterana do Brasil.

Atualmente, sou professora e pesquisadora na Universidade Federal de Santa Catarina no Centro de Comunicação e Expressão - CCE, no Departamento de Línguas Estrangeiras. O setor ao qual estou ligada é o Curso de Letras Língua Brasileira de Sinais. Sou a coordenadora geral deste curso que acontece na modalidade à distância. Esse curso forma professores e tradutores/intérpretes de língua de sinais. Em 2006, a UFSC passou a oferecer este curso com mais oito instituições de ensino: a UFAM, a UNB, o CEFET/GO, a UFC, a UFBA, o INES, a USP e a UFSM. Em 2008, a UFMG, a UNICAMP, a UEPA, a UFES, a UFPE, o CEFET/RN, a UFRGS, a UFPR e a UFGD passam a integrar este curso.

Na UFSC, fundamos o Grupo de Estudos Surdos - GES – um grupo que reuni os pesquisadores de língua de sinais, de tradução e interpretação e de educação de surdos.

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Ronice Müller de Quadros
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Professora e Investigadora
21 Artigos Científicos publicados
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Artigos Científicos de Ronice Müller de Quadros

Como autor(a) principal

  • 2012 • III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Florianópolis-SC: UFSC
    Tradução do vestibular UFSC/2012 para a Libras
    Resumo do Artigo Científico

    III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Florianópolis-SC: UFSC  •  por Ronice Müller de Quadros
    Tradução do vestibular UFSC/2012 para a Libras

    Neste artigo apresentamos as questões de ordem tradutória e técnica implicadas na tradução da prova do vestibular de 2012 da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, do português para a Libras. O presente trabalho tem o objetivo de descrever e avaliar esse processo de tradução. Apresentamos uma contextualização sobre a realização de exames de seleção em Libras e, então, discutimos em específico o vestibularUFSC/2012.

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  • Resumo do Artigo Científico

    ReVEL, v. 10, n. 19  •  por Ronice Müller de Quadros
    Memória fonológica em crianças bilíngues bimodais e crianças com implante coclear

    Este estudo comparou o desempenho de crianças bilíngues bimodais ouvintes (filhas de pais surdos) e crianças surdas usuárias de implante coclear (filhas de pais surdos e de pais ouvintes), com diferentes contextos de acesso à Língua Brasileira de Sinais (Libras), em tarefas que envolvem memória fonológica. Os testes utilizados foram: Teste de Pseudopalavras (Santos e Bueno, 2003) e Teste de Pseudosinais (desenvolvido pelos pesquisadores responsáveis pelo Projeto ‘Desenvolvimento Bilíngue Bimodal’). Além disso, foram incluídos dois grupos de controle, formados por crianças surdas (usuárias de Libras), e adultos bilíngues bimodais ouvintes. Na análise dos resultados, em relação ao desempenho entre os dois grupos testados foi constatado que o grupo de crianças bilíngues bimodais ouvintes apresentou desempenho superior, nos dois testes. No entanto, ao ser analisado o desempenho da criança surda usuária de implante coclear, filha de pais surdos, que possui acesso irrestrito à Libras e comparado com o das crianças surdas usuárias de implante coclear, que possuem acesso restrito à Libras, foi constatado que o seu desempenho foi semelhante ao do grupo de crianças bilíngues bimodais ouvintes. As crianças surdas usuárias de implante coclear com acesso restrito à Libras e, portanto, com acesso maior ao Português apresentaram escores mais baixos nas tarefas, principalmente do teste em Português. Os resultados sugerem que as crianças surdas usuárias de implante coclear em processo de aquisição da linguagem podem se beneficiar com o acesso irrestrito à Libras, atingindo inclusive desempenho semelhante a de crianças bilíngues bimodais ouvintes.

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  • 2009 • ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v.10, n.2, p.169-185
    O primeiro curso de graduação em Letras Língua Brasileira de Sinais: Educação à distância
    Resumo do Artigo Científico

    ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v.10, n.2, p.169-185  •  por Ronice Müller de Quadros
    O primeiro curso de graduação em Letras Língua Brasileira de Sinais: Educação à distância

    Em 2006, foi iniciado o primeiro curso de Letras Língua de Sinais Brasileira – LIBRAS – no Brasil. A Universidade Federal de Santa Catarina está oferecendo o curso para formar professores de língua de sinais. Esta iniciativa atende a exigências legais que requerem a inclusão da LIBRAS nos currículos dos cursos de licenciatura e de fonoaudiologia em todas universidades do país. O programa selecionou 500 estudantes, sendo que 447 são surdos e 53 são ouvintes bilíngües. Esses estudantes estão espalhados em nove estados brasileiros: Amazonas, Ceará, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, representando cinco regiões do país. O sistema de educação utiliza a modalidade a distância, em que a LIBRAS é a língua de instrução com diferentes materiais: ambiente virtual de ensino e DVDs. Além disso, os alunos têm acesso a diferentes tipos de textos na LIBRAS. Toda a estrutura está sendo pensada juntamente com profissionais surdos que são designers instrucionais e demais profissionais. O objetivo é implementar um curso “surdo”, no sentido de atender ao público alvo do curso, ou seja, organizado a partir das experiências visuais e na língua de sinais. Neste artigo, nós apresentaremos como este curso está sendo implementado.

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  • 2008 • Revista Espaço (Rio de Janeiro. 1990), v. 30, p.12-17
    A educação de surdos na perspectiva da educação inclusiva no Brasil
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Espaço (Rio de Janeiro. 1990), v. 30, p.12-17  •  por Ronice Müller de Quadros
    A educação de surdos na perspectiva da educação inclusiva no Brasil

    Neste artigo, serão discutidos os aspectos relacionados às propostas bilíngues para educação de surdos, no contexto da educação inclusiva, que extrapolam as questões linguísticas, determinadas também por questões políticas. Nesse sentido, apresentar-se-á uma reflexão sobre o caso específico das políticas linguísticas e das políticas públicas de educação de surdos no Brasil que acabam interferindo nas formas que o bilinguismo passa a tomar nas experiências brasileiras. Esse processo de reflexão é fundamental para planejar a educação bilíngue (língua de sinais brasileira e língua portuguesa) na perspectiva da educação inclusiva no Brasil.

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  • 2008 • Estudos Surdos III / Ronice Müller de Quadros (organizadora) – Petrópolis, RJ : Arara Azul
    Inclusão de surdos no ensino superior por meio do uso da tecnologia
    Resumo do Artigo Científico

    Estudos Surdos III / Ronice Müller de Quadros (organizadora) – Petrópolis, RJ : Arara Azul  •  por Ronice Müller de Quadros
    Inclusão de surdos no ensino superior por meio do uso da tecnologia

    O presente artigo tem por objetivo apresentar o Curso de Licenciatura em Letras Libras, desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil. Este curso está sendo oferecido juntamente com oito instituições conveniadas e com o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a Distância e a Secretaria de Educação Especial. São nove pólos brasileiros localizados na Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília, Centro Federal de Educação Tecnológica do Estado de Goiás, Universidade de São Paulo, Instituto Nacional de Educação de Surdos no Rio de Janeiro, Universidade Federal de Santa Maria e Universidade Federal de Santa Catarina. Cada instituição tem 55 alunos e no pólo UFSC são 60 alunos, totalizando 500 alunos. O Curso de Licenciatura em Letras Libras é oferecido na modalidade a distância, prioritariamente para surdos. Apresentamos a metodologia da formação e as tecnologias desenvolvidas para propiciar a acessibilidade dos alunos surdos. O curso está organizado de forma a expressar o conhecimento na Língua de Sinais e privilegiar as formas de ensinar e aprender dos surdos. Além do desafio de buscar traduzir essas formas de ensinar e aprender dos surdos na Língua Brasileira de Sinais, está sendo realizado na modalidade a distância. Para possibilitar o cumprimento desse duplo desafio a participação dos surdos no processo de planejamento e operacionalização tem sido fundamental. Essa proposição está em consonância com as políticas afirmativas que o nosso país vem assumindo nas últimas décadas. Em observância ao Decreto 5626/2005, o curso de Letras Libras busca garantir a inclusão social de surdos na sociedade por meio de formação acadêmica, abrindo espaços para a sua inclusão no mercado de trabalho. Os professores formados neste curso irão atuar na formação de professores em nível universitário, na formação de fonoaudiólogos e na formação básica de alunos surdos e ouvintes. Essa formação passará pela Língua de Sinais que inclui aspectos sociais, culturais e políticos. Assim, os surdos estarão atuando neste mercado de trabalho falando sobre a língua usada por eles mesmos. Para viabilizar a formação foi necessário o desenvolvimento de diversas ferramentas no Ambiente Virtual de Ensino e Aprendizagem, que possibilitassem disponibilizar os conteúdos em Libras e favorecer o processo de comunicação.

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  • 2008 • Estudos Surdos III / Ronice Müller de Quadros (organizadora). – Petrópolis, RJ : Arara Azul. p.168-207
    Aspectos da tradução/encenação na Língua de Sinais Brasileira para um ambiente virtual de ensino: práticas tradutórias do curso de Letras Libras
    Resumo do Artigo Científico

    Estudos Surdos III / Ronice Müller de Quadros (organizadora). – Petrópolis, RJ : Arara Azul. p.168-207  •  por Ronice Müller de Quadros
    Aspectos da tradução/encenação na Língua de Sinais Brasileira para um ambiente virtual de ensino: práticas tradutórias do curso de Letras Libras

    Quais as técnicas de tradução para Língua de Sinais Brasileira nas práticas de tradução dos conteúdos de ensino disponibilizados no Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem – AVEA do curso de Letras Libras? Partindo desse tipo de questão de pesquisa, esse artigo procura apresentar algumas práticas de tradução experimentadas entre os tradutores/atores surdos do curso de Letras Libras, considerando o contexto de ensino e aprendizagem do AVEA, analisando-as conforme uma perspectiva descritiva, segundo campos dos Estudos da Tradução (ET) e Estudos Surdos, que levam em consideração categorias temáticas de investigação como “efeitos de modalidade” (Quadros, 2006) e “fidelidade” (Gile, 1995), por exemplo. Somado a isso, pretendemos considerar também a relevância da tradução para se construir espaços híbridos interculturais, pois, no caso desse curso, a Língua Brasileira de Sinais é a língua de instrução, embora ainda os textos-fonte estejam na versão escrita da Língua Portuguesa. Alguns exemplos de traduções de conteúdos na Língua de Sinais são apresentados e avaliados de acordo com seus textos-fonte, revelando estratégias tradutórias utilizadas e acordadas entre os tradutores/atores surdos. Por fim, pelas relações entre teorias dos Estudos da Tradução e Estudos Surdos, propõem-se técnicas de tradução/encenação aplicáveis no AVEA do curso de Letras Libras da UFSC.

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  • 2007 • V Congresso Internacional e XI Seminário Nacional do INES, 2006, Rio de Janeiro. Anais do Congresso: Surdez, família, linguagem e educação. Rio de Janeiro: INES,2007. v.1. p.94-102
    Políticas Lingüísticas e a Educação de Surdos no Brasil
    Resumo do Artigo Científico

    V Congresso Internacional e XI Seminário Nacional do INES, 2006, Rio de Janeiro. Anais do Congresso: Surdez, família, linguagem e educação. Rio de Janeiro: INES,2007. v.1. p.94-102  •  por Ronice Müller de Quadros
    Políticas Lingüísticas e a Educação de Surdos no Brasil

    Este trabalho apresenta alguns significados atribuídos pelos surdos à língua de sinais. No contexto brasileiro, caracterizaram-se práticas e políticas lingüísticas que se basearam em imposição da língua falada objetivando a assimilação da língua portuguesa padrão como modelo de sucesso escolar. A política lingüística brasileira ainda é pautada na crença de que o país seja monolíngüe, favorecendo a língua portuguesa em detrimento das tantas outras línguas existentes no nosso país (Quadros, 2005), apesar de haver mudanças decorrentes do Decreto 5626 de 2005 considerando a língua brasileira de sinais. Desconstruir esse processo significa passar por um processo de reflexão, de (des-) estruturação, formação de profissionais, criação de novos espaços de trabalho e, em especial, inversão da lógica das relações. É preciso reconhecer o que representam as línguas para os próprios surdos. O espaço de negociação instaura-se no reconhecimento do outro. E mais importante ainda, os surdos sendo participantes ativos da significação e atribuição de espaços para as línguas na educação dos próprios surdos. Apesar de ser eu ouvinte, este artigo é uma tentativa de trazer perspectivas e reflexões dos próprios surdos sobre os significados da língua de sinais no contexto educacional.

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  • 2007 • In Heather Caunt-Nulton, Samantha Kulatilake, and I-Hao Woo (Eds.), Proceedings of the 31st Annual Boston University Conference on Language Development, 520-531. Somerville, MA: Cascadilla Press.
    Gesture and the Acquisition of Verb Agreement in Sign Languages
    Resumo do Artigo Científico

    In Heather Caunt-Nulton, Samantha Kulatilake, and I-Hao Woo (Eds.), Proceedings of the 31st Annual Boston University Conference on Language Development, 520-531. Somerville, MA: Cascadilla Press.  •  por Ronice Müller de Quadros
    Gesture and the Acquisition of Verb Agreement in Sign Languages

    In this paper, we investigate the acquisition of verb agreement in Brazilian Sign Language (LSB) and American Sign Language (ASL), by deaf children learning sign language as a native language from their deaf, signing parents. Previous studies have found that such children go through a period with numerous errors of omission of agreement in obligatory contexts, and that the use of agreement in verb signs is related to the use of ‘directionality’ in early gestures. However, the children in our study produced almost no errors of omission or commission, and they used directionality in gestures together with agreement. We conclude that conventional communicative gestures complement language in sign languages as well as in spoken languages, and that a different view of the environments for obligatory agreement lies behind the contrasting results.

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  • 2007 • Estudos Surdos II / Ronice Müller de Quadros e Gladis Perlin (organizadoras) – Petrópolis, RJ : Arara Azul, p238-266
    CODAs brasileiros: Libras e Português em zonas de contato
    Resumo do Artigo Científico

    Estudos Surdos II / Ronice Müller de Quadros e Gladis Perlin (organizadoras) – Petrópolis, RJ : Arara Azul, p238-266  •  por Ronice Müller de Quadros
    CODAs brasileiros: Libras e Português em zonas de contato

    Este artigo apresenta um estudo realizado a partir de uma entrevista com uma filha de pais surdos no Brasil. É um estudo de caso cujo objetivo central é analisar o contexto de um CODA brasileiro em zonas de contato entre línguas faladas e de sinais. A partir desse caso, abordaremos aspectos que envolvem situações de fronteira e contato entre línguas e percepções do universo Surdo e do ouvinte, destacando as formas como as conexões são percebidadas por este CODA. Primeiro, apresentaremos um panorama do contexto do Bilingüismo no Brasil e situaremos a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Em seguida, passamos à análise das zonas de contato estabelecida com elementos lingüísticos, culturais e políticos que constroem as diferentes perspectivas de um CODA. Neste artigo, adotaremos o termo CODA – Crianças de pais surdos – utilizado pela Organização Internacional CODA, embora isso não implique, necessariamente, uma filiação à mesma.

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  • 2006 • ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.168-178
    Efeitos de modalidade de Língua: As línguas de sinais
    Resumo do Artigo Científico

    ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.168-178  •  por Ronice Müller de Quadros
    Efeitos de modalidade de Língua: As línguas de sinais

    As línguas de sinais que são visuais-espaciais oferecem um campo de análise que se refere aos possíveis efeitos que a diferença na modalidade pode implicar para as teorias lingüísticas e para as análises discursivas. Neste artigo, vamos nos deter a discutir os efeitos de modalidade na perspectiva teórica apresentando uma revisão dos estudos clássicos das línguas de sinais, bem como dos estudos que buscam compreender as especificidades dessas línguas.

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  • 2006 • Cad. Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 141-161
    Políticas Lingüísticas e Educação de Surdos em Santa Catarina: Espaço de Negociações
    Resumo do Artigo Científico

    Cad. Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 141-161  •  por Ronice Müller de Quadros
    Políticas Lingüísticas e Educação de Surdos em Santa Catarina: Espaço de Negociações

    A educação de surdos está sendo estruturada em vários estados brasileiros, buscando atender às diretrizes nacionais para a educação especial (resolução CNE/CEB n. 2, de 11 de setembro de 2001, a lei 10.098/94, de 23 de março de 1994, especialmente o capítulo VII, que legisla sobre a acessibilidade à língua de sinais, e a lei 10.436, 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais). Neste artigo, demonstra-se a estruturação da política pública para a educação de surdos do estado de Santa Catarina com suas proposições, as decisões e os rumos que a implementação dessa política está tomando. Além disso, apresenta-se uma análise crítica das relações que tal proposta tem com os desejos e lutas dos movimentos surdos. Num desdobramento, verifica-se que a movimentação no estado catarinense depende de vários fatores que extrapolam os aspectos legais, tais como: questões de ordem política e econômica e dependentes dos profissionais envolvidos que estão em formação.

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  • 2006 • 9th Theoretical Issues in Sign Language Research Conference, Florianopolis, Brazil
    Revertendo os verbos reversos e seguindo em frente: sobre concordância, auxiliares e classes verbais em línguas de sinais
    Resumo do Artigo Científico

    9th Theoretical Issues in Sign Language Research Conference, Florianopolis, Brazil  •  por Ronice Müller de Quadros
    Revertendo os verbos reversos e seguindo em frente: sobre concordância, auxiliares e classes verbais em línguas de sinais

    A classificação tripartite padrão dos verbos das línguas de sinais (Padden 1983/1988) baseia-se na suposição que a concordância exibida por verbos espaciais e por verbos de concordância é de um tipo diferente: enquanto os primeiros exibem concordância locativa (ou seja, com os loci associados a argumentos locativos), os últimos concordam morfologicamente com argumentos sujeito e objeto (ou seja, com os loci ligados aos seus referentes). Entretanto, os predicados espaciais que expressam movimento e os verbos de concordância recorrem ao mesmo tipo de elemento morfológico para realizar o suposto tipo diferente de concordância: TRAJETÓ- RIA (PATH) (Meir 1998; DIR in Meir 2002). A contribuição semântica desse morfema nas duas classes seria essencialmente a mesma: em verbos espaciais, as posições (slots) iniciais e finais de TRAJETÓRIA estão alinhadas com as localizações e, em verbos de concordância, estão alinhadas com os loci de sujeito e objeto. Visto que os verbos de concordância parecem denotar transferência de um tema ou em um sentido literal ou abstrato, estabelece- se a generalização semântica que os espaços do morfema direcional de TRAJETÓRIA podem ser ocupados por papéis temáticos fon- te e alvo em ambas as classes de predicados (Fischer & Gough 1975). Para verbos espaciais, isso é relativamente direto; para verbos de concordância, fonte e alvo são restritos a [+humano], podendo, assim ser renomeados como agente e benefactivo, respectivamente. Por mais atraente que este quadro pos- sa ser, ele também se depara com alguns sérios desafios. Provavelmente, o desafio mais explorado é o problema da subclasse dos verbos de concordância chamados “reversos” (backwards): em tais predicados, o alinhamento da trajetória não é com o sujeito e o objeto, mas com a fonte e o alvo, o que resulta em uma trajetória que vai do locus do objeto ao locus do sujeito. A solução de Meir (1998) é separar concordância morfológica com fonte e alvo de concordância sintática com o objeto, o que é explicitamente marcado pela orientação da mão em ISL. No entanto, a perspectiva tradicional sobre a concordância verbal em LSs tem que abordar mais profundamente questões que receberam pouca ou nenhuma atenção na literatura relevante. Neste artigo, revisamos as ideias principais nas diferentes abordagens e, então, aperfeiçoamos algumas delas, assim contribuindo para uma caracterização mais precisa da concordância, tipologia verbal e os chamados predicados auxiliares nas LSs. A fim de sustentar os argumentos, evidências recentes são discutidas a partir da Língua de Sinais Brasileira - LSB - e da Língua de Sinais Catalã – LSC.

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  • 2005 • Surdez e bilingüismo. 1ed. Porto Alegre : Editora Mediação, v.1, p. 26-36.
    O 'bi' em bilingüismo na educação de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Surdez e bilingüismo. 1ed. Porto Alegre : Editora Mediação, v.1, p. 26-36.  •  por Ronice Müller de Quadros
    O 'bi' em bilingüismo na educação de surdos

    A proposta deste capítulo será definir bilingüismo em contextos educacionais, mais especificamente, no contexto da educação de surdos no Brasil. Há várias discussões sobre bilingüismo sabidamente muito conflitantes. A questão norteadora do texto será a seguinte: O que é o ‘bi’ em bilingüismo na educação de surdos brasileiros? Na tentativa de responder a esta questão, percebe-se que os aspectos relacionados às propostas bilíngües, em geral, extrapolam as questões lingüísticas, sendo determinadas por questões políticas. Nesse sentido, apresentar-se-á uma reflexão sobre o caso específico das políticas públicas de educação de surdos que acabam interferindo nas formas que o ‘bi’ do bilingüismo passa a tomar nas experiências brasileiras.

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  • 2004 • In: Mendes, E. G.; Almeida, M. A.; Williams, L. C. de A. (Org.). Temas em educação especial IV. São Carlos: EdUFSCar, p. 55-61
    Educação de surdos: efeitos de modalidade e práticas pedagógicas
    Resumo do Artigo Científico

    In: Mendes, E. G.; Almeida, M. A.; Williams, L. C. de A. (Org.). Temas em educação especial IV. São Carlos: EdUFSCar, p. 55-61  •  por Ronice Müller de Quadros
    Educação de surdos: efeitos de modalidade e práticas pedagógicas

    Ao longo dos anos do meu trabalho, tenho percebido que os insights teóricos nas áreas da educação e da lingüística em relação à educação de surdos se traduzem em práticas de ensino nas conversas que tenho com os professores e instrutores de língua de sinais. Assim, este texto apresenta uma característica diferenciada das demais produções que tenho feito, ele enfatizará exatamente estas práticas que temos pensado a partir das reflexões sobre a educação de surdos dentro e fora da sala de aula numa perspectiva bilíngüe.

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  • 2003 • Ponto de Vista , Florianópolis, n.05, p. 81-111
    Situando as diferenças implicadas na educação de surdos: inclusão/exclusão
    Resumo do Artigo Científico

    Ponto de Vista , Florianópolis, n.05, p. 81-111  •  por Ronice Müller de Quadros
    Situando as diferenças implicadas na educação de surdos: inclusão/exclusão

    A proposta do presente artigo é analisar alguns aspectos referentes às políticas públicas de inclusão de crianças especiais, mais especificamente de crianças surdas. A partir de algumas considerações, propor-se-á uma reflexão sobre as diferenças implicadas na educação de surdos que passam a ser confrontadas com as propostas atuais de inclusão. Ater-se-á primeiramente a caracterização das diferenças com base na análise do discurso dos próprios surdos e de “ouvintes”. Posteriormente, apresentar-se- á uma análise das implicações lingüísticas, situando-as, sempre que possível no contexto sócio-cultural da educação de surdos. Propor-se-á, finalmente, o reconhecimento pelas diferenças nas práticas de ensino. As discus- sões travadas situam-se no campo dos estudos surdos , ou seja, um novo campo teórico que prima pela aproxi- mação com o conhecimento e com os discursos sobre a surdez e sobre o mundo surdo (SKLIAR, 1998).

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  • 2001 • Letras de Hoje. Curso de Pós-Graduação em Letras da PUCRS. V. 36. N. 3. Porto Alegre. p.391-398.
    O que a aquisição da Linguagem em crianças surdas tem a dizer sobre o estágio de infinitivos opcionais ?
    Resumo do Artigo Científico

    Letras de Hoje. Curso de Pós-Graduação em Letras da PUCRS. V. 36. N. 3. Porto Alegre. p.391-398.  •  por Ronice Müller de Quadros
    O que a aquisição da Linguagem em crianças surdas tem a dizer sobre o estágio de infinitivos opcionais ?

    Este estudo apresenta evidências da língua de sinais americana (ASL) e da língua de sinais brasileira (LSB) para a generalização da existência de sujeitos nulos no estágio de infinitivo opcional (IO) (Wexler, 1995, 1998). Tal estágio é observado em línguas ou contextos em que sujeitos nulos não são permitidos, enquanto não é observado em línguas ou contextos em que estes são permitidos. Tanto a ASL como a LSB têm sujeitos nulos nos contextos em que há concordância verbal, enquanto que nos demais contextos não apresentam tais elementos nulos. Analisando longitudinalmente a produção espontânea de crianças surdas entre 1:08 e 2:10, verificou-se que os verbos sem flexão são usados com mais freqüência do que os verbos com flexão, no entanto, os verbos com flexão corretamente flexionados são usados por todas as crianças e, raramente as crianças apresentam alguma omissão. A inexistência de IOs observada é consistente com a generalização de que contextos de sujeitos nulos não resultam em IOs.

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  • 2000 • II Congresso Nacional da ABRALIN, Florianópolis. Anais do II Congresso Nacional da ABRALIN. Florianópolis: UFSC
    A Estrutura frasal da Língua Brasileira de Sinais
    Resumo do Artigo Científico

    II Congresso Nacional da ABRALIN, Florianópolis. Anais do II Congresso Nacional da ABRALIN. Florianópolis: UFSC  •  por Ronice Müller de Quadros
    A Estrutura frasal da Língua Brasileira de Sinais

    O presente trabalho apresenta a arquitetura da estrutura da frase da língua brasileira de sinais (LIBRAS) no contexto de investigação do programa gerativista (Chomsky, 1995). As análises envolvem desde a ordem das palavras às operações sintáticas incluindo posições A e A’. A partir disso, apresentam-se as duas representações da estrutura da frase da LIBRAS.

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  • 2000 • Textura, Canoas, n.3, p.53-62
    Alfabetização e o Ensino da Língua de Sinais
    Resumo do Artigo Científico

    Textura, Canoas, n.3, p.53-62  •  por Ronice Müller de Quadros
    Alfabetização e o Ensino da Língua de Sinais

    O presente trabalho desenvolve duas questões: a alfabetização e o ensino da língua de sinais no processo educacional da criança surda. A alfabetização em sinais e na escrita de sinais são formas de garantir a aquisição da leitura e escrita da criança surda e o ensino da língua de sinais de forma consciente é um modo de prover o refinamento de tais processos. Além de apresentar uma análise de cada questão, este trabalho lista alguns aspectos lingüísticos e atividades que devem ser considerados nesse contexto educacional.

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  • 1999 • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Faculdade de Letras - Curso de Pós-Graduação em Letras
    Phrase Structure of Brasilian Sign Language
    Resumo do Artigo Científico

    Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Faculdade de Letras - Curso de Pós-Graduação em Letras  •  por Ronice Müller de Quadros
    Phrase Structure of Brasilian Sign Language

    Este trabalho apresenta uma visão geral da estrutura sintática da língua brasileira de sinais (LSB), com o objetivo de delinear a arquitetura da estrutura frasal desta língua. Para isso, nós analisamos os fatos que envolvem desde a ordem das palavras às operações sintáticas envolvendo posições A e A’. Nós iniciamos a investigação com a ordem das palavras analisando a interação de elementos sintáticos, tais como, advérbios, modais, auxiliares e negação. Através da interação destes elementos na oração, nós determinamos a posição sintática das categorias argumentais na LSB. Além disso, analisamos os fatos relacionados à aparente flexibilidade observada na ordem das palavras nesta língua. Concluímos que, apesar de observamos mudanças na ordem das palavras, esta língua apresenta uma ordem básica SVO, o que leva-nos a assumir que tal língua é categorizada como língua de núcleo inicial. Assim, propomos uma representação da estrutura frasal para a LSB como resultante de um conjunto de projeções de Tempo e Concordância no espírito de Pollock (1989), mais tarde refinada por Chomsky (1991) e Chomsky e Lasnik (1993). Apesar dessa representação ter sido delineada, observamos a existência de uma assimetria entre duas classes verbais que parecem gerar diferentes representações da estrutura frasal na LSB. Portanto, torna-se necessário rever a representação da estrutura proposta considerando um leque maior de construções que envolvem tal assimetria. Essa assimetria foi observada entre duas classes verbais na LSB: non-plain e plain verbs, ou seja, verbos com e sem concordância, respectivamente. Além da assimetria observada no nível morfológico, também identificou-se diferenças na estrutura sintática. Assim, determinou-se uma representação dupla da estrutura frasal da LSB com a divisão de I(nflectional) P(hrase) para sentenças com verbos com concordância (non-plain verbs) e simples projeção de IP para verbos sem concordância (plain verbs). Esta proposta resulta da combinação entre o tratamento dado por Lasnik (1995) à assimetria da morfologia verbal para captar a distribuição morfológica dos verbos em diferentes línguas e o parâmetro para concordância proposto por Bobaljik (1995) que acomoda diferenças entre a manifestação de concordância entre as línguas. A representação dupla resulta da interação de traços que, quando inseridos na derivação, derivam estruturas frasais específicas. Estes traços são intrínsecos dos verbos non-plain, verbos que projetam a categoria de concordância na estrutura frasal. Estendemos tais análises a outras línguas observando alguns fatos empíricos. Concluímos o quadro das estruturas frasais na LSB observando construções interrogativas, topicalizações e construções focalizadas. Tais descrições oferecem subsídios para determinação da representação completa da estrutura frasal da LSB, incluindo as categorias funcionais projetadas relacionadas às posições não argumentais. Além disso, esta representação oferece suporte adicional para estrutura básica SVO, uma vez que todas as mudanças da ordem das palavras resultam de operações relacionadas à checagem de traços. As estruturas frasais delineadas para a LSB observam os princípios da estrutura frasal pura (Chomsky, 1995b). Neste sentido, há vantagens na nossa proposta que podem ser revistas na língua de sinais americana (ASL). Por exemplo, a posição de CP na ASL ainda é motivo para debates entre os pesquisadores americanos. Neidle, Kegl, Bahan, Aarons e MacLaughlin (1997) e Petronio and Lillo-Martin (1997) apresentam diferentes análises da estrutura frasal desta língua que não são compatíveis com os princípios da estrutura frasal pura, uma vez que ambas análises apresentam projeções híbridas de núcleos incluindo posições finais e iniciais. Além disso, a proposta baseada na assimetria dos verbos na LSB, talvez possa ser analisada na ASL de forma similar, apesar das diferenças observadas entre tais línguas que complicam tal proposta para a ASL. Nesta língua, não há a distribuição da negação lexical entre plain e non-plain verbs, uma forte assimetria observada na LSB. No entanto, outras assimetrias entre tais classes verbais são observadas da mesma forma, o que gera polêmica entre as análises propostas para a estrutura desta língua. Talvez nossas análises possam apresentar alguma luz para tais discussões. O caráter ambicioso do presente trabalho apresenta, pelo menos, duas razões: primeiro, a quase não existência de descrições da LSB e, segundo, a necessidade de ter uma representação completa da estrutura frasal desta língua para abrir portas para futuras investigações.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Instituto de Letras e Artes - Curso de Pós-Graduação em Letras  •  por Ronice Müller de Quadros
    As categorias vazias pronominais: uma análise alternativa com base na Língua Brasileira de Sinais e reflexos no processo de aquisição

    Os objetivos desta pesquisa envolvem dois aspectos: analisar o parâmetro pro-drop na Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS - e refletir sobre a aquisição desse parâmetro em crianças surdas filhas de pais surdos adquirindo como primeira língua a LIBRAS. O enfoque teórico baseia-se na Lingüística Gerativista, mais especificadamente, nas Teorias da Regência e Ligação (Chomsky, 1981) e Princípios e Parâmetros (Chomsky & Lasnik,1991). O trabalho desenvolvido apresenta reflexões teóricas que envolvem as categorias vazias pronominais e as línguas de sinais, especialmente a American Sign Language - ASL. A partir dessas reflexões fez-se uma análise da LIBRAS. Verificou-se que as categorias vazias que aparecem nessa língua apresentam algumas características peculiares que não se enquadram nas análises tradicionais das categorias vazias pronominais chamadas de PRO e pro. Chomsky & Lasnik (1991) apresentaram uma proposta estabelecendo traços para essas duas categorias: PRO [+pronome,+anáfora] e pro [+pronome, -anáfora]. Entretanto, foi verificado que havia diferenças entre o comportamento de PRO e o das anáforas. Assim, considerou-se que a relação de “controle” era diferente da relação anafórica. Então, PRO é não regido e seu conteúdo é recuperado através da Teoria do Controle. Tal teoria determina que PRO seja necessariamente controlado por um NP da oração principal ou que receba a interpretação arbitrária. Rizzi (1986) propõe a Teoria do pro, que envolve a legitimação formal dessa categoria através de INFL[+AGR] e a sua identificação através dos traços-f presentes em [+AGR] ou no V. Esses são os casos encontrados no italiano, língua na qual o sujeito nulo é legitimado por INFL[+AGR] e é identificado pelos traços presentes na concordância rica, e o objeto nulo é identificado pelos traços presentes no V. Na ASL há duas propostas de análise da categoria vazia pro: a de Lillo-Martin (1986) e de Aarons, Bahan, Kegl & Neidle (no prelo A, B), mencionados neste trabalho através da abreviatura ABKN. As duas propostas, embora diferentes, verificaram que a ASL é uma língua pro-drop do tipo do italiano. Lillo-Martin, além de concluir isso apresenta a proposta de que haja duas realizações de pro na ASL: a do tipo da realização apresentada no italiano e a do tipo que aparece no chinês (omissão do sujeito em orações topicalizadas). Na LIBRAS foi constatado nesta dissertação que a categoria vazia pronominal em alguns contextos apresenta um comportamento que oscila entre PRO e pro. Esse comportamento também é verificado no espanhol. Tal constatação apresenta repercussões que conduz a uma proposta teórica diferente para a análise das categorias vazias pronominais. Esta dissertação propõe que as categorias vazias pronominais PRO, pro e a categoria que aparece na LIBRAS sejam realizações ou instanciações de uma única categoria mais abstrata e subjacente que está minimamente marcada com o traço [+pronominal] e que apresenta os demais traços-f não especificados. Essa análise simplifica as análises dessas categorias vazias pronominais e inclui as realizações da LIBRAS e do espanhol em determinados contextos lingüísticos. Essa proposta parece também simplificar o processo de aquisição da linguagem, pois todas as crianças apresentariam esse dispositivo ao nascer e determinariam quais traços seriam fixados de acordo com o contexto lingüístico através de informação positiva. Quanto à fixação do parâmetro pro-drop na LIBRAS verificou-se que as propostas de Hyams (1989) são confirmadas. De fato as crianças apresentam sujeitosnulos desde o início da aquisição. As crianças dispõem da categoria mais abstrata e subjacente chamada de PRON envolvendo a realização pro com o valor (+). O valor (+) do parâmetro poderá ser mantido ou não, se a língua for ou não for pro-drop, respectivamente.

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  • Como co-autor(a)

  • 2009 • Cadernos de Saúde (Instituto Ciências da Saúde), v. 2, p. 29-35
    Imperativos Análogos a Raízes Infinitivas: Evidência das Línguas de Sinais Americana e Brasileira
    Resumo do Artigo Científico

    Cadernos de Saúde (Instituto Ciências da Saúde), v. 2, p. 29-35  •  por Ronice Müller de Quadros
    Imperativos Análogos a Raízes Infinitivas: Evidência das Línguas de Sinais Americana e Brasileira

    Neste artigo, investigamos a hipótese de Salustri e Hyams (2003, 2006) de que (em algumas línguas) há imperativos que funcionam como raízes infinitivas usados para expressar significado de irrealis. As línguas em que isso acontece, não apresentam o estágio de raízes infinitivas. Nós investigamos esta hipótese a partir da produção de duas línguas de sinais coletadas longitudinalmente em crianças surdas adquirindo a língua de sinais americana (ASL) e a língua de sinais brasileira (LSB). Nessas línguas, há dois tipos de verbos – um dos quais prediz a realização de imperativos análogos. Os resultados sustentam a hipótese do imperativo análogo de Salustri e Hyams e, além disso, é mais uma evidência para a proposta de Quadros (1999) baseada em dados de adultos.

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