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Pedro Henrique Witchs
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Professor
Biografia do Autor
Pedro Henrique Witchs
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Estudante de Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS (São Leopoldo - RS, Brasil). Mestre em Educação e graduado em Ciências Biológicas pela mesma instituição. Integra o Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Educação de Surdos (GIPES/CNPq) e o Grupo de Estudo e Pesquisa em Inclusão (GEPI/CNPq). Desenvolve trabalhos relacionados às seguintes temáticas: história da educação de surdos, tradução/interpretação de/para língua de sinais, gênero e sexualidade. Tem experiência docente em escola de surdos como educador ambiental e no ensino de Ciências e Biologia, bem como no ensino de língua brasileira de sinais (LIBRAS) como segunda língua em escola de idiomas e no ensino superior.

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Pedro Henrique Witchs
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6 Artigos Científicos publicados
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Artigos Científicos de Pedro Henrique Witchs

Como autor(a) principal

  • 2017 • In: Luís Grosso Correia; Ruth Leão; Sara Poças. (Org.). O Tempo dos Professores. 1ed.Porto: CIIE/FPCEUP/U.Porto, p.1101-1109
    Língua Brasileira de Sinais e professores: relações entre língua gestual e docência na inclusão escolar de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    In: Luís Grosso Correia; Ruth Leão; Sara Poças. (Org.). O Tempo dos Professores. 1ed.Porto: CIIE/FPCEUP/U.Porto, p.1101-1109  •  por Pedro Henrique Witchs
    Língua Brasileira de Sinais e professores: relações entre língua gestual e docência na inclusão escolar de surdos

    A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como língua nacional no Brasil em 2002; seu uso e ensino foi regulamentado em 2005, juntamente com medidas que orientam a inclusão escolar de surdos no país. O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise, com foco nas menções à Libras, de um conjunto de narrativas de professores brasileiros sobre suas práticas docentes na inclusão escolar de surdos. A partir da perspetiva da história social da língua e do conceito de governamento linguístico, foram analisadas 57 narrativas de docentes que atuam por nove estados brasileiros. As narrativas foram produzidas por meio de rodas de conversa e de entrevistas abertas. Dentre os principais resultados, destacam-se: a tensão entre as línguas utilizadas na escola, quando professores narram sobre as dificuldades para trabalhar com alunos surdos que não utilizam língua gestual por uma escolha familiar e justificam a importância de seu uso mesmo que para fins pedagógicos; a língua como um imperativo, quando a Libras é narrada como uma forma de comunicação exótica que demanda esforço por parte de professores ouvintes em aprendê-la; e a língua como parte da subjetividade docente, quando professores surdos narram sobre as implicações do uso ou não-uso da língua gestual na constituição de sua subjetividade. Ao considerar tais resultados, observa-se como a língua gestual opera na constituição do professor que, ao falar sobre sua prática docente na inclusão escolar de surdos, narra conflitos, desafios e sensações que são diretamente relacionados à língua.

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  • 2014 • Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo
    A educação de surdos no Estado Novo: Práticas que constituem uma brasilidade surda
    Resumo do Artigo Científico

    Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo  •  por Pedro Henrique Witchs
    A educação de surdos no Estado Novo: Práticas que constituem uma brasilidade surda

    A Dissertação objetiva examinar as práticas que operavam na constituição de uma brasilidade surda, isto é, de uma normalidade surda brasileira. Em busca de práticas que constituem subjetividades surdas ao longo da história da educação de surdos no Brasil, o estudo é interpelado pela conjuntura do período do Governo de Getúlio Vargas que ficou conhecido como Estado Novo (1937-1945): um momento da história do país caracterizado por empreendimentos de modernização, industrialização e urbanização que, em consonância com a reforma do ensino, se mantiveram em estreita relação com o plano de nacionalização. Para tanto, foram analisadas cinco fontes documentais mantidas pelo acervo histórico do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), primeira instituição que se dedicou à educação de surdos no Brasil, a saber: o manual Pedagogia emendativa do surdo-mudo (1934), o relatório Atividades e documentos estatísticos do Instituto Nacional de Surdos-Mudos (1937), a reportagem O Instituto Nacional de Surdos-Mudos (1942), o manual Vamos falar – cartilha para uso das crianças surdas brasileiras (1946) e o relatório Os surdos-mudos no Brasil segundo o Censo Demográfico de 1º de setembro de 1940 (1948). A partir da perspectiva teórico-metodológica dos Estudos Foucaultianos em Educação, valeu-se do conceito de governamentalidade como uma grade de inteligibilidade pela qual a leitura do material foi realizada. Destaca-se, no corpus de análise, a importância da formação de saberes estatísticos e médico-pedagógicos sobre a surdez e sobre os surdos para o estabelecimento de normativas educacionais que regulassem o comportamento desses sujeitos em direção a uma normalidade possível de ser governada. Propõe-se, nesse sentido, entender a normalização de surdos, por meio de técnicas e estratégias precisas para exercer um governamento linguístico, como um modo pelo qual a identidade nacional poderia ser atrelada a um sujeito surdo almejado e conveniente aos interesses do Estado Novo. Os surdos, uma vez usuários da língua vernácula, deixariam de ser “estrangeiros” para se tornarem cidadãos governáveis, aptos a ingressar na esfera produtiva que faria do Brasil um país moderno.

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  • 2013 • VIII Congresso Internacional de Educação da UNISINOS e III Congresso Internacional de Avaliação, Gramado. São Leopoldo: Casa Leiria
    Tradução e avaliação: Problematizações acerca da inclusão escolar de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    VIII Congresso Internacional de Educação da UNISINOS e III Congresso Internacional de Avaliação, Gramado. São Leopoldo: Casa Leiria  •  por Pedro Henrique Witchs
    Tradução e avaliação: Problematizações acerca da inclusão escolar de surdos

    Diante de estratégias mobilizadas a partir do imperativo da inclusão, a educação de surdos deixa de ser uma exclusividade do campo da Educação Especial e se torna um elemento a ser pensado pela escola regular. Devido à diferença linguística dos surdos, estes passam a ter sua educação regulada por um processo de tradução da comunicação estabelecida no espaço escolar. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é problematizar a relação entre a tradução de/para língua de sinais e as práticas de avaliação que acontecem no contexto da inclusão escolar de surdos. Para tanto, foi realizada uma análise em dois blocos de materiais de pesquisa: o primeiro constitui 48 questionários respondidos por intérpretes de língua de sinais que atuam ou já atuaram na escola regular; o segundo bloco compreende 453 questionários respondidos por professores que trabalham ou já trabalharam com alunos incluídos. A problematização está fundamentada em autoras dos Estudos de Tradução em Língua de Sinais tais como Pereira (2008) e Quadros (2004), bem como em autoras dos Estudos Surdos em Educação como, por exemplo, Lacerda (2009) e Lopes (2007) e Thoma (2004). Dentre as principais reivindicações encontradas nas respostas dos intérpretes de língua de sinais, está a dificuldade da escola em compreender a tradução como uma situação linguística complexa e necessária, porém não suficiente, para a inclusão de surdos. Nas respostas dos professores, a ausência de elementos que configurem os surdos como sujeitos de uma diferença linguística é suprida pela presença de um olhar para o surdo centrado na perspectiva da deficiência e limitado a uma condição de não aprendizagem. O processo de avaliação se torna carente da compreensão das especificidades educacionais dos surdos na medida em que o ato de traduzir esteja significado como uma prática de apoio e facilitação de acesso à vida escolar. Portanto, fazem-se necessárias reflexões sobre a diferença linguística dos surdos no planejamento escolar, e que a tradução educacional seja contemplada na ação pedagógica.

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  • 2012 • In: Maura Corcini Lopes. (Org.). Cultura surda & Libras. São Leopoldo: Editora Unisinos, p.27-34
    Entre línguas, o tradutor/intérprete de Língua de Sinais
    Resumo do Artigo Científico

    In: Maura Corcini Lopes. (Org.). Cultura surda & Libras. São Leopoldo: Editora Unisinos, p.27-34  •  por Pedro Henrique Witchs
    Entre línguas, o tradutor/intérprete de Língua de Sinais

    Neste texto, o autor desenvolve algumas noções dos estudos de tradução que contribuem com entendimentos acerca do trabalho de traduzir, bem como aponta para a importância de tal trabalho ser desempenhado por um profissional qualificado.

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  • 2010 • 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero - Redações, Artigos Científicos e Projetos Pedagógicos Premiados. Brasília: Presidência da República, Secretaria de Políticas para as Mulheres. v. 5. p. 131-140
    Gênero e sexualidade na escola de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero - Redações, Artigos Científicos e Projetos Pedagógicos Premiados. Brasília: Presidência da República, Secretaria de Políticas para as Mulheres. v. 5. p. 131-140  •  por Pedro Henrique Witchs
    Gênero e sexualidade na escola de surdos

    Este artigo é direcionado a todos os professores e a todas as professoras que se veem agindo sob práticas de silenciamento das diferenças, em destaque as de gênero e sexualidade. A partir de experiências pedagógicas adquiridas durante o estágio supervisionado, ministrando a disciplina de Ciências para uma turma da 7ª série do Ensino Fundamental, em uma escola especializada na educação de surdos, uma infinidade de questões envolvendo os sexos, os gêneros e as sexualidades tornam-se emergentes. Tendo em vista que essas questões envolvendo essas diferenças são reduzidas por um discurso biológico oficializado no currículo escolar, este artigo objetiva problematizar a normalização das identidades de gênero e das sexualidades presentes no contexto da escola de surdos. O artigo está fundamentado em autores e autoras de campos teóricos como o dos Estudos Surdos (Lopes, 2007; Perlin, 2001; Quadros, 2004; Skliar, 2001) e como o dos Estudos de Gênero e Sexualidade (Louro, 2001, 2003; Carvalho, 2008; Dinis, 2008; Lopes, 2008). Para tanto, são apresentadas duas situações ocorridas no interior da sala de aula de Ciências dessa turma que propiciaram discussões sobre a construção de conceitos como, por exemplo, o da heteronormatividade; além disso, é apresentada uma análise de quatro textos imagéticos que focam o tema “O que é ser homem? O que é ser mulher?” produzidos pelos alunos e pela aluna que constituem a turma. As produções dos alunos e da aluna podem ser entendidas como capturadas por um discurso pedagogizado sobre a sexualidade. Além da marca de transcendência da Modernidade, os textos imagéticos representaram a normalização dos gêneros, através de ilustrações de casais heterossexuais manifestando uma forma de se exercer a sexualidade aceita pela sociedade. Considerando os questionamentos abordados pelos os alunos, suas representações em seus textos imagéticos e a infinidade de argumentos que surgem com os estudos nas temáticas focadas, é possível concluir que a escola de surdos, bem como qualquer outra instituição social, é um espaço em que as identidades de gênero e as sexualidades são conduzidas a um padrão de normalidade. Portanto, torna-se fundamental a necessidade de construção de espaços de formação pedagógica dentro da escola para que temas de interesse dos alunos jovens, como o da sexualidade, possam ser abordados com tranquilidade e segurança por professores e professoras; permitindo que a diversidade de gênero e sexualidade possam ser vistas e reconhecidas com o direito às possibilidades de coexistência.

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  • 2009 • VI Congresso Internacional de Educação - Educação e Tecnologia: sujeitos (des)conectados?. São Leopoldo: Casa Leiria. p.920-921
    Inclusão/Exclusão de alunos surdos na escola regular
    Resumo do Artigo Científico

    VI Congresso Internacional de Educação - Educação e Tecnologia: sujeitos (des)conectados?. São Leopoldo: Casa Leiria. p.920-921  •  por Pedro Henrique Witchs
    Inclusão/Exclusão de alunos surdos na escola regular

    Apresentar a surdez como diferença linguística, portanto, uma diferença cultural, tem sido um dos principais desafios enfrentados pelos surdos. Embora a comunidade surda brasileira tenha conquistado direitos como, por exemplo, o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – como língua oficial, o discurso clínico-terapêutico permanece presente na educação dos surdos incluídos em escolas regulares, reproduzindo uma surdez sustentada apenas por uma ausência da audição que necessita ser reabilitada. Este artigo objetiva documentar três casos de inclusão de alunos surdos em escolas regulares da rede básica municipal da região do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil. Fundamentado em autores como Skliar (2001), Perlin (2001), Lopes (2007), Dorziat (2009), entre outros, o artigo apresenta um resgate dos propósitos da inclusão escolar de surdos e discute a importância da escola especializada na educação desses sujeitos, bem como a importância da língua de sinais para o desenvolvimento dos alunos. Através de uma análise em questionários aplicados com as professoras dos três alunos surdos e de anotações em diário de campo, percebeu-se que, em dois dos três casos, há falta de entendimento sobre a surdez, como também uma associação das dificuldades de comunicação dos alunos com distúrbios cognitivos. Além disso, é possível identificar práticas ouvintistas, em todos os três casos, que atuam, muitas vezes subliminarmente, de forma a normalizar a identidade desses alunos.

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  • Como co-autor(a)

    Sem artigos científicos inseridos.

    Livros de Pedro Henrique Witchs

      Sem livros editados ou inseridos.
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