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Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
Fonoaudiloga
Biografia do Autor
Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
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Fonoaudiloga

Graduação em Fonoaudiologia pela Universidade de São Paulo (1984), Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Atualmente é professor Adjunto II da Universidade Federal de Sâo Carlos (UFSCar) no Curso de Licenciatura em Educação Especial e no Programa de Pós-Graduação em Educação Especial- PPGEEs. Experiência na área da Fonoaudiologia, com ênfase em Surdez, e atuação na área educacional desde 1996. Coordenei por 5 anos programa de Educação Inclusiva Bilíngüe junto a rede municipal de ensino em Piracicaba, capacitando gestores, professores e outros profissionais, e atualmente coordeno Programa de Educação Inclusiva Bilíngüe junto a rede municipal de ensino de Campinas. Interesse em pesquisa na atuação do Intérprete educacional de Língua de Sinais. Pós doutorado no Centro de Pesquisa Italiano (CNR ROMA) em 2003. Consultora de diversas agências de fomento e assessora para a área de surdez.

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Estatsticas de Publicao do Autor
Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
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Fonoaudiloga
21 Artigos Cient�ficos publicados
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Artigos Científicos de Cristina Broglia Feitosa de Lacerda

Como autor(a) principal

  • 2013 • Educao e Pesquisa, So Paulo, v. 39, n. 1, p. 65-80
    Poltica para uma educao bilngue e inclusiva a alunos surdos no municpio de So Paulo
    Resumo do Artigo Científico

    Educao e Pesquisa, So Paulo, v. 39, n. 1, p. 65-80  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Poltica para uma educao bilngue e inclusiva a alunos surdos no municpio de So Paulo

    O objetivo deste artigo é analisar a atual política para educação de alunos com surdez no município de São Paulo, já que tal política tem impacto na indução de ações no sentido de criar ou não melhores condições para a aprendizagem desse alunado. A educação de surdos é tema polêmico e resultados satisfatórios nem sempre são alcançados. A língua de sinais é a língua de constituição de sujeitos surdos e, quando assumida nos espaços educacionais, favorece um melhor desempenho desses sujeitos. Propostas de escolas de surdos e de educação inclusiva emergem e debatem o direito linguístico da pessoa surda, a abordagem metodológica e a atuação de profissionais bilíngues, além de demandarem políticas governamentais para sua implementação. No Brasil, a Lei nº 10.436, de 2002, e o Decreto nº 5.626, de 2005, tratam da língua brasileira de sinais (Libras) e da educação de surdos, indicando a necessidade de formação de futuros profissionais (professor bilíngue, instrutor surdo e intérprete de Libras) cientes da condição linguística diferenciada dos alunos surdos. Nessa perspectiva, destaca-se o caso do município de São Paulo, que conta com surdos inseridos em dois contextos educacionais distintos: escolas municipais de educação bilíngue (para alunos surdos) e escolas regulares (que recebem alunos ouvintes e surdos) regulamentadas pelo Decreto nº 52.785, de 2011, que cria escolas municipais de educação bilíngue para surdos (EMEBS) na rede municipal de ensino, e pela Portaria nº 5.707, também de 2011, que regulamenta o referido decreto.

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  • 2011 • Revista Brasileira de Educao Especial, v. 17, p. 481-496
    Perfil de tradutores-intrpretes de Libras (TILS) que atuam no ensino superior no Brasil
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Brasileira de Educao Especial, v. 17, p. 481-496  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Perfil de tradutores-intrpretes de Libras (TILS) que atuam no ensino superior no Brasil

    Este trabalho traz resultados de uma investigao mais ampla junto a tradutores intrpretes de Lngua Brasileira de Sinais (TILS) que atuam no Ensino Superior (ES). Destaca o perfil de profissionais que hoje exercem este trabalho na academia, mostrando um pouco as diversas realidades de diferentes regies em que atuam, faixa etria, formao, como comearam ou se tornaram TILS, como iniciaram seus trabalhos nas Instituies de Ensino Superior (IES), dentre outras. Nesse contexto, destacam-se principalmente aspectos de suas formaes e prticas. A investigao se baseou em entrevistas e os resultados variam bastante, demonstrando que h diferentes perfis e especificidades nos processos de escolha para atuarem nesta profisso como intrpretes. Pensando no atual contexto universitrio brasileiro e na atual poltica educacional que defende a incluso da pessoa com deficincia frequentando cursos superiores, e neste caso, estudantes surdos, cabe destacar que esta incluso demanda a presena de um profissional para mediar as relaes de comunicao entre surdos e ouvintes, favorecendo sua construo de conhecimento no espao educacional. Entre os profissionais que atuam na efetivao de prticas de educao inclusiva encontram-se os TILS, o que previsto pelo Decreto 5.626, responsvel pela acessibilidade lingustica dos alunos surdos que frequentam parte da Educao Bsica e Ensino Superior, interpretando do Portugus para a LIBRAS e vice-versa. Conhecer melhor os caminhos e o perfil dos TILS e a sua atuao no ES, pode contribuir para a reflexo acerca das necessidades de formao deste profissional para atuar no processo de incluso bilngue de estudantes surdos em nvel superior.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Cadernos de Educao (UFPel), v. 36, p. 133-153  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Tradutores e intrpretes de Lngua Brasileira de Sinais: formao e atuao nos espaos educacionais inclusivos

    Entre os profissionais que atuam na efetivao de prticas de educao inclusiva, encontra-se o tradutor-intrprete de lngua de sinais (Libras/Portugus) (TILS). Profissional previsto no Decreto 5.626, responsvel pela acessibilidade lingustica dos alunos surdos que frequentam parte da Educao Bsica e Ensino Superior, interpretando do Portugus para a Lngua Brasileira de Sinais (Libras) e vice-versa. A demanda por este profissional crescente, j que crescente tambm o nmero de surdos matriculados em busca de conhecimento mediado pela Libras. Contudo, este profissional tem sido historicamente constitudo na informalidade das relaes sociais, sem formao especfica para esta atuao. Em 2005, surgem os primeiros cursos em nvel superior para formao de TILS. Com a publicao do Decreto 5.626, ficam determinados oficialmente nveis de formao e atribuies. Em 2008, criado o primeiro bacharelado para formao de TILS. Neste artigo, discutimos os aspectos que consideramos fundamentais para a formao de TILS para atuarem na rea educacional, levando em conta a demanda crescente por este profissional em todos os nveis de ensino e seu papel na efetivao de prticas de educao inclusiva bilngue para pessoas surdas.

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  • 2007 • 30 Reunio Anual da Associao Nacional de Pesquisa em Educao, Caxambu, MG
    A difcil tarefa de promover uma incluso escolar bilngue para alunos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    30 Reunio Anual da Associao Nacional de Pesquisa em Educao, Caxambu, MG  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    A difcil tarefa de promover uma incluso escolar bilngue para alunos surdos

    Programas Inclusivos para crianas surdas mostram-se insatisfatrios por no favorecerem efetivo desenvolvimento de linguagem e por inadequao pedaggica. Focalizaremos um programa em andamento h quatro anos, em um municpio, em duas escolas - Educao Infantil e Ensino Fundamental - e analisaremos aspectos da gesto do servio, que emergem como entraves: o modelo de incluso de alunos surdos em salas regulares foi o nico aceito pelo municpio e mostra-se insuficiente para que o aluno surdo se torne bilnge; intrpretes de Libras e educadores surdos no figuram como cargo pblico, tendo contratos provisrios, por vezes no reconhecidos como profissionais das escolas; alta rotatividade de professores e funcionrios dificultando a aprendizagem da Libras, aprofundamento dos conhecimentos sobre surdez e implicaes para ao pedaggica; e mudana da gesto municipal com descontinuidade do apoio ao Programa. Tais entraves precisam ser enfrentados e implicam transformaes para alcance de um Programa Inclusivo Bilnge de qualidade.

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  • 2007 • Revista Brasileira de Educao Especial, v. 13, p. 257-280
    O que dizem/sentem alunos participantes de uma experincia de incluso escolar com aluno surdo
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Brasileira de Educao Especial, v. 13, p. 257-280  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    O que dizem/sentem alunos participantes de uma experincia de incluso escolar com aluno surdo

    A educao de surdos tem sido historicamente marcada por fracassos e, mais recentemente, a educao inclusiva tem se apresentado como adequada para a insero de alunos surdos na escola. Para atender suas necessidades se criam alternativas como a presena da lngua de sinais e de intrpretes. Foram realizadas entrevistas com dois alunos ouvintes e um aluno surdo integrantes de uma 5 srie do ensino fundamental, na qual foram inseridos um aluno surdo e sua intrprete. Os alunos referem experincia vivenciada como positiva, prazer em terem um colega diferente e conhecer a lngua de sinais. Porm, os ouvintes relatam dominar precariamente esta lngua, gostariam que ela fosse mais fcil e referem saber pouco sobre a surdez. Tais fatos no so percebidos pelo aluno surdo, que v como adequada sua relao com ouvintes. H respeito pelas diferenas, mas as relaes so superficiais, diversas das vivenciadas por alunos em geral. Conhecer o modo como os alunos significam esta experincia fundamental para avaliar os efeitos dessa prtica.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Universidade Metodista de Piracicaba  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    A Incluso Escolar de Alunos Surdos no Ensino Infantil e Fundamental: Buscando respeitar sua Condio Lingstica e suas Necessidades Educacionais

    A complexidade da educao dos sujeitos surdos tem chamado a ateno dos educadores, j que os surdos, por sua perda auditiva, tm dificuldades de acesso linguagem oral e escrita (Ges,1994), fato que interfere enormemente em sua socializao e em seu desenvolvimento geral (Vygotsky,1986). Por este motivo, embora as propostas educacionais tenham como objetivo proporcionar o desenvolvimento pleno de suas capacidades, as diferentes prticas pedaggicas tm lhes determinado uma srie de limitaes, levando-os, ao final da escolarizao fundamental (que no alcanada por muitos), a no serem capazes de ler e escrever satisfatoriamente ou de terem um domnio adequado dos contedos acadmicos.

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  • 2006 • Temas sobre Desenvolvimento, v. 15, n.85-56, p. 45-53
    O Desenvolvimento do Narrar em Crianas Surdas: o contexto de grupo e a importncia da lngua de sinais
    Resumo do Artigo Científico

    Temas sobre Desenvolvimento, v. 15, n.85-56, p. 45-53  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    O Desenvolvimento do Narrar em Crianas Surdas: o contexto de grupo e a importncia da lngua de sinais

    Objetivo: Focalizar aspectos do desenvolvimento da prática de narrativas de duas crianças surdas que foram, tardiamente, expostas à língua de sinais. Método: Vídeo-gravações de um grupo de crianças surdas, entre 3 e 7 anos de idade, coordenado por um surdo adulto fluente em língua de sinais, durante um período de três anos. As gravações foram transcritas e analisadas a partir de pressupostos da análise qualitativa de pesquisa. Resultados: atividades em grupo são um espaço importante para o desenvolvimento da língua de sinais, e o contato com um adulto fluente na língua mostra-se fundamental para esse processo. Pôde-se observar a modificação no comportamento lingüístico das crianças, e, assim, a emergência e o desenvolvimento do narrar a partir de atividades lúdicas e de contar histórias. Conclusão: crianças surdas com significativo atraso de linguagem podem desenvolver práticas de narrar se lhes forem oferecidos espaços propícios para este desenvolvimento, nos quais a língua de sinais é tomada como o locus privilegiado para a construção dos processos de significação das atividades e das situações vivenciadas por elas.

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  • 2006 • Cadernos do CEDES (UNICAMP), Campinas, v. 26, n.69, p.163-184
    A incluso escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intrpretes sobre esta experincia
    Resumo do Artigo Científico

    Cadernos do CEDES (UNICAMP), Campinas, v. 26, n.69, p.163-184  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    A incluso escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intrpretes sobre esta experincia

    Este artigo focaliza uma experincia de incluso de aluno surdo em escola regular, com a presena de intrprete de lngua de sinais. Alunos, professores e intrpretes envolvidos foram entrevistados e seus depoimentos analisados. Os dados indicam problemas que ocorrem no espao escolar, alguns identificados pelos entrevistados como desconhecimento sobre a surdez e sobre suas implicaes educacionais, dificuldades na interao professor/intrprete e a incerteza em relao ao papel dos diferentes atores neste cenrio. Os depoimentos apontam ainda dificuldades com adaptaes curriculares e estratgias de aula, excluso do aluno surdo de atividades. Todavia, tais aspectos so negligenciados, j que h um pressuposto tcito de que a incluso escolar um bem em si. Pretende-se contribuir para a reflexo acerca de prticas inclusivas envolvendo surdos, procurando compreender seus efeitos, limites e possibilidades e buscando uma atitude educacional responsvel e conseqente frente a este grupo.

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  • 2005 • Contrapontos - volume 5 - n. 3 - p. 353-367 - Itaja
    O intrprete de Lngua de Sinais em sala de aula: experincia de atuao no ensino fundamental
    Resumo do Artigo Científico

    Contrapontos - volume 5 - n. 3 - p. 353-367 - Itaja  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    O intrprete de Lngua de Sinais em sala de aula: experincia de atuao no ensino fundamental

    O intrprete de lngua de sinais - atuando em sala de aula - pouco conhecido no contexto educacional e problematizar este campo de atuao, limites e possibilidades torna-se relevante. A realidade do intrprete educacional em outros pases esbarra em problemas para a formao especfica, a atuao nos diversos nveis de ensino, a capacitao prtica entre outros. Deste modo, apresentamos dados relativos a experincia de intrpretes educacionais atuando no Ensino Fundamental, em nossa realidade, para refletir sobre caminhos possveis para a formao e a atuao deste profissional.

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  • 2004 • Distrbios da Comunicao, So Paulo, v. 16, n.1, p. 53-63
    Questes preliminares sobre o ensino de lngua de sinais a ouvintes: reflexes sobre a prtica
    Resumo do Artigo Científico

    Distrbios da Comunicao, So Paulo, v. 16, n.1, p. 53-63  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Questes preliminares sobre o ensino de lngua de sinais a ouvintes: reflexes sobre a prtica

    O atendimento pessoa surda na abordagem bilinge tem sido defendido pela comunidade surda e por muitos profissionais que trabalham nesta rea (educadores, fonoaudilogos, terapeutas, intrpretes), todavia, para que a abordagem bilinge se desenvolva necessrio que as famlias de sujeitos surdos, os profissionais que trabalham com eles e outros interessados aprendam a lngua de sinais. O propsito deste artigo discutir aspectos relativos ao ensino da lngua brasileira de sinais (LIBRAS) como segunda lngua, para ouvintes buscando contribuir para a implementao da proposta de abordagem bilnge.

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  • 2000 • Cadernos CEDES (Impresso), Campinas - SP, v. 50, p. 70-83
    A prtica pedaggica mediada (tambm) pela lngua de sinais: Trabalhando com sujeitos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Cadernos CEDES (Impresso), Campinas - SP, v. 50, p. 70-83  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    A prtica pedaggica mediada (tambm) pela lngua de sinais: Trabalhando com sujeitos surdos

    Este trabalho pretende aprofundar aspectos da educao dos surdos, assumindo a lngua de sinais como fundamental no processo educacional. Para tal, ser focalizada uma classe de segunda srie do ensino fundamental na qual foi inserido um aluno surdo, usurio da Lngua Brasileira de Sinais (Libras), acompanhado de uma intrprete. O foco das anlises recair sobre o papel da lngua de sinais nas interaes em sala de aula visando a contribuir para a discusso da educao dos sujeitos surdos.

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  • 1998 • Cadernos CEDES v.19 n.46 Campinas
    Um pouco da histria das diferentes abordagens na educao dos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Cadernos CEDES v.19 n.46 Campinas  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Um pouco da histria das diferentes abordagens na educao dos surdos

    A educao dos surdos um problema inquietante por suas dificuldades e limitaes. Ao longo da histria, esse assunto tem sido polmico, gerando desdobramentos em vrias vertentes com diferentes conseqncias. O objetivo deste artigo dar a conhecer um pouco de sua histria, focalizando principalmente o oralismo, a comunicao total e o bilingismo como propostas educacionais e suas implicaes.

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  • 1996 • Doutorado em Educao (Conceito CAPES 5). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil
    Os processos dialgicos entre aluno surdo e educador ouvinte: examinando a contruo de conhecimentos
    Resumo do Artigo Científico

    Doutorado em Educao (Conceito CAPES 5). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Os processos dialgicos entre aluno surdo e educador ouvinte: examinando a contruo de conhecimentos

    A educao surdos tem sido alvo de importantes discusses devido ineficcia das propostas pedaggicas na tarefa de propiciar aos alunos condies para que tenham um desempenho compatvel com aqueles de seus coetneos. Para melhor examinar essa problemtica o presente estudo focalizou (vdeo gravando) o trabalho pedaggico em uma sala de aula para adolescentes surdos na regio de Campinas. A classe em questo interage atravs da linguagem oral, sinais e outros recursos semiticos. Os alunos tm domnio precrio tanto da lngua do grupo majoritrio, como da lngua brasileira de sinais, e a professora, por sua vez, domina bem o portugus, mas precariamente a lngua brasileira de sinais. Essa ausncia de uma lngua comum satisfatoriamente dominada pelos interlocutores traz certos problemas para os processos dialgicos e para a prtica pedaggica que merecem ser analisados, uma vez que, o modo de construo de conhecimentos pelos alunos surdos determinado por essa falta de uma lngua comum. O foco da anlise dirigiu-se, prioritariamente, para as negociaes de significados e sentidos que ocorrem durante as atividades pedaggicas. A anlise de episdios aponta para uma complexa inter-relao envolvendo o afastamento de sentidos preferencialmente eleitos em certos contextos; bem como, a perseverao de certos sentidos nem sempre desejados pelos interlocutores, gerando construes de conhecimentos no pretendidas pela prtica pedaggica. Tais processos tambm esto presentes nas interaes entre interlocutores ouvintes, contudo eles parecem adquirir caractersticas muito intensas no caso dos surdos, principalmente, devido ao fato de os participantes da interao no partilharem uma base lingstica suficientemente estvel. A compreenso dessas ocorrncias pode orientar alteraes importantes para as abordagens educacionais vigentes.

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  • Como co-autor(a)

  • Resumo do Artigo Científico

    Belas Infiis, v. 5, n. 1, p. 165-182  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    O intrprete de Libras educacional: O processo dialgico e as estratgias de mediao no contexto da ps-graduao

    Na educação formal, o estudante surdo é atendido em suas especificidades linguísticas por meio do serviço do Tradutor/Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (TILS). Assim, sob os pressupostos da perspectiva enunciativo-discursiva, o objetivo deste estudo foi identificar estratégias adotadas na interpretação do português para a Libras no contexto da pós-graduação. A metodologia da pesquisa etnográfica participante é uma modalidade que possibilita formas de interação entre o pesquisador e os sujeitos que abrem fontes de informação que nenhuma outra técnica permite. Portanto, os participantes deste estudo foram dois intérpretes de Libras, um aluno surdo adulto, professores do referido curso e demais alunos ouvintes da sala de aula. A coleta de dados foi realizada por meio de vídeo gravação das interpretações das aulas, em sala de aula da universidade. A atividade do Intérprete Educacional - IE, em especial no ensino superior e na pós-graduação, constitui uma difícil tarefa, a começar pelos conhecimentos técnicos, conceituais, sócio-acadêmicos, de mundo e relacionados à temática do curso a que se destina a interpretação. Nesse ponto chegamos à conclusão de que a compreensão ativo-dialógica e a interação, tramam o saber do IE e o saber do aluno, sujeitos ativos na cadeia produtiva dos sentidos.

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  • 2016 • Revista Brasileira de Educao Especial, Marlia, v. 22, n. 3, p. 367-380
    Ser irmo de uma pessoa Surda: Relatos da infncia fase adulta
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Brasileira de Educao Especial, Marlia, v. 22, n. 3, p. 367-380  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Ser irmo de uma pessoa Surda: Relatos da infncia fase adulta

    O objetivo do presente estudo foi analisar a experiência de irmãos de pessoas surdas acerca de sua história de vida e das implicações da deficiência nos relacionamentos fraternos. Tratou-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, que contou com a participação de cinco irmãos de pessoas surdas com idade entre 31 a 44 anos. Para a coleta de dados foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário de identificação e roteiro de entrevista em profundidade. Os dados obtidos foram analisados a partir do modelo de produções de sentido das práticas discursivas. Os principais resultados apontaram que a dificuldade de comunicação entre os participantes e seus irmãos surdos repercutiu em questões nos relacionamentos desde a infância até a fase adulta. Considera-se que as questões inerentes à deficiência trouxeram consequências a todos os membros da família, em especial nos quesitos relacionamentos e comunicação e que disponibilizar atenção especializada aos pais e irmãos destas pessoas auxiliaria no manejo das situações vinculadas à deficiência e fortalecimento dos vínculos familiares.

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  • 2016 • Revista de Educao PUC-Campinas, Campinas, 21(2):163-178
    Educao inclusiva bilngue para surdos: problematizaes acerca das polticas educacionais e lingusticas
    Resumo do Artigo Científico

    Revista de Educao PUC-Campinas, Campinas, 21(2):163-178  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Educao inclusiva bilngue para surdos: problematizaes acerca das polticas educacionais e lingusticas

    O presente trabalho problematiza a polêmica educação de surdos, mais especificamente na educação infantil em escolas inclusivas. Algumas reflexões são tecidas no que tange à política educacional e linguística em escolas inclusivas bilíngues e, ainda, o desafio da manutenção de programas bilíngues que tomam a surdez pela centralidade da língua de sinais, como língua de instrução e de diferença no ensino. O olhar se dará na ação de uma escola polo de um dos municípios no interior do Estado de São Paulo. Evidencia-se a urgência de mudanças para a composição da diferença surda no espaço escolar e, com isso, a necessidade de quebras de paradigmas, travando diálogo entre as Secretarias de Educação e os movimentos surdos. Como método de análise utilizou-se um recorte da pesquisa em uma cena escolar a qual será usada como alegoria da teoria apresentada, promovendo um adensamento nos construtos foucaultianos. Usou-se a perspectiva genealógica de Michel Foucault que toma as relações de poder como efeito de saberes os quais circunscrevem o espaço institucional escolar. O leitor é, assim, convidado a desbravar algumas tensões presentes na perspectiva bilíngue a qual rompe radicalmente com o olhar da surdez a partir da deficiência e convoca a escuta da diferença na mais radical singularidade que a língua de sinais proporciona nos sujeitos surdos.

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  • 2015 • Revista Reflexo e Ao, Santa Cruz do Sul, v.23, n.3, p.30-57
    O ensino do portugus como segunda lngua para surdos: estratgias didticas
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Reflexo e Ao, Santa Cruz do Sul, v.23, n.3, p.30-57  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    O ensino do portugus como segunda lngua para surdos: estratgias didticas

    Historicamente, as dificuldades do aluno surdo em relação à aprendizagem da leitura e da escrita foram atribuídas a causas inerentes à surdez. Porém, atualmente, se tem o conhecimento de que essas dificuldades ocorrem por não se levar em consideração, durante o processo de ensino e de aprendizagem, de suas especificidades linguísticas. Dessa forma, a grande maioria dos surdos, jovens e adultos, não tiveram uma escolarização que respeitasse tais especificidades. Diante disso, este trabalho objetiva descrever e analisar estratégias pedagógicas para o ensino de português escrito como segunda língua, a partir da construção de conhecimentos em Libras, em oficinas para alunos surdos egressos das etapas de alfabetização da educação básica. As atividades das oficinas foram documentadas por meio de vídeo-gravações e de registro em diários de campo. Fundamentado nos pressupostos teóricos da abordagem histórico-cultural, o presente estudo focalizou a importância das relações entre pesquisadores e participantes surdos propiciadas pela linguagem, constituindo-se em espaço de comunicação, de formação e de constituição de sujeitos. Os resultados indicam que o uso de Libras como língua de instrução nesses espaços é fundamental para a construção de conceitos e para a aquisição de conhecimentos em leitura e escrita, assim como didáticas apropriadas e embasadas em recursos imagéticos favorecem as trocas dialógicas, facilitando a compreensão pelos sujeitos surdos.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Pro-Posies, vol.26, n.3, pp.83-101  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Exame Nacional do Ensino Mdio e acesso de Estudantes surdos ao Ensino Superior Brasileiro

    Este trabalho apresenta as primeiras aproximações relativas à pesquisa \"Acessibilidade e Exame Nacional do Ensino Médio: desafios para a escolarização de estudantes surdos\", inserida no programa Observatório em Educação (Obeduc), Projeto Acessibilidade no Ensino Superior. Investiga dados oficiais publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), referentes ao aumento progressivo do número de matrículas de estudantes surdos em Instituições de Ensino Superior (IES). Analisa questões relativas à nota obtida por esses estudantes, ao se submeterem ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e o uso dessa nota para ingressarem em universidades brasileiras. Os dados analisados, no presente artigo, indicam discrepância de desempenho de estudantes sem deficiência, quando comparados aos estudantes surdos.

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  • 2012 • III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa. Florianpolis-SC: UFSC
    Interpretao educacional como campo de pesquisa: o que nos revelam as publicaes internacionais
    Resumo do Artigo Científico

    III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Traduo e Interpretao de Lngua Brasileira de Sinais e Lngua Portuguesa. Florianpolis-SC: UFSC  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Interpretao educacional como campo de pesquisa: o que nos revelam as publicaes internacionais

    O presente trabalho analisa o desenvolvimento do campo de pesquisa acadêmica na área de interpretação em língua de sinais, no período de 1990 a 2010 (20 anos), com base em publicações de periódicos científicos internacionais que divulgam a produção das principais instituições ligadas aos estudos surdos. Adotou-se como metodologia de pesquisa a análise bibliométrica e a partir dela foram relacionados os resultados considerando as publicações cujas temáticas eram interpretação de língua de sinais e interpretação educacional. O objetivo principal desta incursão é compreender o desenvolvimento das pesquisas sobre intérprete educacional, principais autores e espaços de publicação internacionalmente. Constatamos que a “interpretação educacional” se afirma na última década do século XX como um campo de pesquisa.

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  • 2011 • Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Vol.23 n.1 So Paulo
    Da suspeita interveno em surdez: caracterizao deste processo na regio de Campinas/SP
    Resumo do Artigo Científico

    Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Vol.23 n.1 So Paulo  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Da suspeita interveno em surdez: caracterizao deste processo na regio de Campinas/SP

    OBJETIVO: Identificar e detalhar a situação do diagnóstico e atendimento de crianças surdas de dois municípios que pertencem à região administrativa de Campinas (SP).
    MÉTODOS: Foi realizado levantamento de 320 prontuários referentes à pacientes com diagnóstico de surdez pré-lingual no período de 1996 a 2005, em duas instituições localizadas na região de Campinas: uma clínica especializada no atendimento à surdez e uma clínica universitária.
    RESULTADOS: Quanto a suspeita da perda auditiva, a média de idade foi de um 1 e 9 meses. A média de idade da primeira consulta com o médico ou fonoaudiológico foi de 3 anos e 6 meses; para o diagnóstico da surdez 4 anos e 3 meses; para o início de intervenção clínica 6 anos e 1 mês; e para a adaptação de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) 7 anos e 5 meses.
    CONCLUSÃO: A suspeita, primeira consulta médica, diagnóstico, intervenção e adaptação de AASI ocorreram tardiamente, se considerados os padrões diagnósticos e de acesso aos serviços preconizados na atualidade. Além disso, há um intervalo de tempo importante entre cada uma das etapas, destacando-se principalmente o período entre a suspeita da surdez e o início da intervenção clínica. A região de Campinas é bastante desenvolvida economicamente, dispõe de uma ampla rede de serviços de saúde, mas se mostra pouco eficiente no que se refere ao atendimento em surdez.

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  • 2008 • Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Vol.13 n2 So Paulo
    Examinando o desenho infantil como recurso teraputico para o desenvolvimento de linguagem de crianas surdas
    Resumo do Artigo Científico

    Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Vol.13 n2 So Paulo  •  por Cristina Broglia Feitosa de Lacerda
    Examinando o desenho infantil como recurso teraputico para o desenvolvimento de linguagem de crianas surdas

    A vivência prática do desenho na Clínica Fonoaudiológica é abordada como o núcleo central e gerador deste trabalho. Procurou-se investigar as práticas dialógicas desencadeadoras de processos de construção de conhecimentos, que relacionassem o desenho à apropriação de sentidos e significados, que pudessem interferir no desenvolvimento da linguagem da criança surda. A partir do referencial de análise qualitativa, utilizou-se os construtos teóricos e metodológicos da perspectiva Histórico-Cultural. Os sujeitos deste relato de caso foram duas crianças surdas bilíngües, ambas do sexo masculino; faixa etária de nove e dez anos; diagnóstico audiológico de surdez profunda bilateral e queixa de atraso do desenvolvimento de linguagem. Os dados coletados ao longo de um ano contêm 30 horas de filmagem e relatórios das sessões semanais de 60 minutos destinados ao atendimento clínico-terapêutico. Reconhecendo o desenvolvimento - da criança, da linguagem e do desenho - como um processo em constante movimento, o foco das análises recaiu sobre a emergência das ações em mudança e na dinâmica das interações entre os sujeitos. Os resultados mostraram que o uso prioritário da língua de sinais associado ao trabalho com atividades sígnicas, além da consideração das particularidades lingüísticas e das mediações semióticas, foram fundamentais para que o desenvolvimento e aquisição da linguagem favorecessem as práticas sociais da criança surda.

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