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Joaquim Melro
Joaquim Melro
Professor Investigador
Biografia do Autor
Joaquim Melro
Joaquim Melro
Professor Investigador

Joaquim Melro é licenciado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa (1987) e Mestre em Educação na área de Especialização de Supervisão e Orientação Pedagógica, pela Universidade de Lisboa (2003). Conta ainda com os cursos de Especialização em Educação nas áreas de Especialização em Administração Escolar (1999) e Avaliação do Desempenho Docente (2011).

Encontra-se a realizar Doutoramento em Educação na área de Especialização de Supervisão e Orientação da Prática Pedagógica, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, tendo-lhe sido atribuída uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

É colaborador da Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação (UIDEF) do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. As suas áreas de interesse de investigação são: Filosofia e ensino da Filosofia, educação inclusiva; Educação de alunos em condição de NEE, nomeadamente Surdos. Interações sociais e dialógicas; Trabalho colaborativo em díade e em projeto; Representações sociais e construção identitária; Supervisão da prática pedagógica; Avaliação do desempenho docente.

Exerce funções de professor de Filosofia na Escola António Arroio, em Lisboa, encontrando-se desde 2009 com equiparação a Bolseiro com vencimento.

Tem diversas publicações nas área da Educação, da Filosofia e do seu Ensino.

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Estatsticas de Publicao do Autor
Joaquim Melro
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Professor Investigador
9 Artigos Cient�ficos publicados
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Artigos Científicos de Joaquim Melro

Como autor(a) principal

  • 2016 • Journal of Research in Special Educational Needs, 16, p.614618
    Incluso e Equidade na Educao de Surdos Adultos
    Resumo do Artigo Científico

    Journal of Research in Special Educational Needs, 16, p.614618  •  por Joaquim Melro
    Incluso e Equidade na Educao de Surdos Adultos

    De acordo com a educação inclusiva (EI), Portugal reconhece as escolas do ensino regular enquanto espaços-tempos impulsionadores de práticas que propiciem aos estudantes surdos adultos acesso equitativo a uma educação de segunda oportunidade de qualidade (ME, 2012). Contudo, passar dos princípios às práticas é uma tarefa complexa. A Escola evidencia fragilidades na operacionalização de práticas que subscrevem os princípios da EI, como o desenvolvimento de um currículo multilingue, que valorize as características dos surdos (Melro & César, 2014). Pretendemos discutir os processos subjacentes à inclusão de estudantes surdos adultos (N=11) no ensino recorrente nocturno, numa escola secundária de Lisboa, onde desenvolvemos um estudo de caso intrínseco (Melro, 2014b). Os resultados iluminam que, para estes estudantes, a Escola nem sempre se revela facilitadora da inclusão e promotora da equidade. Muitos episódios revelam práticas pouco adequadas para os professores e outros agentes educativos responderem às especificidades dos estudantes surdos, isolando-os e excluindo-os.

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  • 2015 • Tese de doutoramento, Educao (Superviso e Orientao da Prtica Profissional), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia
    Do Gesto Voz: Um estudo de caso sobre a incluso de estudantes surdos no ensino secundrio recorrente noturno
    Resumo do Artigo Científico

    Tese de doutoramento, Educao (Superviso e Orientao da Prtica Profissional), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia  •  por Joaquim Melro
    Do Gesto Voz: Um estudo de caso sobre a incluso de estudantes surdos no ensino secundrio recorrente noturno

    Em Portugal, a educação inclusiva (EI) tem vindo a configurar e a ser configurada, por documentos de política educativa (ME, 2008) que sublinham a necessidade do acesso a uma educação de qualidade (César & Ainscow, 2006), contribuindo para a emergência de cenários educativos e sociais mais equitativos, justos e inclusivos. Estes princípios assumem particular importância para os estudantes adultos surdos, que precocemente abandonaram a Escola e a ela regressaram para (re)construir projetos académicos e profissionais. São disso exemplo os que frequentam o ensino secundário recorrente noturno. Contudo, passar dos princípios às práticas revela-se complexo. Participantes de uma cultura e falantes de uma língua (Língua Gestual Portuguesa - LGP) minoritárias, muitos dos estudantes adultos surdos continuam a experienciar barreiras no acesso ao sucesso escolar e social (Melro & César, 2009a, 2012, 2013). Focamo-nos nos processos de inclusão destes estudantes (N=11) no ensino secundário recorrente noturno, numa escola pública de Lisboa. Assumimos uma abordagem interpretativa (Denzin, 2000) e um design de estudo de caso intrínseco (Stake, 1995/2005). Os participantes são esses estudantes, os pares ouvintes (N=6), os professores e outros agentes educativos (N=44) e o investigador. Os instrumentos de recolha de dados contemplam questionários, tarefas de inspiração projetiva, entrevistas, observação participante, recolha documental e conversas informais. Recorremos a uma análise de conteúdo narrativa (Clandinin & Connelly, 1998), da qual emergiram categorias indutivas de análise. Os resultados iluminam: (1) algumas formas de discriminação negativa e barreiras presentes nas trajetórias de participação ao longo da vida (TPLV) dos surdos; (2) as diferenças e semelhanças entre estas TPLV e as dos estudantes ouvintes; e (3) a necessidade de a Escola se afirmar como espaço/tempo de inclusividade e interculturalidade, desenvolvendo processos organizativos, supervisivos e pedagógicos valorizadores da diversidade sociocultural dos estudantes adultos surdos, assumindo a inclusão como elemento-chave do seu empowerment.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Revista Interaces - v. 10, n. 33, pp. 128-162  •  por Joaquim Melro
    Incluso de estudantes adultos surdos no ensino recorrente nocturno: uma (segunda) oportunidade para quem?!

    Em Portugal, a educação inclusiva tem vindo a configurar, e a ser configurada, por documentos de política educativa (ME, 2008), sublinhando a necessidade de garantir equidade no acesso a uma educação de qualidade (César & Ainscow, 2006). Estes princípios assumem particular importância para os estudantes adultos surdos, que precocemente abandonaram a Escola e a ela regressaram para (re)construir projectos académicos e profissionais. São disso exemplo os que frequentam o ensino secundário recorrente noturno. Contudo, passar dos princípios às práticas revela-se complexo. Participantes de uma cultura e falantes de uma língua (Língua Gestual Portuguesa - LGP) minoritárias, muitos dos estudantes adultos surdos continuam a experienciar barreiras ao acesso ao sucesso escolar e social (Melro, 2014; Melro & César, 2009, 2012, 2013). Focamo-nos nos processos de inclusão destes estudantes (N=11) no ensino secundário recorrente noturno, numa escola pública de Lisboa. Assumimos uma abordagem interpretativa (Denzin & Lincoln, 1998) e um design de estudo de caso intrínseco (Stake, 1995/2005). Os participantes são aqueles estudantes, os pares ouvintes (N=6), os professores e outros agentes educativos significativos (N=47), bem como o investigador, enquanto observador participante. Os instrumentos de recolha de dados são: questionários, tarefas de inspiração projectiva, entrevistas, observação participante, recolha documental e conversas informais. Recorremos a uma análise de conteúdo narrativa (Clandinin & Connelly, 1998), fazendo emergir categorias indutivas de análise. Os resultados iluminam a necessidade de as escolas valorizarem a diversidade, nomeadamente as características dos estudantes adultos surdos, assumindo sustentadamente a inclusão como elemento-chave do seu empowerment, individual e social.

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  • 2012 • Universidade de Lisboa, Instituto de Educao & Escola Antnio Arroio
    Algumas reflexes em torno da conceptualizao, dos princpios e das prticas que configuram a educao inclusiva
    Resumo do Artigo Científico

    Universidade de Lisboa, Instituto de Educao & Escola Antnio Arroio  •  por Joaquim Melro
    Algumas reflexes em torno da conceptualizao, dos princpios e das prticas que configuram a educao inclusiva

    Neste artigo discutimos alguns dos princpios que configuram a educao inclusiva, nomeadamente o dever tico, poltico, social e educativo de os sistemas educativos e sociais garantir a todos os alunos equidade no acesso a uma educao de qualidade. Tomando como exemplo a educao de alunos categorizados como apresentando necessidades educativas especiais (NEE), focamos a complexidade social e educativa que configura a efectivao dos princpios da educao inclusiva nas escolas do ensino regular. Sublinhamos a necessidade de as escolas mudarem atitudes e formas de actuao, bem como adoptarem prticas organizacionais e profissionais mais inclusivas, ultrapassando barreiras e contribuindo para que a incluso seja uma vivncia educativa e social possvel.

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  • 2010 • In L. S. Almeida, B. D. Silva, & S. Caires (Eds.) Actas do I Seminrio internacional contributos da psicologia em contextos educativos (pp. 151-167). Braga: CIEd - Centro de Investigao em Educao & Instituto de Educao da Universidade do Minho. [CdRom]
    Incluir, colaborar e participar: Desafios da incluso de estudantes Surdos no ensino regular
    Resumo do Artigo Científico

    In L. S. Almeida, B. D. Silva, & S. Caires (Eds.) Actas do I Seminrio internacional contributos da psicologia em contextos educativos (pp. 151-167). Braga: CIEd - Centro de Investigao em Educao & Instituto de Educao da Universidade do Minho. [CdRom]  •  por Joaquim Melro
    Incluir, colaborar e participar: Desafios da incluso de estudantes Surdos no ensino regular

    Os desafios inerentes à educação inclusiva assumem especial dimensão nos alunos em condição de Necessidades Educativas Especiais (NEE), como os Surdos. Confrontados com a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade, muitas das suas vivências escolares são marcadas pela incapacidade das escolas responderem adequadamente às necessidades educativas que apresentam, evidenciando algumas fragilidades em propiciarem uma educação de qualidade. Esta investigação procura compreender como é que uma escola pública secundária de Lisboa inclui alunos Surdos (N=10). Assumindo uma abordagem interpretativa e um design de estudo de caso, teve como participantes os alunos Surdos, respectivos professores e demais agentes educativos, dos quais destacamos o psicólogo escolar. Os resultados iluminam que, para os alunos Surdos, a Escola se revela pouco facilitadora de inclusão escolar e social, porque incapaz de desenvolver práticas educativas capazes de responder adequadamente às especificidades destes alunos. Assim, questionamos até que ponto a escola efectiva princípios de educação inclusiva.

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  • 2010 • . In A. Estrela, L. Marmoz, R. Canrio, J. Ferreira, B. Cabrito, N. Alves, et al. (Eds.), Actas do XVII Colquio AFIRSE. A escola e o mundo do trabalho. Lisboa: Seco Portuguesa da AFIRSE. [CdRom]
    Desafios profissionais da educao inclusiva: A voz dos professores
    Resumo do Artigo Científico

    . In A. Estrela, L. Marmoz, R. Canrio, J. Ferreira, B. Cabrito, N. Alves, et al. (Eds.), Actas do XVII Colquio AFIRSE. A escola e o mundo do trabalho. Lisboa: Seco Portuguesa da AFIRSE. [CdRom]  •  por Joaquim Melro
    Desafios profissionais da educao inclusiva: A voz dos professores

    A educação inclusiva é uma das referências das políticas educativas e da investigação, nacionais e internacionais, assumindo particular importância na vida escolar e pessoal dos alunos em condição de necessidades educativas especiais. Contudo, as práticas iluminam que a Escola nem sempre promove as mudanças necessárias à efectivação desses ideais, evitando, assim, a exclusão escolar e social. Urge que os professores, elementos-chave da efectivação da educação inclusiva, promovam uma cultura profissional mais colaborativa e reflexiva, de modo a responderem adequadamente à diversidade dos alunos. Pretendemos discutir os resultados de uma investigação realizada numa escola secundária de Lisboa, que inclui uma comunidade de alunos surdos adultos, do ensino secundário (n= 8, frequentando do 10º ao 12º anos de escolaridade). Baseando-nos em estudos de caso, os participantes em que nos centramos são os professores. Os resultados iluminam um fosso entre os ideais e as práticas, pondo em evidência as fragilidades em assegurarmos um dos pilares da educação inclusiva: a implementação de uma cultura profissional colaborativa, capaz de tornar a educação de e para todos uma vivência possível.

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  • 2009 • Actas do XVI Colquio da AFIRSE. Tutoria e mediao em educao: Novos desafios investigao educacional. Lisboa: Seco Portuguesa da AFIRSE.
    Educao inclusiva: Do ser ao agir e do dizer ao sentir
    Resumo do Artigo Científico

    Actas do XVI Colquio da AFIRSE. Tutoria e mediao em educao: Novos desafios investigao educacional. Lisboa: Seco Portuguesa da AFIRSE.  •  por Joaquim Melro
    Educao inclusiva: Do ser ao agir e do dizer ao sentir

    A educação inclusiva tem sido debatida em diversos documentos de política educativa, nacionais e internacionais. Assim, à Escola, se colocam novos desafios: Educar na e para a diversidade; Educar na e para a pluriculturalidade. Contudo, passar dos ideais às práticas nem sempre se tem revelado uma tarefa simples. Esta complexidade acentua-se quando a Escola tem de educar alunos em condição de Necessidades Educativas Especiais. Pertencendo a culturas minoritárias, como a cultura surda, apresentam mundivisões diferentes, nem sempre tidas em conta nas práticas educacionais. Falantes de uma língua materna minoritária (LGP) vêem-se confrontados com barreiras linguísticas próprias de quem é ensinado numa segunda língua e, por consequência, com barreiras epistemognoseológicas que pouco parecem favorecer as suas aprendizagens académicas e a sua inclusão na sociedade de que fazem parte, porque maioritariamente ouvinte. Pretendemos discutir os resultados de uma investigação em curso, numa escola secundária de Lisboa, que inclui uma comunidade de alunos adultos surdos, frequentando o ensino recorrente nocturno. Assumindo uma metodologia de estudos de caso, inserida no paradigma interpretativo, apresentaremos dois casos que nos permitem compreender até que ponto, para estes alunos, a mediação da linguagem oral e da cultura de escola se revela constrangedora do seu dizer, do seu agir e do seu sentir, porque feita numa língua que não a sua. Estes resultados levam-nos a questionar em que medida a educação, ao invés de evidenciar a riqueza das diferenças culturais, insiste em adoptar a homogeneidade generalizada e inquestionável de um determinado modelo cultural como único e referência para os demais.

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  • 2005 • In B. D. Silva & L. S. Almeida (Eds.), Actas do VIII Congreso Galaico-Portugus de Psicopedagogia (pp. 1851-1876). Braga: Universidade do Minho. [Suporte CD-Rom]
    Escola inclusiva: Aqum ou alm do pleonasmo (educativo)?!
    Resumo do Artigo Científico

    In B. D. Silva & L. S. Almeida (Eds.), Actas do VIII Congreso Galaico-Portugus de Psicopedagogia (pp. 1851-1876). Braga: Universidade do Minho. [Suporte CD-Rom]  •  por Joaquim Melro
    Escola inclusiva: Aqum ou alm do pleonasmo (educativo)?!

    O conceito de escola inclusiva funda-se na implementação de uma escola que satisfaz as necessidades educativas de todos os alunos, garantindo a formação de cidadãos mais participativos nos destinos da Polis a que pertencem de direito e de facto (Ainscow, 1997; Rodrigues, 2001), constituindo-se, assim, na pedra de toque para a construção de um mundo melhor. Contudo, passar dos ideais às práticas implica quebrar rotinas de uma escola que persiste em excluir milhares de crianças e jovens que, por razões individuais e sociais, não satisfazem as idiossincrasias dos diversos agentes educativos. No âmbito do Projecto Interacção e Conhecimento, desenvolvemos uma investigação com o objectivo de estudar e compreender como uma escola de Lisboa inclui alunos surdos. Constituindo-se numa investigação qualitativa, teve como participantes diversos elementos desta comunidade educativa, sendo os instrumentos de recolha de dados a entrevista semi-estruturada, a observação participada e a recolha documental. Os resultados levam-nos a questionar até que ponto a escola põe em prática os princípios da escola inclusiva já que, se alguns dos participantes os implementam, muitos outros revelam grande cepticismo quanto à sua implementação que, apesar de ventos e marés, urge que ponhamos em acção, se quisermos caminhar rumo a uma educação mais inclusiva.

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  • 2003 • (Dissertao de mestrado, CdRom). Departamento de Educao da Faculdade de Cincias da Universidade de Lisboa (DEFCUL), Lisboa
    Escola Inclusiva: Uma histria de amor (nem) sempre bem contada
    Resumo do Artigo Científico

    (Dissertao de mestrado, CdRom). Departamento de Educao da Faculdade de Cincias da Universidade de Lisboa (DEFCUL), Lisboa  •  por Joaquim Melro
    Escola Inclusiva: Uma histria de amor (nem) sempre bem contada

    O direito Educao tomou-se, de alguns anos a esta parte, um direito de cidadania (Benavente, 1994; Freire, 1982, 1991, 1997; Sampaio, 1999). Deste modo, a Escola de e para todos, a Escola Inclusiva, um dos maiores desafios para todos aqueles que so responsveis pela educao das crianas, dos jovens e dos adultos, j que o acesso a uma escola de qualidade fazem, efectivamente, a diferena. Ter ou no ter acesso Educao, pode fazer a diferena entre aqueles que tm uma vida pessoal social bem sucedida, e aqueles que so objecto de exciuso, de discriminao e de segregao. Por isso, as exigncias da Escola hclusiva devem ser: (1) No desistir de ningum; (2) Pedir muito a todos; (3) Adaptar-se a cada um (Cunha, 1994). Assim, novos desafios se colocaram Escola: Incluir em vez de segregar e excluir; Educar em vez de apenas instruir. Pretende-se que a Escola valorize a diversidade e faa com que os diferentes tenham direito sua diferena e, simultaneamente, a um lugar na escola e na sociedade (Ainscow, 2000; Benavente et al., 1993; Csar, in press; Evans e Lunt, 2002). Exige-se que a Escola encare a diferena como uma mais valia e que, de uma vez por todas, se afirme de e para todos (Ainscow, 1997; Ainscow, Farrell e Tweddle, 2000; Bailey e Pleiss, 1997; Csar, 2000; Porter, 1997). Contudo, a passagem dos ideais expressos nos documentos de poltica educativa para as prticas que efectivem a promoo da incluso, levanta dvidas, e obriga a uma necessria vontade poltica e individual, dado que sem a colaborao activa de todos os agentes da cena educativa no se implementam prticas inovadoras. Assim, preciso passar do querer/dever fazer para o saber fazer. preciso conceber e viver a diferena como algo de positivo e de que se gosta, e levantar, deste modo, muitas das barreiras que impedem as escolas de adoptarem polticas e prticas mais inclusivas que levem a que a Escola se afirme cada vez mais como comunidade educativa inclusiva (Hegarty e Alur, 2002; Melro, 1999; Melro e Csar, 2002; Rodrigues, 2000, 2001; Silva, 1987). neste contexto que deve ser situado o nosso estudo, uma vez que um dos seus principais objectivos perceber a passagem dos ideais s prticas, pretendendo analisar e compreender o modo como a incluso concebida numa escola secundria da grande Lisboa, onde se integra um ncleo significativo de alunos ditos com NEE - surdos. Assim, os objectivos deste estudo consistem em possibilitar-nos, entre outros aspectos, (1) compreender que concepes tem esta escola dos princpios e prticas da Escola Inclusiva; (2) Analisar reflexivamente as modificaes introduzidas por esta comunidade educativa no que concerne incluso de alunos com NEE no ensino regular; (3) Descrever que agentes, que projectos e estratgias so delineados por esta escola para que a incluso de alunos com NEE se tome uma realidade efectiva; (4) Interpretar que consequncias tem a incluso de alunos com NEE no ensino regular na vida da escola e, sobretudo, na vida acadmica e pessoal dos alunos com e sem NEE; (5) Enunciar que barreiras persistem prtica dos princpios da escola inclusiva e que importa ultrapassar. Assim, as questes que aqui procuramos responder adequam-se mais a ser exploradas atravs de metodologias qualitativas que, ao sublinharem a importncia dos contextos e da experincia subjectiva na construo do mundo social, do nfase ao que de relativo, de nico e de singular tem a natureza social do mundo (Bryman, 1995; Merriam, 1988; Yin, 1994, 2001). Bogdan e Bliken (1994) e Cohen e Manion (1994) referem outros aspectos fundamentais das metodologias qualitativas: Desenvolvem-se numa situao natural; so ricas em dados descritivos; tm um plano aberto e flexvel; focalizam a realidade de forma complexa e contextualizada; aproximam o investigador do meio em que ocorre o fenmeno em estudo, colocando-o em contacto directo com os principais intervenientes no estudo. Do desejo de entender um fenmeno social to complexo como a incluso de alunos com NEE nas escolas do ensino regular, surgiu a necessidade de se utilizar a estratgia de pesquisa que nos pareceu ser a mais adequada s questes, objectivos e finalidades do nosso estudo: O estudo de caso. Tal opo prende-se, por um lado, com a natureza das questes desta pesquisa que assume a forma do "como" e "por qu" e, por outro, com o facto do enfoque temporal incidir sobre fenmenos contemporneos dentro de contextos da vida quotidiana em que eles decorrem (Bruyne et al., 1991; Richardson, 1999; Trivifios, 1987; Yin, 1994, 2001). Os resultados da investigao emprica levam-nos a reconhecer a necessidade de a Escola ser orientada pelos princpios da Escola Inclusiva e a encar-los como um factor da melhoria do seu desempenho e, por conseguinte, da qualidade de Educao e do Ensino (Ainscow, 2000; Hegarty, 2001; Marchesi, 2001). Para tal, urge passar das intenes aos actos, dos ideais s prticas e instaurar nas prticas das escolas o princpio de que a Escola Inclusiva o trilho que nos h-de levar a um mundo mais justo, mais fraterno e mais livre. Contudo, seguir este trilho implica que haja mudanas efectivas nos preconceitos e discriminaes apresentadas pelos professores, pais, especialistas e demais elementos da comunidade educativa. A incluso de alunos com NEE no contexto escolar do ensino regular, implica a necessidade de um maior envolvimento de todos aqueles a quem esse processo diz respeito, bem como, a necessidade de, como considera Costa (1999), pr termo dicotomia entre Ensino Especial e Ensino Regular, apostando num contexto escolar onde a diversidade seja cada vez mais entendida como um elemento fulcral para a melhoria das escolas (Ballard, 1999; Hegarty, 2001; Thomas e Loxley, 2001). As escolas, portanto, devem procurar formas bem sucedidas de educar todos os alunos incluindo aqueles que possuam deficincias profundas, identificando e construindo alternativas favorveis ao processo do seu desenvolvimento sciocognitivo, de maneira a que pais, alunos e professores sejam esclarecidos das consequncias que levam a adopo de atitudes preconceituosas e discriminatrias em relao aos alunos com NEE no ensino regular (Avramidis e Norwich, 2002; Croll e Moses, 2000; Ferreira, 1993; Slee, 1993) E, se realmente se quer que os "diferentes" tenham acesso ao conhecimento e, por conseguinte, a uma vida mais digna, preciso ultrapassar a actual estrutura educacional que aponta mais para a excluso do que para a incluso acadmica e social dos alunos. S assim possvel termos um outro olhar sobre a Educao, a Escola e o Ensino: Um olhar mais fraterno porque mais cuidado; mais global porque mais democrtico; mais inclusivo porque mais qualitativo. S assim a incluso se constitui numa preocupao humana: "Necessitando antes de mais nada, de respostas humanizadas que obviamente se reflectem e reflectiro no presente e no futuro de seres humanos. Seres humanos que, independentemente de suas condies e potenciais, tm direito s mesmas oportunidades" (Fonseca, 1995, p. 200).

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