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lida Rafisa
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Coordenadora de Gesto Ambiental
O meio ambiente pelo estudante surdo: Formao dos professores
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Publicado em 2014
Congresso Nacional de Educao - CONEDU, 2014, Campina Grande. Anais I CONEDU - Campina Grande: Realize, v. 1
lida Rafisa
Cesrio Antnio Neves Jnior
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Resumo

O presente trabalho tem por objetivo discutir a formação de uma professora que trabalha com educação de surdos. Para tanto, inicialmente, faz uma discussão sobre inclusão, procurando diferenciá-la de integração. É destacado que a inclusão não deve ser algo imposto, mas vivenciada de forma rotineira e espontânea tanto no interior das escolas como fora delas. Também trata da Educação Ambiental e seus aspectos teóricos, para, ao final, abordar a EA sob uma perspectiva inclusiva, sendo um processo participativo, onde o Professor deve ser encarado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes que indicam uma conduta ética e cidadã. O trabalho é parte do esforço teórico que compõe a primeira etapa do trabalho monográfico e, dessa forma, expressa os caminhos que serão percorridos na próxima etapa, concernente à aplicação da pesquisa numa escola pública da cidade de Recife.

Introdução

No Brasil, as experiências de inclusão escolar envolvendo crianças Surdas no ensino regular, ainda são muito incipientes, e questões fundamentais a respeito deste complexo processo ainda necessitam ser respondidas. Por este motivo, todo estudo que objetive desvelar aspectos inclusivos desse novo modelo serão sempre bem vindos.

Nesse sentido, é fundamental que o professor da escola regular esteja cada vez mais capacitado para receber esse alunado que está chegando à escola, pois “juntar crianças em uma sala de aula não lhes garante ensino, não lhes garante escola cumprindo seu papel, não lhes garante aprendizagem e, portanto, não lhes garante desenvolvimento” (PADILHA, 2004, p. 96).

Assim, as escolas públicas e privadas devem ancorar suas atividades, pautadas numa educação de qualidade numa perspectiva inclusiva, onde a pedra angular finca seu ponto principal na adaptação curricular, onde preferencialmente deve ser realizada através da ação de uma equipe multidisciplinar que ofereça suporte tanto ao professor, quanto a pessoa com necessidades especiais, por meio do acompanhamento, estudo e pesquisa de modo a inseri-lo e mantê-lo na rede comum de ensino em todos os seus níveis.

Educação Ambiental

A Educação Ambiental (EA) vem sendo incorporada como uma prática inovadora em diferentes âmbitos. Neste sentido, destaca-se tanto sua internalização como objeto de políticas públicas de educação e de meio ambiente em âmbito nacional, quanto sua incorporação num âmbito mais capilarizado, como mediação educativa, por um amplo conjunto de práticas de desenvolvimento social.

Esse é o caso, por exemplo, do diversificado rol de atividades e projetos de desenvolvimento impulsionados pelas atividades de extensão em resposta às novas demandas geradas pela transição ambiental e a comunidade surda. Este processo de mudanças no mundo inclusivo, que tende a gerar novas práticas sociais e culturais em que se verifica a assimilação de um ideário de valores ambientais.

Neste sentido, a EA é um conceito que, como outros da "família ambiental", sofre de grande imprecisão e generalização. O problema dos conceitos vagos é que acabam sustentando certos equívocos e, neste caso, o principal deles é supor uma convergência tanto da visão de mundo quanto das opções pedagógicas que informam o variado conjunto de práticas que se denominam de EA.

Como estabelecida pelo Ministerio da Educação (MEC), a EA deve ser abordada como tema transversal nas escolas. Em tempos atuais, a moda é se falar dos problemas ambientais. Existe uma paráfrase nisto tudo: como a pessoa surda, irá saber, qual o significado e valor do meio ambiente? Apenas falar que “não pode” fica difícil para eles, pois perguntariam o porquê do não. E como educadores não podemos deixar que o vazio continuasse nas mentes destes.

Educação Inclusiva

O modelo escolar atual coloca-nos em algumas questões que vale destacar. Para que os estudantes se ajustem as velhas exigências da escola, muda-se a escola ou mudam-se os estudantes? Ensino especializado para todas as crianças ou ensino especial para algumas? Professores que se aperfeiçoam para exercer suas funções e atender as peculiaridades de todos os estudantes ou professores especializados para ensinar aos que não aprendem e aos que não sabem ensinar?

Pensa-se que o futuro da escola inclusiva depende de uma expansão rápida dos projetos verdadeiramente imbuídos do compromisso de transformar a escola para adequá-las aos novos tempos. Se ainda hoje esses projetos se resumem a experiências locais, estas demonstram a viabilidade da inclusão em escolas e redes de ensino brasileiras, porque tem a forca do obvio e a clareza da simplicidade. A aparente fragilidade das pequenas iniciativas tem sido suficiente para enfrentar, com segurança e otimismo, o poder da velha e enferrujada maquina escolar. A inclusão é um sonho possível! (MANTOAN, 2006).

Metodologia

Esta pesquisa tem o caráter qualitativo baseada na metodologia da análise de conteúdo proposta por Bardin (2011): pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados e a interpretação dos dados coletados.

A escola que foi pesquisada está localizada no bairro de Afogados na cidade do Recife e faz parte da rede estadual de ensino de Pernambuco. Contempla o programa de EA exigido pelo MEC além de trabalhar a inclusão social de estudantes das mais diversas áreas. A sala de aula escolhida como realidade empírica da pesquisa possui o nome de Educação Especial Deficiente Auditivo (DA), voltada para alfabetizar os estudantes surdos, ou seja, ensinar os sinais e a sua interpretação, com vistas a poder escrever e oralizar algumas palavras para que possa ter sua individualidade na sociedade e no contexto escolar.

A entrevista da professora teve 28 perguntas e foi subdividida em duas partes, contemplando a sua formação acadêmica e a sua atuação profissional da mesma.

Resultados e Discussão

A entrevista com a professora teve dois momentos, o que se aplica a sua formação profissional e o que se dá pelo interesse de trabalhar com crianças surdas. A professora teve sua graduação concluída em 2011 no curso de pedagogia onde na própria graduação mostrou o interesse de trabalhar com crianças surdas, pois foi em forma de disciplina curricular onde teve o contato com a Educação Especial. Nisto pergunta-se se houve em algum momento de sua formação um curso ou disciplina de EA e a mesma colocou que não.

Na escola ela é uma professora de caráter polivalente atuando a 5 anos na rede Estadual de Ensino no nível de Educação Especial. Quando se fala de importância da EA ela fala que é importante pois serve para conscientizar e mostrar o cuidado com a natureza. Então em relação a mudança de comportamento dos alunos quanto as praticas de EA ela fala que é notória a mudança de comportamento quanto ao espaço que os rodeiam, levando ate mesmo estas atitudes para casa.

Nas questões que se referem ao que é meio ambiente e o seu entendimento por EA ela comenta: “O meio ambiente é um lugar onde todas as pessoas ou seres vivos, vivem em seu habitat e saber a importância dele. A EA é algo a ser mais trabalhado dentro da escola como tema transversal.”

Fazendo a referência no que trata a LDB, a professora supõe que a EA ainda não é tão efetivamente trabalhada de um modo geral na escola, mesmo que o professor tome esta iniciativa.

Sobre a trajetória da professora ao trabalhar com crianças surdas, ela comenta que foi uma realização pessoal além de poder ajudar a crianças por ela dita “diferentes”. Também fala que toda sua trajetória foi conquistada e o que mais a fez querer estar ali foi a perseverança e o prazer de fazer a real mudança na vida de crianças.

Conclusão

A professora em sua formação acadêmica não apresentou nenhum aspecto que fosse relevante a EA, contudo seu trabalho se mostrou importante para a formação dos seus educandos. Dentro da proposta que é trabalhada a EA a escola se mostrou satisfatória dentro dos âmbitos sociais e ambientais.
A experiência aqui estudada, conforme foi visto apresenta aspectos muito positivos e também alguns pontos que necessitam melhorar. O que parece ficar muito claro nisso tudo é o papel essencial da escola na formação de professores quanto a práticas ambientais dentro da escola, a inclusão do estudante surdo no âmbito social, além da própria curricularização da LIBRAS para uma efetiva inclusão social e escolar.

Bibliografia

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

MANTOAN, T. E. M. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2006.

PADILHA, A. M. O que fazer para não excluir Davi, Hilda, Diogo... In: GÓES, M. C. R.; LAPLANE, A.L. F. (orgs.). Políticas e práticas de educação inclusiva. Campinas: Autores Associados, 2004.

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