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Entre lnguas, o tradutor/intrprete de Lngua de Sinais
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Publicado em 2012
In: Maura Corcini Lopes. (Org.). Cultura surda & Libras. So Leopoldo: Editora Unisinos, p.27-34
Pedro Henrique Witchs
  Artigo dispon�vel em vers�o PDF para utilizadores registados
Resumo

Neste texto, o autor desenvolve algumas noções dos estudos de tradução que contribuem com entendimentos acerca do trabalho de traduzir, bem como aponta para a importância de tal trabalho ser desempenhado por um profissional qualificado.

Quando se está aprendendo uma segunda língua, é muito comum sentir vontade de utilizá-la na rotina diária e, quando se consegue praticá-la, isto só tende a contribuir com a aprendizagem. Para um estudante de uma língua estrangeira, essa vontade é facilmente sanada ao se ler um livro ou uma página da internet que esteja na língua estudada; fazer contato com alguém que a conheça ou, ainda, viajar para um país que a tenha como idioma. Para um estudante de uma segunda língua nacional, como a língua de sinais brasileira, embora pareça mais fácil, às vezes, pode ser mais difícil encontrar outros usuários, sobretudo usuários que a tenham como primeira língua, geralmente surdos. Quando o encontro entre um surdo e um ouvinte estudante de língua de sinais acontece, comumente ocorre de ambos desempenharem traduções durante a conversa. Não apenas a tradução de sinais e palavras desconhecidas, mas também a de significados que parecem fazer muito mais sentido em uma língua que na outra.

As trocas culturais e linguísticas resultantes do encontro surdo-ouvinte devem ser encorajadas, mas é importante que algumas concepções acerca da tradução sejam compreendidas para que equívocos que possam prejudicar ao invés de colaborar com a comunicação sejam evitados. Por exemplo, acreditar que um ouvinte conhecedor de língua de sinais possa desempenhar a função de um tradutor/intérprete de língua de sinais não é errado. Pelo contrário, se não acreditassem nisso, não existiriam cursos de formação de tradutores/intérpretes de língua de sinais sendo ofertados em instituições de ensino pelo país. O problema está em acreditar que seja possível desempenhar essa função sem o conhecimento e a experiência da prática de tradução. Quando digo conhecimento e experiência da prática de tradução, não quero dizer um ou outro, mas ambos, de forma que completem um ao outro, fortalecendo o trabalho de traduzir.

Portanto, com este texto, pretendo apresentar algumas noções dos estudos de tradução que possam contribuir com entendimentos acerca do trabalho de traduzir e apontar para a importância de tal trabalho ser desempenhado por um profissional qualificado. Ou seja, é importante deixar claro que não tenho a intenção de capacitar o leitor deste texto para ser um profissional, mas de subsidiá-lo com alguns conhecimentos que lhe permitirão compreender a complexidade do ato de traduzir e valorizar o trabalho do tradutor/intérprete de língua de sinais. Para tanto, inicio com explicação do conceito de tradução e a diferença que existe entre traduzir e interpretar, pois, para muitas pessoas, torna-se complicado distinguir o que de fato é cada uma dessas especializações do ato tradutório, visto que parece confusa a forma como chamamos o tradutor/intérprete de língua de sinais. Afinal de contas, é tradutor ou intérprete? Por que utilizar os dois termos ao se referir a este profissional?

Antes de responder essas perguntas, talvez seja necessário relembrar que o processo de tradução acontece entre duas línguas e que cada uma delas ocupa uma posição diferente na tradução. A língua da qual a tradução parte é chamada de língua fonte, língua de saída ou língua de origem; a língua para qual se traduz é a língua meta, língua alvo, ou ainda língua de chegada (PEREIRA, 2008). Qualquer língua pode ocupar uma dessas duas posições, e o objetivo da tradução é o que delimitará essa posição. Por exemplo, em uma situação hipotética, a primeira língua do palestrante é a língua de sinais brasileira e a primeira língua de grande maioria da plateia é a língua portuguesa. A equipe responsável pela tradução do evento precisará entender que o lugar de língua fonte será ocupado pela língua de sinais e que o lugar de língua meta será ocupado pela língua portuguesa. Entretanto, quando a palestra se encerra, o palestrante abre espaço para que a plateia manifeste suas dúvidas ou faça apontamentos sobre o tema apresentado. Um sujeito que tem a língua portuguesa como primeira língua decide fazer um pronunciamento. Este é o momento em que se inverte a configuração de língua fonte e língua meta. Agora, a língua que produz o discurso que será traduzido é a língua portuguesa; sendo o palestrante surdo, a equipe de tradução passa a trabalhar com a língua de sinais no papel de língua meta.

O conceito de tradução que utilizo para explicar a diferença entre língua fonte e língua meta deve ser entendido aqui como um conceito amplo; dele se ramificam duas especializações tradutórias: (a) a tradução (sim, com o mesmo nome do conceito que a origina) e (b) a interpretação. Para facilitar essa noção, é possível visualizar as distinções entre a tradução como conceito amplo e suas duas especializações, a tradução e a interpretação, no organograma abaixo.

Figura 5: Especialidades da Tradução

A tradução entendida como especialização do conceito amplo de tradução é definida como um processo em que a língua meta se encontra na modalidade escrita (PEREIRA, 2008). Entretanto, é possível pensar nesse conceito de tradução para além do escrito, pois as línguas de sinais, embora apresentem um sistema de escrita 1, são comumente registradas em vídeos. Por isso, uma tradução que envolva verter português escrito (língua fonte) para a língua de sinais brasileira registrada em vídeo (língua meta), pode se enquadrar a esse conceito de tradução, bem como quando a língua oral estiver gravada em áudio, se na posição de língua fonte, ou for gravada em áudio, se na posição de língua meta. Traduzir língua de sinais em vídeo para a língua oral escrita também pode ser entendido como um processo de tradução, pois, conforme disse anteriormente, a configuração de língua fonte e língua meta é decidida a partir do objetivo da tradução.

Portanto, a tradução, como ramo do conceito amplo de tradução, envolve línguas em registro e, se estão registradas, significa que o tradutor pode realizar a tradução com tempo para pesquisar em outras fontes, tais como dicionários, enciclopédias ou vocabulários, bem como para consultar o material que vai ser traduzido ou até mesmo, se existir a possibilidade, para consultar o autor desse material. O tradutor também pode se preocupar, durante o processo de tradução, com o público que utilizará o material na língua meta, adequando a linguagem da tradução a particularidades culturais do público que fará uso da tradução. O tempo com o qual o tradutor pode se preocupar é o prazo que ele tem para entregar a tradução, diferentemente do tempo com que o intérprete se preocupa.

Sendo a interpretação o outro ramo do amplo conceito de tradução, já é possível perceber que ela não envolve línguas em registro, mas envolve preocupação com o tempo. Por isso, ela pode ser distinguida em duas modalidades que podem ser escolhidas pelo intérprete de acordo com a sua opinião sobre qual será a mais apropriada para a situação em que se encontra. Elas são a interpretação consecutiva e a interpretação simultânea. A interpretação consecutiva pode ser caracterizada quando o autor do texto fonte – e não entenda aqui texto em sua forma restrita ao escrito – produz uma pequena porção de seu texto e o interrompe para que o intérprete traduza-o para a língua meta. Depois, o autor recomeça sua produção e, após a pausa, o intérprete inicia novamente a tradução; ou seja, o tempo para a produção e o tempo para a tradução acontecem consecutivamente. A interpretação simultânea exige menos tempo ainda, pois na medida em que o autor do texto fonte vai produzindo-o, o intérprete o reproduz na língua meta sem esperar que o autor finalize. Esse processo é o mais utilizado pelos intérpretes de língua de sinais e é de longe o mais cansativo, como também, em minha opinião, o mais admirável, pois requer uma série de habilidades, tais como a memória recente bem treinada para captar o que está sendo dito na língua fonte ao mesmo tempo em que o reproduz na língua meta.

Outras habilidades visuais atribuídas ao intérprete de língua de sinais são, além da fluência na “língua de sinais, a clareza da comunicação, o conhecimento específico de sinais utilizados comumente pelo sinalizante [no caso do intérprete realizar uma tradução da língua de sinais para uma língua oral], o uso expressivo da datilologia” (SANTOS, 2006, apud VIEIRA, 2007, p. 29), e eu poderia listar outras, como a postura e a vestimenta. Estas duas últimas, embora possam parecer dispensáveis, são fundamentais para que o intérprete evite possíveis barreiras da comunicação.

Perguntei anteriormente se o profissional que trabalha com a tradução da língua de sinais é um tradutor ou um intérprete. Sabe-se, agora, que isso vai depender de qual das duas ramificações da tradução ele se ocupa. Entretanto, não é comum, nas línguas orais, haver um profissional que seja tradutor e intérprete ao mesmo tempo. Geralmente, eles se especializam em um desses dois ramos da tradução e gostam de deixar a distinção entre eles bem visível. Por que, então, em línguas de sinais, é comum falar de tradutores/intérpretes? Uma vez explicados os conceitos de tradução, interpretação, língua fonte e língua meta, passo agora a discutir sobre o profissional que trabalha com a tradução da língua de sinais e, assim, tentar esclarecer essa pergunta.

O tradutor/intérprete de língua de sinais, como já se sabe, é o profissional que se faz necessário para intermediar a comunicação entre sujeitos surdos e sujeitos que desconhecem a língua de sinais, mas essa intermediação não se iniciou de forma profissional e ainda hoje pode ser vista com marcas de benevolência e caridade. Autorizo-me a dizer que tais marcas são produto de uma maneira como a língua de sinais foi sendo constituída ao longo do tempo. Em Paris, o abade Charles-Michel de L’Epée percebeu que os sinais utilizados pelos surdos poderiam ser uma ferramenta para educá-los e, assim, em 1771, fundou a primeira escola pública para a educação de surdos 2. Contudo, L'Epée não enxergava a comunicação exercida por eles como uma língua completa e, por isso, “imediatamente iniciou um processo de modificação da língua sinalizada que seus discípulos lhe ensinavam, criando sinais para representar todas as terminações verbais, os artigos, as preposições e os verbos auxiliares presentes no francês falado” (WILCOX; WILCOX, 2005, p. 39).

A reconfiguração da língua de sinais francesa, fruto de uma supremacia da língua falada sobre a língua sinalizada, ganhou o mundo quando ex-alunos de L'Epée, que já eram professores do então Instituto Nacional de Surdos-mudos de Paris, dispersaram-se em missão de promover uma estrutura “formal” para as línguas sinalizadas em comunidades surdas distribuídas pelo globo. É possível dizer que a língua de sinais francesa daquele tempo influenciou vários elementos pertencentes às que hoje se entendem por língua de sinais brasileira e língua de sinais americana, sendo, esta última, objeto de estudo dos linguistas William Stokoe, Dorothy Casterline e Carl Croneberg, que alteraram a imagem das línguas de sinais do mundo com a publicação, em 1965, do Dicionário da Língua de Sinais Americana em Princípios Linguísticos (livre tradução de Dictionary of American Sign Language on Linguistic Principles).

A partir dos estudos de Stokoe e de seus colaboradores, as línguas de sinais ganharam status de línguas verdadeiras, mas é percebível que esse status ainda é desvalorizado quando, por exemplo, lemos ou ouvimos alguém chamar de linguagem de sinais aquilo que é uma língua de sinais. O conceito de linguagem, nesse caso, é muito amplo e engloba o conceito de língua, que é muito mais particular e restrito a uma série de elementos que linguistas atribuem exclusivamente às línguas humanas. A desvalorização linguística da língua de sinais também pode ser percebida, talvez com um olhar mais apurado, quando sabemos que tradutores/intérpretes de língua de sinais demoraram a ter sua profissão regulamentada. Conforme Cristina Lacerda, pesquisadora das situações em que se encontram tradutores/intérpretes de língua de sinais que atuam em escolas, a história da constituição desses profissionais

[...] se deu a partir de atividades voluntárias que foram sendo valorizadas como trabalho, na medida em que os surdos foram conquistando maior espaço social. A participação dos surdos nas discussões sociais abriu a possibilidade para a profissionalização dos intérpretes e para o reconhecimento da língua de sinais em cada país (LACERDA, 2009, p. 28).

A Lei nº 12.319, que regulamenta a profissão do tradutor/intérprete de língua de sinais no Brasil, foi publicada no primeiro dia de setembro de 2010. Uma regulamentação tardia para as demandas provenientes de comunidades surdas no país. Por exemplo, a recomendação governamental para que surdos sejam matriculados em escolas regulares. Diante da crescente matrícula de surdos em escolas onde sua primeira língua não é usada pelos professores durante a prática docente, políticas inclusivas passaram a movimentar uma modalidade de tradução quase não discutida e até então pouco exercida quando se trata da mediação entre línguas orais (PEREIRA, 2008). Essa modalidade de tradução é chamada por Quadros (2004) de interpretação educacional. O intérprete educacional é aquele que, na escola, realiza interpretações, consecutivas ou simultâneas, da língua oral para a língua de sinais ou vice-versa. Todavia, eu diria que o trabalho do intérprete educacional não se limita, ou pelo menos não deveria se limitar, às atividades de interpretação. Conforme o segundo inciso do art. 6º da Lei nº 12.319, que regulamenta a profissão, ao tradutor/intérprete de língua de sinais é atribuído:

[...] interpretar, em Língua Brasileira de Sinais – Língua Portuguesa, as atividades didático-pedagógicas e culturais desenvolvidas nas instituições de ensino nos níveis fundamental, médio e superior, de forma a viabilizar o acesso aos conteúdos curriculares (BRASIL, 2010).

Nesse sentido, entendo que atividades didático-pedagógicas, independente de seus níveis de ensino, possuem um caráter complexo e, muitas vezes, apresentam, em seus vocabulários, terminologias que não fizeram parte da formação profissional do intérprete educacional. É neste ponto que não consigo desassociar o tradutor do intérprete de língua de sinais. Ou seja, o intérprete educacional, para desempenhar uma prática de tradução qualificada, precisa estar em consonância com a prática pedagógica do professor. Sendo assim, não acredito que intérpretes educacionais precisem ser tradutores técnicos para dominar a terminologia de cada uma das disciplinas escolares. Porém, acredito que poderiam e deveriam contar com um tempo de sua carga horária na escola para se dedicar ao estudo do processo de tradução dos conteúdos das disciplinas, sobretudo em parceria com os professores. Reunir-se com o professor de uma determinada disciplina para poder pensar em estratégias de interpretação, pensar em recursos linguísticos riquíssimos das línguas de sinais, como os classificadores e o uso do espaço, e não apenas obter informações, mas também apresentar para os docentes seus planos sobre determinado termo ou conceito específico são práticas profissionais emergentes na atuação do intérprete educacional. Isto tudo, é claro, requer não apenas uma mudança na acepção do tradutor/intérprete mas também uma mudança na acepção da instituição na qual ele atua sobre a importância do seu papel na educação de surdos.

Quando digo que é necessária uma mudança na acepção do tradutor/intérprete, é porque a forma como ele enxerga seu trabalho também pode interferir em sua atuação. Nesse sentido, não alego que tradutores/intérpretes não acreditem no status linguístico das línguas de sinais ou que o desconheçam, mas entendo que o sujeito tradutor/intérprete se constitui na medida daquilo que falam sobre ele e sobre os instrumentos com os quais ele trabalha. A forma como os outros produzem a imagem da língua de sinais e a imagem da tradução da língua de sinais pode afetar, de forma subjetiva, a forma como o tradutor/intérprete trabalha com essa língua, sobretudo quando entendemos que esse profissional constantemente lida com a tarefa de comparar duas línguas. Interpretar “implica não apenas verter palavras/signos de uma língua para outra, mas verter sentidos/significados estruturados linguisticamente na língua alvo” (LACERDA, 2009, p. 31). Para tanto, geralmente, trabalha-se com a ideia de equivalência, mas o que se entende por equivalência pode

[...] explicar também a maneira pela qual muitos abordam a tradução como inferior e secundária, pois relacionam a tradução àquilo que busca ‘chegar a ser’ como original ou ‘atingir’ o nível do original. Muitos pensam também que a tradução nunca vai conseguir alcançar essa meta, como demonstra o amplo uso feito do aforismo traduttore, traditore. Esse epigrama tanto qualifica o tradutor como incompetente quanto explicita o fato de a tradução não se apresentar como igual ao texto de partida. Uma das causas de se associar a tradução à noção de falha ou de inferioridade é a expectativa gerada pelo uso de conceitos como o de equivalência como ponto de partida para a reflexão sobre a tradução. A ‘equivalência’, como mostra a própria etimologia do termo, associa-se a uma certa concepção de tradução, aquela que considera que a tradução deva reproduzir o texto de partida, ter o seu valor, pois seu uso remete à busca da unidade, da homogeneidade entre o texto traduzido e o texto original” (RODRIGUES, 2000, p. 27-28).

É como se concebe certos conceitos, como o de equivalência e o de “linguagem” de sinais, que se fortalece o aforismo mencionado pela autora na citação acima, traduttore, traditore 3, e se desvaloriza o tradutor/intérprete de língua de sinais e o seu trabalho. A noção de tradução como inferior ao original desqualifica não apenas o trabalho do tradutor/intérprete, como também a educação dos surdos que frequentam escolas regulares. No caso específico das traduções de situações educacionais, a colaboração dos professores é fundamental para que o reconhecimento do trabalho desempenhado pelo tradutor/intérprete permita que este profissional se estabeleça no setor da educação.

A possibilidade das relações de construção de conhecimento mantidas pela parceria profissional entre professor e tradutor/intérprete requer interesse do professor em conhecer e saber se comunicar com seu aluno surdo por meio da língua de sinais também. Assim, o professor terá elementos para que possa pensar nas estratégias pedagógicas de tradução juntamente com o tradutor/intérprete de língua de sinais. Este outro, por sua vez, necessita de uma formação sólida para que tenha embasamentos teóricos que o permitam realizar suas escolhas, no ato tradutório, com segurança e profissionalismo. Para isso, faz-se necessário que reflexões sobre a diferença linguística dos surdos estejam presentes no preparo do professor e que tradutores/intérpretes de língua de sinais tenham condições de manter uma posição profissional participativa desses momentos de planejamento linguístico-pedagógico.

Notas

1 A coreógrafa estadunidense Valerie Sutton desenvolveu, em 1966, um sistema de escrita conhecido como Sutton Movement Writing para registrar de forma escrita os movimentos da dança. Em 1974, Sutton fora convidada por pesquisadores da Universidade de Copenhagen a adaptar seu sistema à língua de sinais dinamarquesa. O sucesso do sistema de escrita de Sutton ganhou o mundo e também é estudado por pesquisadores da língua de sinais brasileira, tais como Stumpf (2005). As pesquisas têm demonstrado que a escrita da língua de sinais tem surtido um efeito positivo na educação dos surdos, porém a comunidade acadêmica ainda discute a efetividade da implementação desse sistema no currículo da educação de surdos.
2 Institution Nationale des Sourds-Muets à Paris (Instituto Nacional de Surdos-mudos de Paris, hoje Instituto Nacional de Jovens Surdos de Paris).
3 Ditado italiano que significa “tradutor, traidor”.

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