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Literatura surda infantil: Incluindo e ensinando
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Publicado em 2012
Anais do 5 SLIJ Seminrio de Literatura Infantil e Juvenil - Letramento literrio e Diversidade, p.107-114
Alessandra Franzen Klein
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Resumo

O trabalho aqui apresentado tem origem em uma experiência docente em sala de aula, em uma escola regular de Educação Infantil, iniciada no anode 2010 com continuidade em 2011. Desde a matrícula de aluna surdana turma do Jardim I que a prática pedagógica da professora esteve pautada em uma metodologia bilíngue referenciando-se nas leituras de Quadros,Karnopp e Skliar. As aulas eram ministradas em Libras, assim como o conto de histórias, as duas línguas: libras e português se fizeram presentes o tempo todo. A Literatura surda para crianças teve um significado muito valioso nesse trabalho, oportunizando tanto à aluna surda como aos ouvintes a imaginação, a criação, ampliação do vocabulário nas línguas e a inclusão. A comunidade escolar teve a oportunidade de conhecer mais sobre a identidade e cultura surda através das histórias infantis. A literatura infantil através das histórias oportunizou o desenvolvimento cognitivo, elaboração de significados, conceituação, de sequência de fatos, acontecimentos e texto se estas em especial exploraram questões relevantes sobre as pessoas surdas. O trabalho a partir de Literatura oportunizou um amplo avanço no conhecimento da língua de sinais e seu uso pelas crianças, tanto que foi produzida uma história com eles em LIBRAS e apresentada em um festival Brasileiro de Cultura Surda em 2011. Posterior a isso, a professora, juntamente com o apoio de professores surdos, criou outras histórias com elementos indentitáriose culturais da comunidade surda fortalecendo e dando base à escolarização bilíngüe, assim como promovendo a inclusão social da aluna surda na comunidade escolar.

Como tudo começou...

Este texto relata a experiência pedagógica realizada em uma Escola Municipal de Educação Infantil, na turma de 4 a 5 anos (Jardim I) em 2010 continuando em 2011 na de 5 a 6 anos (Jardim II). Em meados de julho de 2010 a professora recebeu a informação da possibilidade de uma aluna surda com 5 anos ingressar na turma a partir do mês de Julho, mesmo com formação especifica na área da surdez, sentiu a necessidade de pesquisar sobre uma metodologia apropriada, sensibilizar 19 os colegas e funcionários assim como adaptar o ambiente para recepção da nova aluna.

A movimentação da professora influenciou a direção e funcionários da escola mostrando interesse por conhecer a língua de sinais. A família da criança surda percebeu toda mobilização e interesse em acolher a diferença linguística de sua filha, gerando confiança entre família e escola em torno do trabalho a fim de oportunizar aprendizagem às crianças independente de suas particularidades.

Várias atividades foram realizadas a fim de promover o conhecimento sobre Ser Surda, a Língua de Sinais, esclarecendo que não bastava uma “inclusão” da aluna neste espaço e sim reconhecer e valorizar sua identidade e cultura, oportunizando o conhecimento, construção de aprendizagens e significados em uma escola ouvinte. Como fazer isso acontecer? Primeiramente organizar uma proposta com abordagem bilíngue, pois duas línguas se faziam presentes naquele contexto e a partir desse enfoque foram surgindo às demandas e uma delas foi a literatura, pois trabalhar com histórias é fundamental nessa etapa da educação básica, então uma nova terminologia começa a fazer parte do cotidiano escolar: a Literatura Surda.

1 Prática Bilíngue e a Literatura

Antes de nos familiarizarmos com a Literatura Surda, conheceremos um pouco sobre a metodologia bilíngue, ressaltando que a escola não era um espaço com mais alunos surdos, no entanto sempre houve a preocupação em ofertar uma prática que garantisse os direitos linguísticos da criança. Sob esse aspecto Slomski, (2011, p. 59) coloca que:

A proposta educacional bilíngue baseia-se nos pressupostos teóricometodológicos do modelo sociocultural de surdez que tem como referência o bilinguismo. Esta perspectiva educacional fundamenta-se em estudos sócio antropológicos, psicológicos, políticos, educacionais e linguísticos relacionados com a cultura e identidade da pessoa surda. Isso significa dizer que a educação bilíngue não se limita ao simples fato de utilizar duas línguas nas atividades escolares, mas busca, sim, um espaço prioritário para a língua natural da pessoa surda - Língua de Sinais - e o direito de a criança adquiri-la por processos naturais durante o mesmo período em que a criança ouvinte adquire em uma língua de modalidade oral.

A organização das aulas e atividades escolares teria então que acontecer na língua materna da criança, sua primeira língua: a língua de sinais. A professora regente apresentava fluência nessa língua garantindo a aluna surda o direito de ter um professor bilíngue previsto no Decreto 5.626/2005, (nesse caso não havia o intérprete de LIBRAS, os profissionais envolvidos eram a professora regente com formação em língua de sinais e uma instrutora surda) mas não bastava sinalizar, todo planejamento exigia um trabalho minucioso, as atividades eram pensadas e planejadas nas duas línguas: LIBRAS e PORTUGUÊS pensando nos dois públicos de alunos. As aulas eram ministradas pela docente em Libras, sinalizadas e faladas ao mesmo tempo, por esse motivo o planejar foi essencial evitando assim cair na armadilha de um português sinalizado procurando ofertar uma instrução na primeira natural da criança, tornando o processo de aquisição da linguagem o mais natural possível.

Ainda, se tratando de educação de surdos, são necessários sim profissionais que dominam a língua de sinais para pensar estratégias pedagógicas que atendam a necessidade do aluno, cabe também a Instituição organizar e promover oportunidades em que a criança se torne bilíngue, proporcionando contato com outros surdos se reconhecendo parte dessa comunidade (LACERDA, 2009).

Uma metodologia que envolve duas línguas envolve também identidades de representação, de um pertencimento histórico cultural, de acordo com Skliar (1998, p.55):

[...] a educação bilíngue deveria propor a questão da identidade dos surdos como eixo fundamental da construção de um modelo pedagógico significativo, criar as condições linguísticas e educativas apropriadas para o desenvolvimento bilíngue e bicultural dos surdos, gerar uma mudança de status e de valores no conhecimento e no uso das línguas implicadas na educação [...].

Além do planejamento, organização das aulas, brincadeiras, confecção de material e jogos adaptados foi oportunizado pela docente da turma um curso de Libras- nível básico para os funcionários da escola e pais que tivessem interesse, dessa forma as oportunidades da criança surda interagir com a sua língua seriam maiores. Mas algo estava faltando. Sentia-se a necessidade de tornar mais natural, mais mágico e encantador o uso da Língua de Sinais naquele contexto. “Que tal as histórias, os livros, a literatura”?

Histórias são essenciais na formação da criança, Gregorin Filho (2009, p, 09) destaca que:

Pensar nas crianças e na sua relação com os livros de literatura é pensar no futuro, e pensar no futuro é ter responsabilidade de construir um mundo com menos espaço para a opressão das diferenças.

A criança se identifica através das histórias, dos personagens, pois “ela é a linguagem de representação, linguagem imagística” [...] “é o meio ideal não só para auxiliá-las a desenvolver suas potencialidades naturais, como também para auxiliá-las nas várias etapas de amadurecimento que medeiam entre a infância e a idade adulta” (COELHO, 2000, p.43).

Independentes de suas diferenças sejam linguísticas, sensoriais, física, ou de qualquer outro gênero, todas as crianças precisam vivenciar esses momentos “mágicos” e imaginários para construir seus pensamentos simbólicos e de representação sobre si, sobre o outro e a realidade. Surge o desafio: uma proposta bilíngue, onde perpassa línguas de modalidades diferentes, onde sentidos distintos seriam o meio de acesso às histórias, oportunizar aos alunos o contato com o “mundo Imaginário” e simbólico.

A primeira organização foi ler e estudar algumas histórias infantis para “contar” em LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais - durante a aula, pois anteriormente havia um processo mais de interpretação e tradução das historias do oral para a língua gestual. A História foi sinalizada em uma hora do conto, explorando alimentos e seu benefício dentro do Projeto Alimentação saudável. Foi gritante a diferença entre interpretar uma história e contar ela em Língua de sinais. Houve a percepção do contexto/enredo pela aluna surda assim como pelos ouvintes, sendo que já conheciam o vocabulário dos sinais apresentado na historia e a própria expressão facial e corporal facilitam a compreensão do apresentado.

O ato de contar histórias na língua de sinais se tornou uma pratica presente no cotidiano escolar, ampliou o vocabulário de sinais das crianças, utilizavam expressão facial e corporal com mais naturalidade, mas ainda não era natural dialogar em LIBRAS com a colega nos momentos de intervalo entre as atividades dirigidas. A língua de sinais, a cultura e a identidade surda não estavam realmente presentes nas ações dos alunos. Inicia a partir deste momento o interesse pela Literatura Surda.

2 Literatura Infantil e a Literatura Surda

Para entender o que significa literatura surda vamos procurar compreender o termo literatura:

Literatura é uma linguagem específica que, como toda linguagem, expressa uma determinada experiência humana, e dificilmente poderá ser definida com exatidão. Cada época compreendeu e produziu a literatura a seu modo. Conhecer esse “modo” é, sem dúvida, conhecer a singularidade de cada momento da longa marcha da humanidade em sua constante evolução. Conhecer a literatura que cada época destinou as suas crianças é conhecer os ideais e valores ou desvalores sobre os quais cada sociedade se fundamentou (e se fundamenta...). (COELHO, 2000, p. 27-28)

A literatura como experiência humana através da linguagem nos conta histórias de sua época, crenças, valores, medos, angústias, alegrias, e essas histórias oportunizam as crianças construir suas representações imaginárias, seu amadurecimento cognitivo e psicológico, segundo Coelho (2000, p. 43) a literatura:

[...] tem sido a mediadora ideal entre as mentes imaturas com sua precária capacidade de percepção intelectiva e o amadurecimento da inteligência reflexiva (a que preside ao desenvolvimento do pensamento lógico-abstrato, característico da mente culta).

Dessa maneira, as histórias oportunizam as crianças a elaborar conceitos sobre a realidade compreendendo-a, assim como construindo sua identidade, pois se identificam com os personagens e elaboram sentido para sua vida. Com as crianças surdas acontece o mesmo processo de representação, porém para que essa simbologia de sentidos e representações aconteça é preciso ter claro a diferença linguística entre surdos e ouvintes, o acesso à história pela língua gestual é capaz de oportunizar com mais eficácia ao sujeito a elaboração de sua representação simbólica do real e imaginário:

A linguagem é responsável pela regulação da atividade psíquica humana, pois é ela que permeia a estruturação dos processos cognitivos que constitui o sujeito, pois possibilita interações fundamentais para a construção do conhecimento (VYGOTSKY, 2001, apud LODI e LACERDA, 2009, p. 110).

As histórias tem grande relevância para a construção da aprendizagem da criança, com literatura é possível interligar, hibridizar 20 culturas, nesse caso cultura “surda e ouvinte” 21. Atualmente se percebe um movimento e um interesse em pesquisar sobre a Literatura infantil e como ela é inserida na vida do aluno, e na maioria das vezes, através da escola, segundo KARNOPP (2006, p. 101):

[...] destacamos a literatura infantil que está presente em diferentes contextos sociais, sendo a escola um espaço privilegiado da leitura desses materiais. Nos últimos anos, essa literatura tem sido foco de pesquisas na área da educação justamente por sua inserção e disseminação nas escolas, entre professores e alunos, tanto como material de instrução como de lazer.

No entanto há uma vasta diversidade de literatura para crianças ouvintes, que tratam de temáticas relativas às questões sociais relevantes de cada época. Já para a criança surda existem mais adaptações de obras ouvintes do que uma literatura pensada para a comunidade surda

[...] são praticamente inexistentes textos de literatura infantil que tematizem a questão da língua de sinais e da cultura surda. Quais são os livros que apresentam as narrativas que circulam entre os surdos? Quais histórias são contadas e recontadas em línguas de sinais na comunidade surda? Que representações dos surdos e da surdez estão presentes nessas narrativas? (KARNOPP, 2006, p. 101).

Esses questionamentos apontados por Karnopp é os mesmos que permeiam as preocupações de muitos educadores de surdos. Pensar nas representações de constituição da identidade surda mostra ser extremamente necessário para as lutas sociais desta comunidade, se fortalecendo enquanto usuários de uma língua que gera uma cultura visual no meio em que vivem. Dessa forma, não podemos ignorar a diferença linguística entre surdo e ouvinte, desde a educação infantil o aluno surdo tem direito à sua língua natural, oportunizando assim o sentimento de pertencimento a uma comunidade, a comunidade surda. (KARNOPP, 2008).

Com o objetivo de perdurar as tradições surda que surge o termo Literatura Surda a qual também se constitui através da língua gestual, de histórias que têm presente a Língua de Sinais, questões sobre a identidade e a cultura da comunidade surda (Rosa e Klein, 2011, p. 94).

A Experiência relatada traz essas questões sobre a criança surda e a aquisição da língua gestual e suas representações de subjetividade. Na educação infantil as histórias fazem parte da rotina, porém o simples ato de contar as histórias em língua de sinais como um processo de tradução não demonstrava eficácia para a compreensão e significação do contexto apresentado. A partir de então que se inicia o uso de histórias da Literatura Surda.

3 Literatura Surda: Algumas Histórias...

A primeira história a fazer parte do contexto foi o Patinho Surdo. Esta com o objetivo de sensibilizar a turma do jardim II sobre surdez, língua de sinais, diferenças linguísticas e de grupos sociais. A história foi contada/dramatizada em LIBRAS pela professora regente e pela Instrutora Surda. Percebeu-se pela expressão dos alunos o quanto cativou a história, e a aluna surda se identificou com o personagem patinho sinalizando: “Eu também sou surda”.

“Patinho Surdo” (Rosa e Karnopp 2005)

Outra história explorada foi a Cinderela Surda, é uma releitura do clássico a Cinderela com elementos da identidade e cultura surda. A Fada Madrinha Surda veio contar a história para a turma. Também contada na língua de sinais, utilizando recursos visuais como gravuras, luvas, varinha mágica, todo material possível para ficar ainda mais rica a encenação auxiliando também na compreensão e ampliação do vocabulário na LIBRAS. Novamente a aluna surda se identifica com os personagens e os alunos ouvintes destacam a importância das mãos para as pessoas surdas. Após a hora do conto foram realizados jogos com os sinais dos personagens, letras em LIBRAS e na escrita em português explorando o letramento.

"Cinderela Surda" (Hessel, Rosa, Karnopp, 2003)

A Rapunzel Surda também tematiza o uso da língua de sinais e sua importância para a Comunidade surda, porém nesse caso nos traz ainda a exclusão social da Rapunzel, pois era mantida pela Bruxa na torre. Esta foi apresentada em Língua de sinais pela Instrutora Surda e pela aluna surda à turma do Jardim II. Foi de extrema significância a aluna surda representar a Rapunzel, os colegas aplaudiram em sinais e concretizamos um grande passo: de respeito à diferença linguística.

"Rapunzel Surda" (Silveira, Rosa, Karnopp, 2003)

Outras histórias da Literatura (para ouvintes) foram adaptadas procurando destacar elementos onde representasse de alguma forma artefatos culturais sobre o Surdo.

Uma História criada pela turma foi “A porquinha Surda” a partir da releitura de “Leo e Albertina” de Christine Davenier. O Texto foi elaborado em conjunto, depois de desenhado pela professora com os personagens sinalizando e escrito o diálogo em português, e por último dramatizado pelos alunos. Todo diálogo realizado pelas crianças foi na língua de sinais, acontecendo de forma natural, inclusive utilizando de improvisações no texto.

Desenho da história criada pelas professoras e pela turma. (Klein A.F. Campos, 2011)

No decorrer do ano letivo foram vários movimentos para trazer a literatura surda presente na escola, a fim de oportunizar e ampliar o conhecimento sobre a comunidade surda e o diálogo na língua de sinais. A turma aprendeu a LIBRAS de forma natural, a questão que fica é se não fosse oportunizado o contato com as histórias em língua de sinais, com a literatura surda, como aconteceria a proposta bilíngue 22 em uma escola de ouvintes? Faz-se necessário motivar a própria comunidade surda em produzir mais materiais que tragam a história da surdez e suas lutas sociais, marcando um movimento de reconhecimento e conquistas, deixando as novas gerações surdas possibilidades de pertencer a essa história.

4 A História não Terminou...

E não terminou mesmo! Esse relato é apenas o começo de uma pesquisa que inicia com um projeto de Mestrado para o ano de 2012. MOURÃO (2011, p. 89) coloca que:

[...] é crescente a produção de literatura surda, com os sujeitos surdos trazendo suas narrativas e seus registros. Assim, espero que, futuramente, quando todos visitarmos bibliotecas públicas no território nacional, possamos pegar livros ou vídeos em que, abrindo a primeira página, possamos ver com nossos próprios olhos os nossos registros e, como efeito, circule nosso sangue com velocidade rápida, com neurônios elétricos, com pele em emoção, olhos brilhantes e lágrimas ciando no rosto, isto é, são ouros da literatura surda!

São com essas belas palavras de Mourão que deixo a reflexão em aberto. A inclusão do surdo na sociedade depende de uma proposta de educação bilíngue, comtemplando diversidade de atividades e estratégias que proporcionem ao sujeito constituir-se enquanto cidadão, sem preconceitos, com orgulho de ser Surdo.

A experiência relatada utilizou de diversas estratégias que valorizassem o surdo na sua diferença linguística e cultural. A Literatura Surda poderá ser capaz de modificar diversos conceitos excludentes que permeiam em nossa sociedade. As histórias que tive na infância permanecem vivas em minha vida, e se for assim, é na infância que devemos vivenciar sobre mim e sobre o outro.

Pesquisar sobre a Literatura Surda para crianças a fim de disseminar uma cultura que admiro e partilho cotidianamente com colegas, amigos, professores e mestres surdos.

Notas

19 Sensibilização não com objetivo de penalizar a diferença, mas sim de conhecer a nova língua que faria parte do contexto escolar, desmistificando mitos sobre surdez, tratando das “diferenças” humanas.
20 Canclini. 2008.
21 Referenciando a experiência relatada com alunos ouvintes e aluna surda.
22 Bilíngue nesse caso Libras e Português

Bibliografia

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DAVENIER, Christine. Leo e Albertina. il da autora, trad. Gilda Aquino. Brinque-Book, 1998.

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KARNOPP, Lodenir. Literatura Surda. Licenciatura em Letras - Libras na modalidade a Distância - Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2008.

Cultura Surda na Contemporaneidade: Negociações, intercorrências e provocações. Organizado por KARNOPP, Lodenir. KLEIN, Madalena. LAZZARIN, Márcia. Canoas: ed. ULBRA, 2011.

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KARNOPP, B. Lodenir. Artigo: Literatura Surda. ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.98-109, jun. 2006 – ISSN: 1676-2592. 98.

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ROSA, F.; KARNOPP, L.. Patinho Surdo. Ilustrações de Maristela Alano. Canoas: ULBRA, 2005.

SILVEIRA, C. H., ROSA, F., KARNOPP, L. B. Rapunzel Surda. Canoas: ULBRA, 2003.

SKLIAR, Carlos. Artigo: Bilinguismo e biculturalismo. Uma análise sobre as narrativas tradicionais na educação dos surdos. Acessado em 02/05/2012: http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE08/RBDE08_06_CARLOS_SKLIAR.pdf

SLOMSKI, Vilma Geni. Educação Bilíngue para Surdos: Concepções e implicações práticas. 1ª ed. (2010), 1ª reimpr./Curitiba: Juará, 2011.

Uma escola, duas línguas: letramento em língua portuguesa e língua de sinais nas etapas iniciais de escolarização. LODI, Ana Claudia B. e LACERDA, Cristina B. F., organizadores; Anna Maria Lunardi Padilha... et al. – Porto Alegre: Mediação, 2009.

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