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ESEC ajuda a desenvolver maletas pedagógicas para promover a inclusão
por porsinal     
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2020 às 19:26:18
Projeto ProLearn4ALL tem como público-alvo crianças do 1.º Ciclo. O trabalho envolveu docentes e estudantes da licenciatura em Língua Gestual Portuguesa.

O projeto “ProLearn4ALL | Maletas Pedagógicas para TODOS” foi desenvolvido em copromoção com diversas entidades (Politécnico de Leiria, Politécnico de Coimbra, CERCILEI e Município de Leiria), com a participação direta de estudantes, docentes e investigadores, tendo sido financiado pelos fundos comunitários Centro 2020, Portugal 2020, União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Este projeto teve como objetivo entender as diferenças físicas sob uma perspetiva positiva e antropológica, assumindo-se como promotor da inclusão e da valorização do outro. O público-alvo foram as crianças do primeiro ciclo do ensino básico e o objetivo último foi o de elaborar um material lúdico-pedagógico que se constituísse como ferramenta de ensino-aprendizagem que promovesse a cidadania, a inclusão e o respeito pela diversidade.

Para atingir esse fim, em colabora-ção com os colegas-parceiros, optou--se por conceber um instrumento didático em torno de personagens criadas, considerando as expetativas do público-alvo, representando meninos e meninas com diversas diferenças. Como explica Isabel Correia, responsável do projeto no IPC, a missão do Instituto Politécnico de Coimbra centrou-se na conceção da personagem surda e respetivo material lúdico-didático, bem como na tradução dos conteúdos da maleta pedagógica que foi o produto final.“Envolvemos docentes e estudantes da licenciatura em Língua Gestual Portuguesa da ESEC, nomeadamente das Unidades Curriculares rela-cionadas com a produção de materiais e atividades em LGP”, afirma.

Os estudantes tiveram como missão “compreender o estado da arte” no que a projetos sobre a língua gestual dizia respeito e, sob a orientação da professora Isabel Correia e Joana Sousa, as docentes membros deste projeto, conceber os materiais.

O “sólido percurso” da ESEC-IPC junto da comunidade surda em termos de investigação e Didática da Língua Gestual Portuguesa permitiu que, após reflexão teórica e experimental, se chegasse à construção de “uma história descritiva da personagem e a um jogo bilíngue que tinha como propósito que as crianças do primeiro ciclo aprendessem alguns vocábulos da LGP”, refere a responsável. O projeto foi apresentado em conferências internacionais, de que se destacam o Brasil, mais concretamente a Universidade Federal do Estado do Amapá, que convidou o grupo a mostrar a construção deste percurso e a Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, que após re-free aceitou a exposição do trabalho perante académicos internacionais.

Como acreditamos que a intervenção só faz sentido com investigação, publicámos um volume, intitulado Línguas de Sinais. Cultura, Educação e Identidade, que reúne contributos de investigadores nacionais e internacionais”, afirma a docente, concluindo que “com este projeto ganhamos todos, discentes que deram o seu cunho à obra final, docentes que partilharam a sua investigação e contribuiriam para o difundir do saber e do conhecimento em áreas fundamentais como o respeito pela diferença e a diversidade linguística. O caminho ainda não terminou”.

Fonte: Jornal do IPC

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