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Tradutor de língua gestual em idiomas diferentes
por porsinal     
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Quarta-feira, 02 de Maio de 2018 às 20:09:54
No âmbito do projeto I-ACE da Escola de Engenharia do Politécnico do Porto, a Metro do Porto vai implementar um tradutor-piloto.

Paula Escudeiro, responsável pelo grupo de investigação GILT (Games Interaction and Learning Technologies), sediado no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), coordena os trabalhos do projeto europeu I-ACE, cujo principal objetivo é desenvolver uma infraestrutura inovadora que permita a tradução bidirecional automática entre língua gestual e discurso escrito. Em outubro de 2018 a Metro do Porto irá implementar um tradutor-piloto com capacidade para dialogar nas línguas gestuais de Portugal, Brasil, Reino Unido, Alemanha, Eslovénia, Grécia e Chipre.

A surdez e os problemas auditivos condicionam em particular os processos educativos e a vida em sociedade pelo que importa que sejam encontradas soluções para atenuar estes constrangimentos. Este cenário adquire ainda maior relevância se tivermos em conta que existem atualmente cerca de 200 línguas de sinais diferentes em todo o mundo (incluindo 47 só no continente europeu), as quais têm origens distintas e similaridades limitadas, dificultando uma mais ampla perceção.

O I-ACE transfere os resultados do projeto Virtual Sign [que tem como principal produto um tradutor automático bidirecional entre português escrito e língua gestual portuguesa em tempo real] para o contexto internacional. Deste modo, adaptámos o modelo de tradução do Virtual Sign para dar resposta em qualquer língua”, explica Paula, docente do ISEP e coordenadora do GILT.

Em desenvolvimento desde novembro de 2016, o I-ACE permitirá a criação de uma infraestrutura que suporte a comunicação assistida ao vivo entre a sala de aula convencional e estudantes com deficiências auditivas, tal como entre surdos e ouvintes. Através desta tecnologia perspetiva-se a promoção de uma educação e sociedade mais inclusivas.

Este projeto, financiado ao abrigo do programa ERASMUS+, dispõe de um orçamento de aproximadamente 300 mil euros envolvendo um total de 20 investigadores. A coordenação pertence ao GILT/ISEP, mas os trabalhos decorrem em parceria com outras entidades, nomeadamente a Câmara Municipal do Porto, a Universidade de Siegen (Alemanha), a Universidade de Maribor (Eslovénia), a Universidade de York (Reino Unido), a European Association of Career Guidance (Chipre) e o Technological Education Institute of Crete (Grécia).

Fonte: Instituto Politécnico do Porto

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