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Política Pública Linguística versus Educação Inclusiva: desvelando processos de exclusão de Surdos
Publicado em 2016
Clube de Autores
Educação Ciências Sociais

Descrição

A história da educação inclusiva apresenta grandes mudanças e transformações no decorrer da histórica desta nação. Desde o século XIX essa proposta, conjuntamente com suas legislações, diretrizes etc, vem sendo organizada, adaptada e aplicada à educação brasileira. No entanto, alguns acontecimentos, sobretudo a partir de 2011, trouxeram suspeitas em relação a um possível sujeito oprimido nesse processo.

No início do ano supramencionado o Ministério da Educação – MEC exigiu o fechamento das escolas bilíngues para Surdos alegando segregação social dos mesmos. A partir daí, lutas, protestos e manifestações políticas aconteceram e se intensificaram por várias regiões do Brasil durante todo o decorrer deste ano; acirrando o confronto entre uma política educacional linguística – Bilinguismo: pela qual a Libras é a língua materna e Língua Portuguesa, segunda língua – e uma política educacional inclusiva – pela qual os Surdos, não aceitos como sujeitos de uma individualidade cultural, devem estudar em escolas e classes regulares. Todo esse empate emana uma inquietação epistemológica e a necessidade de uma investigação. Portanto, o objetivo dessa pesquisa foi desvelar na prática como vêm acontecendo essa “educação inclusiva”; devido o teor de importância do tema e necessidade de maior aprofundamento teórico, também se propôs: a) Apresentar a trajetória histórica, os momentos-chave em prol da educação do Surdo; b) Traçar os avanços legais e políticos da inclusão com foco nos alunos com surdez; c) Analisar a educação inclusiva na prática com alunos Surdos; d) Verificar o que demais pesquisas/ literaturas tem a contribuir com esse tema. Acredita-se que esta pesquisa contribui para o debate e reflexão sobre a real inclusão social dos Surdos; pois como defende Boaventura de Souza Santos, é preciso lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas é preciso lutar pela diferença, sempre que a igualdade nos descaracteriza.

Com Prefácio especial da Dra. Karin Strobel.

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