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Sílvia Andreis Witkoski
Sílvia Andreis Witkoski
Professora
Biografia do Autor

Sílvia Andreis Witkoski
Sílvia Andreis Witkoski
Professora

Possui Graduação em Licenciatura em Educação Artística pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995), Mestrado também pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002), e Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (2011), com a Tese "Educação de Surdos e Preconceito: bilinguismo na vitrine e bimodalismo precário no estoque." Atualmente é pós-doutoranda em Educação, pela Universidade Federal do Paraná, desenvolvendo a pesquisa "Educação de surdos, pelos próprios surdos: uma questão de direitos". É membro do Grupo de Pesquisa do Cnpq O Preconceito na Escola: saberes e práticas, coordenado pela professora Dra. Tânia Maria Baibich. É também autora e ilustradora de livros infanto juvenis, entre os quais destaca: A Estrela, Árvores da Vida, Brincando com Portinari e O Galo Apaixonado. Do pertencimento: surda, bilíngue em Língua Portuguesa (oral e escrita) e Libras com certificação do PROLIBRAS (Proficiência no Uso e no Ensino da Libras- Nível Superior).

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Sílvia Andreis Witkoski
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5 Artigos Científicos publicados

Artigos Científicos de Sílvia Andreis Witkoski

  • 2013 • Nuances: estudos sobre Educação, Presidente Prudente, SP, v.24, n.2, p.86-100
    A problematização das políticas públicas educacionais na área da educaçào bilíngue de surdos
    Resumo do Artigo

    Nuances: estudos sobre Educação, Presidente Prudente, SP, v.24, n.2, p.86-100  •  por Sílvia Andreis Witkoski
    A problematização das políticas públicas educacionais na área da educaçào bilíngue de surdos

    A comunidade surda, após histórica luta de mobilização por seus direitos, conseguiu, no Brasil, por meio da Lei nº 10.436/2002, regulamentada pelo Decreto nº 4.626/2005, o reconhecimento oficial da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas e o direito a um ensino bilíngue. No entanto, na contramão do previsto na legislação brasileira, o cenário político, em prol de uma inclusão indiscriminada e compulsória deste alunado no ensino regular, caminhava na direção oposta, com o desmantelamento das escolas de surdos. Contudo, como decorrência do forte movimento social dos grupos surdos, começam a ser sinalizadas novas ações, em consonância com os anseios destes sujeitos, pela confirmação dos direitos já conquistados na legislação. Exemplo disso é a criação da primeira escola bilíngue em Palhoça, Santa Catarina, no ano de 2012, bem como a aprovação da Lei nº 5.016, de 11 de janeiro de 2013, que estabelece os parâmetros para o desenvolvimento de políticas públicas educacionais voltadas à educação bilíngue para os surdos, a serem implementadas no âmbito do Distrito Federal. O presente artigo apresenta e discute as relações entre as políticas públicas educacionais, problematizando-as a partir da perspectiva da educação defendida pelos próprios surdos. Enfatiza também, ao desnudar os prejuízos linguísticos, identitários, socioculturais, entre outros, os desmembramentos das implicações pelas quais a maioria surda se opõe ao processo inclusivo no ensino regular.

  • Resumo do Artigo

    Universidade Federal do Paraná  •  por Sílvia Andreis Witkoski
    Educação de surdos e preconceito: bilinguismo na vitrine e bimodalismo precário no estoque

    Realiza estudo etnográfico, com base teórica sócio antropológica sobre a surdez, que a perspectiva como uma diferença, contrapondo-se aos discursos clínico-terapêuticos. A pesquisa de campo desenvolveu-se em uma escola para surdos de uma capital brasileira, que oficialmente se autodenomina como bilíngue, durante todo o ano de 2010. A observação efetivou-se no espaço da sala de aula, de uma turma de alunos surdos, da sétima série, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Brasileira de Sinais. A realidade observada demonstra que, na contramão da proposta bilíngue prevista para a educação dos surdos, a escola observada, que representa o universo de outras escolas para surdos, caracteriza-se pela absoluta ausência de um ensino qualificado e diferenciado para os surdos, com o predomínio de práticas oralistas. Confirma que a escola continua produzindo e reproduzindo práticas que induzem a condição de iletrados-funcionais, que a maioria dos surdos brasileiros alcança mesmo depois de permanecerem anos nos bancos escolares. Entre os fatores que conduzem a este resultado, a análise dos dados empíricos aponta para: (a) o preconceito contra os alunos surdos que os estigmatiza a como deficientes e sem condições efetivas de desenvolvimento semelhante aos ouvintes, (b) a não formação ou formação deficitária dos professores, (c) as tentativas de normalização do surdo à cultura hegemônica, que repercutem negativamente na sua formação identitária e no seu sentimento de pertença.

  • 2010 • Revista Contrapontos - Eletrônica, Vol. 10 - n. 3 - p. 338-344
    A importância da Língua de Sinais para as pessoas surdas na construção de uma linguagem plena e genuína
    Resumo do Artigo

    Revista Contrapontos - Eletrônica, Vol. 10 - n. 3 - p. 338-344  •  por Sílvia Andreis Witkoski
    A importância da Língua de Sinais para as pessoas surdas na construção de uma linguagem plena e genuína

    A linguagem exerce papel preponderante na constituição dos sujeitos, visto que é através dela que nos apropriamos da cultura entorno, construímos nosso entendimento sobre o micro e macro universo, e estabelecemos nossas relações sócio-afetivas. Apesar da relevância inquestionável da sua importância para os seres humanos, a possibilidade de construção da mesma para os surdos, tem sido secularmente negada, ao privá-los da aprendizagem da Língua de Sinais desde tenra idade. Esta resistência à Libras, presente tanto no seio familiar das crianças surdas, como na maioria das instituições de ensino, deriva dos mitos e preconceitos que se autoperpetuam em relação aos surdos e a Língua de Sinais. Contudo os estudos realizados com crianças surdas filhas de pais surdos, as quais têm a possibilidade de aprenderem a Língua de Sinais como primeira língua, já nos primeiros contatos com o seu entorno, são conclusivos no sentido de mostrar a importância da mesma para que estas construam uma linguagem plena e autêntica, alcançando os mesmos patamares de desenvolvimento do que as crianças ouvintes inseridas em um ambiente linguístico de modalidade oral-auditiva.

  • Resumo do Artigo

    Revista Iluminart do IFSP, v. 1 nº 2, p.108-116  •  por Sílvia Andreis Witkoski
    A complexidade das relações inclusivas: um caso de uma aluna surda em um curso de Doutorado em Educação

    É fundamental alertarmos para a complexidade das relações inclusivas da educação dos surdos, que parecem resolvidas pela presença do intérprete de Libras nas instituições de ensino regular. Questões políticas, culturais, metodológicas e de relações humanas passam despercebidas, como se o intérprete, por si só, se traduzisse em uma poção mágica de inclusão em prol do sucesso acadêmico dos mesmos. Neste artigo busco problematizar algumas questões que precisam ser consideradas numa proposta inclusiva. A abordagem de discussão foi construída a partir de minha vivência como doutoranda da Universidade Federal do Paraná, primeira surda a ingressar na instituição neste nível de formação, contando com o apoio de intérprete em Libras em três das quatro disciplinas cursadas no primeiro semestre nas aulas do curso.

  • 2009 • Revista Brasileira de Educação v. 14 n. 42, p.565-576
    Surdez e preconceito: a norma da fala e o mito da leitura da palavra falada
    Resumo do Artigo

    Revista Brasileira de Educação v. 14 n. 42, p.565-576  •  por Sílvia Andreis Witkoski
    Surdez e preconceito: a norma da fala e o mito da leitura da palavra falada

    Falar sobre surdez e preconceito é narrar uma das interfaces do ser surdo. Dentre o imenso leque que o envolve, o artigo traz para discussão a norma da fala e o mito da leitura da palavra falada, por considerar que ambos legitimam uma série de práticas oralistas, afetando pejorativamente a construção da identidade do ser surdo e seu direito a uma comunicação e formação significativa. Em nome de uma pseudointegração entre surdos e ouvintes, mascaram-se os preconceitos em relação à surdez e aos surdos, ao implicitamente não aceitar sua diferença linguística, de percepção do mundo e forma de ser. Essa discussão é construída essencialmente a partir do resgate de muitas vivências dos próprios surdos, a fim de trazer à tona as suas nuanças, desvelando alguns dos discursos que legitimam esses preconceitos, buscando desnudar as implicações dolorosas que geram na vida dos surdos.

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