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Neiva de Aquino Albres
Neiva de Aquino Albres
Fonoaudióloga
Biografia do Autor
Neiva de Aquino Albres
Neiva de Aquino Albres
Fonoaudióloga

Especializada em Psicopedagogia e concluiu o Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, na linha de pesquisa: Educação, cultura e disciplinas escolares. Participa da comunidade surda paulistana na Feneis – Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos como Diretora Administrativa. Atua como professora de surdos nos primeiros anos do Ensino Fundamental em Escola de Surdos (Instituto Santa Teresinha / SP). Atua como professora de surdos adultos no Curso de Formação de Instrutores de Libras da Feneis/SP, como professora assistente no Ensino Superior do Curso Letras/Libras – Pólo USP e no Curso de Formação de Intérpretes de Libras da FAAG/SP. É pesquisadora do processo de ensino/aprendizagem de surdos e da interpretação em LIBRAS, conseqüentemente, continua sendo estudante, sobretudo no que se refere aos aspectos lingüísticos da Libras e da pedagogia visual.

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Neiva de Aquino Albres
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Fonoaudióloga
25 Artigos Científicos publicados
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Artigos Científicos de Neiva de Aquino Albres

Como autor(a) principal

  • 2017 • Educação e Fronteiras On-Line, Dourados/MS, v.7, n.19, p.19-35
    Fios de significação reconhecidos e reorientados no processo de tradução de literatura - Português/Libras
    Resumo do Artigo Científico

    Educação e Fronteiras On-Line, Dourados/MS, v.7, n.19, p.19-35  •  por Neiva de Aquino Albres
    Fios de significação reconhecidos e reorientados no processo de tradução de literatura - Português/Libras

    Este artigo aborda o processo de construção de sentidos em tradução com o objetivo de mostrar o papel de leitor e de produtor de novos enunciados em atividades de tradução, ao analisar trechos de traduções realizadas com os alunos do Curso de Letras Libras, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O texto parte de uma discussão da contribuição do pensamento bakhtiniano às Ciências Humanas, no tocante ao discurso, à atividade, ao sujeito e à subjetividade. A partir da descrição de trechos da tradução e detalhando as escolhas tradutórias, evidencia-se a utilização do espaço-sub-rogado, a construção do sentido não somente pelas palavras que compõem o texto escrito, mas, também pelas ilustrações que fazem parte da obra. Concluímos, como resultado de pesquisa, que apesar do projeto enunciativo do tradutor ser diferente, garante-se o processo de construção de sentidos.

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  • 2014 • Libras em Estudo: Formação de Profissionais, FENEIS-SP, p63-89
    Formação de instrutores de libras surdos: Relatos sobre a apropriação de modos de conduzir uma aula
    Resumo do Artigo Científico

    Libras em Estudo: Formação de Profissionais, FENEIS-SP, p63-89  •  por Neiva de Aquino Albres
    Formação de instrutores de libras surdos: Relatos sobre a apropriação de modos de conduzir uma aula

    Este texto pretende evidenciar os desafios vivenciados por instrutores de Libras no ensino e na busca pelo conhecimento teórico/prático. Propomos uma discussão com base no campo de pesquisa "saberes docentes", tendo como centralidade a ideia de que o professor, em sua prática pedagógica, articula diversos saberes, como proposto por Tardif, Lessard (2005), Tardif (2010) e Pimenta (2002). O foco de análise incide principalmente sobre os seguintes aspectos: didática, método e os modos de conduzir uma aula de Libras. Para desenvolver o estudo, entrevistamos oito instrutores surdos de Libras. Os dados foram coletados a partir de entrevistas orientadas por um roteiro preestabelecido, que buscava captar aspectos relacionados aos desafios vivenciados pelos instrutores e suas reflexões sobre sua própria prática na fase que estavam cursando a formação de instrutores da FENEIS-SP. Consideramos que o processo formativo constitui-se numa relação dialógica entre os diversos atores que nele atuam e em seus contextos sócio-histórico, cultural e linguístico para a elaboração de uma auto reflexão. O estudo revelou as tensões do início de carreira devido à falta de formação e os sentimentos de angústia, conflitos pessoais, descontentamento em relação à aprendizagem dos seus alunos e dúvidas sobre sua própria competência. Na análise realizada observou-se a aplicação comum dos saberes experienciais, já que dispunham apenas de suas vivências como alunos, assim construíram seus modos de conduzir aulas como instrutores surdos de forma intuitiva, e ao se depararam com um curso de formação com saberes científicos e didáticos resignificaram suas práticas. Palavras-chave: Formação docente, Formação de instrutores de Libras, Didática, Metodologia de ensino.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Libras em Estudo: Política Linguística, FENEIS-SP, p39-66  •  por Neiva de Aquino Albres
    Concepções de lingua(gem) e seus efeitos nas conquistas políticas e educacionais das comunidades surdas no Brasil

    Este texto apresenta reflexões sobre as concepções de lingua(gem) desenvolvidas historicamente, desde a “Lingua(gem) como a representação (“espelho”) do pensamento”, a ”Lingua(gem) como instrumento de comunicação”, até a concepção da “Lingua(gem) como processo de interação ao seu entendimento como atividade discursiva”, considerando as proposições de políticas educacionais e linguísticas com base nestas concepções. O foco deste artigo é analisar quais os efeitos causados nos estudos e nas comunidades surdas pelas concepções de linguagem que constituem o imaginário social e as práticas educativas, consolidando, assim, ações afirmativas adotadas para inclusão social dos surdos brasileiros. A lingua(gem) como espelho do pensamento desfavoreceu um reconhecimento da língua de sinais e favoreceu uma educação oralista, já que, na época, pensava-se que língua de sinais não era uma língua natural e se representava língua como fala. A concepção de lingua(gem) como código, quando desconsidera a língua de sinais, fortalece o ensino do português para surdos como um código linguístico, mas, com o despertar das pesquisas em neurolinguística e linguística sobre a língua de sinais, favoreceu o reconhecimento linguístico da Libras. Assim como a concepção da lingua(gem) como atividade discursiva e constituidora da identidade dos indivíduos surdos, com bases em estudos psicológicos e linguísticos, contribuiu para o fortalecimento social e cultural dos surdos, sua denominação como comunidade e minoria linguística e a implementação da política educacional bilíngue.

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  • 2013 • Libras em Estudo: Política Educacional, FENEIS-SP, p97-118 • 2013
    Por uma Política de Ensino da Libras como parte do Currículo bilíngue de escolas de surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Libras em Estudo: Política Educacional, FENEIS-SP, p97-118 • 2013  •  por Neiva de Aquino Albres
    Por uma Política de Ensino da Libras como parte do Currículo bilíngue de escolas de surdos

    A abordagem de educação bilíngue para surdos vem sendo amplamente discutida no Brasil. Nesta abordagem, o sujeito se constitui pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e aprende a segunda língua (oral e/ou escrita) do país em espaço clínico e escolar. A aprendizagem da segunda língua é estabelecida por intermédio das bases linguísticas obtidas por meio da língua de sinais. Com a consolidação da educação bilíngue a Libras ganha espaço nas escolas de surdos como objeto de ensino. O objetivo deste trabalho foi de descrever a construção de um currículo para o ensino da Libras como primeira língua em escola de surdos, construído a partir da experiência do Instituto Santa Teresinha, uma escola bilíngue de surdos. São discutidos alguns aspectos importantes sobre a Libras como disciplina curricular, para propiciar o pleno desenvolvimento da linguagem, cognição e interação social dos alunos surdos. A proposta didática analisada se organiza em três eixos: gênero discursivo, análise linguística e aspectos sociais em uma perspectiva bilíngue para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. “Por uma política de ensino de Libras” advém da reivindicação da comunidade surda pela consolidação de uma educação bilíngue como política pública.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade. 10a Edição  •  por Neiva de Aquino Albres
    A Construção de Glossário Libras-Português como Instrumento Didático-Pedagógico para Formação de Professor Bilíngue

    O reconhecimento da Libras pelo decreto Federal Brasileiro n. 5.626/05 e da comunidade surda como uma minoria linguística ocasiona a inclusão da Libras em espaços educacionais e o fortalecimento de discursos e políticas voltadas para uma educação bilíngue para surdos. Recentemente a produção de materiais pedagógicos bilíngues (Libras/português) como livros de literatura infantil e livros didáticos é foco de editoras e instituições especializadas. A Libras sofre o fenômeno de ampliação de seu léxico pela necessidade de aplicação da mesma na educação, sendo a Libras língua de mediação para a aprendizagem. Este tipo de linguagem é denominado em Terminologia como linguagem de especialidade, a qual é composta por termos específicos de determinada área do conhecimento. As terminologias científicas são sistemas classificatórios baseados em modelos científicos e oriundos da estruturação do conhecimento em modelos conceptuais por meio dos quais se organiza cada uma das ciências. O léxico se relaciona com a cognição da realidade e com o processo de nomeação que se cristaliza em palavras e termos, no caso da Libras, em sinais ou expressões. O universo conceptual de uma língua pode ser descrito como um sistema ordenado e estruturado de categorias. A metodologia aplicada foi a análise do processo de construção de trabalho de pesquisa de terminologia voltada para o campo educacional e análise do material (glossário de Libras) publicado pela FENEIS em 2010. São 441 sinais que se referem a termos empregados em componentes curriculares como: português, literatura, matemática, ciências, história, geografia, educação física, artes e informática. Material este destinado ao aperfeiçoamento de professores bilíngues para o trabalho na educação de surdos. Constatamos que a metodologia utilizada para o desenvolvimento de uma pesquisa terminológica temática teve como base os materiais didáticos das respectivas disciplinas destinadas ao ensino fundamental (1º ao 5º ano) e discussão com equipe de 6 professores de surdos (5 surdos e 1 ouvinte). Após essa discussão, procederam à produção de um vocabulário terminológico dos termos fundamentais desse domínio. Partindo da análise desse corpus e utilizando a memória e intuição do grupo, foram registrados os termos que tinham sinais e um glossário terminológico foi produzido. Consideramos que faltou a produção de um mapa conceptual no processo de produção do material, visto que os conceitos se interrelacionam lógica e ontologicamente. Faltou também o registro em vídeo, pois como o material seria impresso os autores optaram pela foto e sobreposição com símbolos da escrita de sinais para indicar os movimentos dos sinais.

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  • 2012 • In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educação Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação Especial (VII ENPEE). São Carlos: UFSCar. pp. 680-700.
    Imagens de um movimento político educacional: análise da história contada pelos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educação Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação Especial (VII ENPEE). São Carlos: UFSCar. pp. 680-700.  •  por Neiva de Aquino Albres
    Imagens de um movimento político educacional: análise da história contada pelos surdos

    Este artigo apresenta resultados de uma investigação sobre movimento político dos surdos em direção a uma educação bilíngue, em contexto nacional e virtual. Levantamos imagens produzidas pela comunidade surda para defesa de suas bandeiras. A questão de pesquisa foi: Qual a importância que essa forma de discurso assume nos processos de elaboração da memória, seja ela coletiva ou particular? O objetivo foi poder aclarar como essa forma de comunicação se apresenta contemporaneamente, tendo em vista os novos suportes e linguagens que a modernização disponibilizou, como os grupos virtuais, dentre eles o Facebook. Este artigo pontua por uma análise dialógica dos discursos em circulação, e que tem no pensamento bakhtiniano sua inspiração, coincide com uma tendência atual de conceber a linguagem, seu estudo teórico e as línguas de maneira geral como “objetos de um saber sobre o homem”. Constatamos nas imagens o gênero humor como estratégia de linguagem política. Dos discursos imagéticos podemos inferir que, apesar do reconhecimento da língua de sinais como a língua da educação dos surdos, o uso dessa língua na escolarização acaba não acontecendo de forma plena, uma vez a comunidade surda continua na luta pela escola bilíngue.

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  • 2012 • In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educação Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação Especial (VII ENPEE). São Carlos: UFSCar. pp. 663-679
    Formação e trabalho docente de professores surdos para o ensino de Libras como língua materna
    Resumo do Artigo Científico

    In: Anais do V Congresso Brasileiro de Educação Especial (V CBEE) / VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação Especial (VII ENPEE). São Carlos: UFSCar. pp. 663-679  •  por Neiva de Aquino Albres
    Formação e trabalho docente de professores surdos para o ensino de Libras como língua materna

    O reconhecimento da Libras como língua natural e como língua da comunidade surda brasileira é recente. O seu ensino para surdos como componente curricular e a formação de professores para este fim também o são. Este trabalho está focado na reflexão sobre a formação inicial de professor de Libras como língua materna no curso Letras Libras desenvolvido na modalidade a distância. Optamos pelo método dialético, usando o procedimento de grupo focal reflexivo com cinco professores recém formados (2010) da primeira turma do curso Letras Libras. Analisamos os discursos enunciados neste espaço coletivo a partir dos indicadores do que foi prescrito ou informado para as ações destes professores, as exigências em relação aos saberes específicos dos surdos professores de Libras como língua materna. Finalmente, com base na abordagem histórico-crítica, exploramos uma alternativa de formação baseada na práxis formativa, teoria e participação na prática social. Apontamos mudanças para a formação e ação desse professor, a caminho da educação bilíngue para surdos.

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  • Resumo do Artigo Científico

    ReVEL, v. 10, n. 19  •  por Neiva de Aquino Albres
    Ensino de Libras como segunda língua e as formas de registrar uma língua visuo-gestual: problematizando a questão

    O objetivo do presente trabalho é analisar a interação em sala de aula de curso de Libras intermediário, e nela discutir as estratégias envolvidas no ensino-aprendizagem que de alguma forma demandam o registro da língua de sinais por meio da escrita. O referencial teórico está pautado na perspectiva sociocultural de Vygotsky (2001), especialmente o conceito de sentido e de consciência, como também por Bakhtin (1992). Faremos uso dos princípios do método de Vygotsky (1998) em que se analisam os processos das interações e não apenas os produtos finais alcançados. Essa abordagem articula a gênese das interações sociais com o exame do funcionamento dialógico-discursivo. Analisamos dois episódios de interações em sala de aula. Constatamos que a busca pelo sentido da palavra proferida pelo outro ocupa um lugar de destaque e a aprendizagem é mediada pelos sinais e pela língua materna – falada e escrita em forma de glosa da Libras.

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  • 2012 • III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Florianópolis-SC: UFSC
    Tradução de literatura infantil: entre a construção de sentidos e o uso dos recursos linguísticos
    Resumo do Artigo Científico

    III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Florianópolis-SC: UFSC  •  por Neiva de Aquino Albres
    Tradução de literatura infantil: entre a construção de sentidos e o uso dos recursos linguísticos

    O objetivo deste trabalho foi apresentar um estudo sobre a tradução de literatura infantil do Livro “O homem que amava caixas” de português para Libras. A proposta deste estudo, então, foi verificar: quais elementos linguísticos e não linguísticos apresentados no livro motivaram o tradutor ao construir suas enunciações em Libras. Foi realizado a partir da teoria enunciativo/discursiva de Bakhtin/Volochínov (1992) e da teoria de espaços mentais de Liddell (2003). Pesquisa de natureza analítico-descritiva, utilizamos uma metodologia em que o pesquisador pela exotopia é o próprio sujeito analisado. Duas categorias de análise emergiram dos dados: a) sinal-nome e b) incorporação. Foi possível verificar que o intérprete não traduz apenas o texto, mas incorpora os personagens, os faz ter voz (pela direção do olhar, pela pantomima) e integra seus enunciados com as imagens (ilustrações) do livro.

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  • 2012 • III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Florianópolis-SC: UFSC
    Interpretação educacional como campo de pesquisa: o que nos revelam as publicações internacionais
    Resumo do Artigo Científico

    III Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Florianópolis-SC: UFSC  •  por Neiva de Aquino Albres
    Interpretação educacional como campo de pesquisa: o que nos revelam as publicações internacionais

    O presente trabalho analisa o desenvolvimento do campo de pesquisa acadêmica na área de interpretação em língua de sinais, no período de 1990 a 2010 (20 anos), com base em publicações de periódicos científicos internacionais que divulgam a produção das principais instituições ligadas aos estudos surdos. Adotou-se como metodologia de pesquisa a análise bibliométrica e a partir dela foram relacionados os resultados considerando as publicações cujas temáticas eram interpretação de língua de sinais e interpretação educacional. O objetivo principal desta incursão é compreender o desenvolvimento das pesquisas sobre intérprete educacional, principais autores e espaços de publicação internacionalmente. Constatamos que a “interpretação educacional” se afirma na última década do século XX como um campo de pesquisa.

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  • 2012 • Anais do SIELP. Volume 2, Número 2. Uberlândia: EDUFU
    A construção de instrumentos de avaliação da aprendizagem de Português por alunos surdos
    Resumo do Artigo Científico

    Anais do SIELP. Volume 2, Número 2. Uberlândia: EDUFU  •  por Neiva de Aquino Albres
    A construção de instrumentos de avaliação da aprendizagem de Português por alunos surdos

    O intuito do presente trabalho é o de compartilhar modos, saberes e fazeres relacionados ao processo de avaliação da Língua Portuguesa. Percebemos que o fracasso escolar do aluno surdo muitas vezes está na forma como é conduzida a aprendizagem da leitura e escrita da Língua Portuguesa, como também pelos instrumentos de avaliação adotados na escola que o comparam ou esperam uma produção como a de um aluno ouvinte. Apresentamos os caminhos trilhados por um grupo de professores em formação continuada em escola bilíngue para surdos e a produção de instrumento avaliativo na perspectiva de segunda língua – L2. Para esse fim nos fundamentamos na linguística aplicada que indica formas mais apropriadas para elaboração de instrumentos avaliativos do conhecimento linguístico de aprendizes de L2. Analisamos uma prova de português do 8º ano do EF. A amostra de prova revela uma preocupação na busca de objetivos mais realistas para o uso do conhecimento adquirido da segunda língua. A competência linguística avaliada na prova vai ao encontro das definições de Richards (2006) para as competências para a proficiência em leitura, pois as questões procuram abordar a competência gramatical (três questões), a competência sociolinguística (uma questão), competência estratégica (cinco questões) e competência discursiva (duas questões). Constatamos que professores bilíngues com fundamentação teórica podem construir uma avaliação adequada à condição linguística dos surdos e minimizar o processo discriminatório que perpassa pela avaliação.

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  • 2011 • VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.2151-2162
    A formação de intérpretes de Libras para um serviço da educação especial. O que os currículos de cursos de especialização em Libras têm a nos revelar ?
    Resumo do Artigo Científico

    VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.2151-2162  •  por Neiva de Aquino Albres
    A formação de intérpretes de Libras para um serviço da educação especial. O que os currículos de cursos de especialização em Libras têm a nos revelar ?

    O reconhecimento da Libras como língua natural e as discussões políticas de acessibilidade e inclusão trazem mais visibilidade à atuação de tradutores/intérpretes de Libras e Língua Portuguesa no âmbito da educação. A formação de intérpretes educacionais tem sido emergencial neste contexto. O decreto 5.626/2005 prevê a formação desse profissional por meio de cursos se extensão, graduação específica ou em pós-graduação em Libras. Tal cenário trouxe um novo desafio para o ensino da interpretação, pensá-la no âmbito de uso de modalidade de língua espaço-visual para a mediação pedagógica, ou seja, para servir de serviço educacional especializado para alunos surdos incluídos no ensino regular. Os autores que fundamentaram este estudo trabalham numa perspectiva sociológica da educação (Bourdieu, Saviani). Analisamos a grade curricular de três cursos de pós-graduação em Libras de Instituições de Ensino Superior - IES de São Paulo que tinham como objetivo formar intérpretes educacionais. Os resultados obtidos apontam para grande aproximação deste profissional com a área educacional. Os cursos têm focalizado disciplinas especialmente nas questões políticas e históricas da educação, com diversificada carga horária e conteúdo das disciplinas de Libras, fornecendo aos alunos destes cursos um estado institucionalizado de capital cultural (certificação) sem garantir, necessariamente, a interdisciplinaridade dos processos de interpretação e sua aplicabilidade no complexo espaço de sala de aula inclusiva.

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  • 2011 • VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.1794-1806
    Serviço de interpretação educacional para alunos surdos na educação básica de escolas públicas de São Paulo: Um serviço em construção
    Resumo do Artigo Científico

    VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, Londrina de 08 a 10 novembro, p.1794-1806  •  por Neiva de Aquino Albres
    Serviço de interpretação educacional para alunos surdos na educação básica de escolas públicas de São Paulo: Um serviço em construção

    Com o crescente apoio da legislação, a profissão de intérprete de língua de sinais (ILS), no Brasil, vem ganhando, cada vez mais espaço. A partir de um ano da publicação do Decreto 5.626 de 2005, as instituições de ensino da educação básica e da educação superior deveriam incluir, em seus quadros, em todos os níveis, etapas e modalidades, o tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, para viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à educação de alunos surdos. Neste artigo, dispomo-nos a investigar o percurso em direção as contratações de ILS na área da educação no Estado de São Paulo. Levantamos as estratégias que as Secretarias de educação têm desenvolvido para garantir a presença de intérpretes de Libras em sala de aula. Em conformidade com a lógica global do capital, tem-se adotado pequenas mudanças apriorísticas, sendo mantida a ordem estrutural fundamental da escola excludente, os alunos surdos sem acesso, e a permanência e progressão com “interlocutores” sem competência para tradução/interpretação. Estes são problemas de um momento inicial de implementação de uma proposta bilíngue dentro de uma educação inclusiva que não pode ser tomada como legítima.

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  • 2010 • II Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa
    Processos de produção e legitimação de saberes para o currículo de pós em libras na formação de intérpretes. Para uma especialização?
    Resumo do Artigo Científico

    II Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa  •  por Neiva de Aquino Albres
    Processos de produção e legitimação de saberes para o currículo de pós em libras na formação de intérpretes. Para uma especialização?

    O reconhecimento da Libras como língua natural e as discussões políticas de acessibilidade e inclusão trazem mais visibilidade à atuação de tradutores/intérpretes de Libras e Língua Portuguesa, doravante TILSP. A formação de TILSP tem sido emergencial neste contexto. O decreto 5.626/2005 prevê a formação desse profissional por meio de cursos se extensão, graduação em Letras Libras ou em pósgraduação em Libras. Tal cenário trouxe um novo desafio para o ensino da interpretação, pensá-la no âmbito de uso de modalidade de língua espaço-visual e na proposição de um currículo para pós-graduação. Cursos de formação de TILSP denominados de pós lato sensu em Libras vêm sendo abertos por universidades privadas no estado de São Paulo. Como os cursos de Pós em Libras têm desenhado o currículo para a formação de TILSP? Qual o critério de seleção dos alunos para estes cursos? Como têm pensado a capacitação dos aprendizes para a produção de traduções que atendam às crescentes e cada vez mais variada necessidades do mercado? Os autores que fundamentaram este estudo trabalham numa perspectiva sociológica da educação (Saviani, Bourdieu). Como fazer metodológico, realizamos a análise documental de três projetos de curso de pós em Libras de instituições de ensino superior privadas de São Paulo, elaborados após o decreto 5.626/2005. Trabalhamos nesse estudo com o levantamento dos dados como primeiro passo da pesquisa, sendo realizado de duas maneiras: análise dos projetos dos cursos e a análise do currículo que compõem sua estruturação. Os elementos que surgiram da leitura dos documentos constituíram as categorias de análise da pesquisa. Foram eles: a) Conceito de TILSP, b) Critérios de seleção do candidato, c) Estrutura organizacional do currículo. Os resultados obtidos apontam no sentido de constatarmos fragmentações e contradições existentes nos projetos para formação desse novo profissional provocando o distanciamento entre a idéia de intérprete capacitado para enfrentar as exigências do dia-a-dia. Os cursos têm focalizado especialmente nas questões educacionais dos surdos e da inclusão educacional. A falta de critérios bem definidos para seleção dos acadêmicos dos cursos faz com que se desconfigure uma especialização e se organize como uma introdução à libras. Em sua maioria, apresentam pequena carga horária de prática de interpretação e sem distinguir a direção da tradução, ou seja, qual a língua alvo e fonte treinada. Distante estão, dos novos conceitos de competência para tradução e dos impactos que os avanços tecnológicos e desenvolvimentos teóricos tiveram sobre a prática da tradução e, conseqüentemente, sobre o seu ensino e aprendizagem. Propomos que os cursos voltados para formação de TILSP sejam articulados entre si e com as entidades representativas de surdos, que conversem e afinem a proposta de formação para além do comércio de certificados de pós em libras.

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  • Resumo do Artigo Científico

    IV Congresso Brasileiro de Educação Especial - CBEE  •  por Neiva de Aquino Albres
    Desculpe, não entendi. Você pode filmar? A atuação de tutores em ambiente virtual de ensino-aprendizagem para formação de professores surdos de Libras

    O objetivo do presente trabalho é analisar a atuação de tutores em ambiente virtual de ensino-aprendizagem para formação de professores surdos de libras. O referencial teórico se baseia em alguns fundamentos da perspectiva sociocultural sugeridos por Vygotsky, especialmente as ideias de desenvolvimento e mediação, e por Bakhtin, particularmente as noções de dialogia e polifonia. Faremos uso dos princípios do método de Vygotsky (1998) em que se analisam os processos e não o objeto. A análise consistirá, essencialmente, de uma explicação e não de descrição de objetos, revelando as relações dinâmicas ou causais. Essa abordagem metodológica “articula o nível microgenético das interações sociais com o exame do funcionamento dialógico-discursivo” (GÓES, 2000), ou seja, oferece a possibilidade de se relacionar elementos de episódios específicos a condições macrossociais. Analisamos três episódios onde ocorrem as interações discursivas entre tutores e alunos surdos mediadas por uma plataforma disponível através da internet, chamada de ambiente virtual de ensino aprendizagem – AVEA, no qual os alunos postam dúvidas a respeito do conteúdo das disciplinas do curso para serem respondidas pelo tutor no recurso denominado de fórum. O foco da análise está no modo como os tutores criam estratégias verbais e não verbais de dialogar com os alunos surdos adultos. Considerando as condições dos alunos que tem português como segunda língua, tutores criam novas condições interativas. Constatamos que nessas interações o dialogismo e a polifonia ocupam um lugar de destaque e a aprendizagem é mediada pela palavra, pela imagem e pelo sinal proferido também em enunciados do tutor para o aluno. A construção de significados se deu a partir de uma rede discursiva e hipertextual que permeou a interação.

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  • 2010 • Domínios de Lingu@gem - Revista Eletrônica de Linguística, Ano 4, - n° 1
    Tradução em Língua Brasileira de Sinais de texto informativo televisivo: reflexões sobre o processo
    Resumo do Artigo Científico

    Domínios de Lingu@gem - Revista Eletrônica de Linguística, Ano 4, - n° 1  •  por Neiva de Aquino Albres
    Tradução em Língua Brasileira de Sinais de texto informativo televisivo: reflexões sobre o processo

    Este trabalho tem por objetivo a análise descritiva de tradução/interpretação em janela de interpretação para Língua de Sinais Brasileira de texto informativo televisivo, propaganda do Tribunal Regional Eleitoral - TRE veiculado em 2004 no período eleitoral. Analisamos as estratégias peculiares dessa tradução que tem como língua alvo um código linguístico de modalidade espaço-visual, diferentemente do texto fonte em língua portuguesa que respeita-se a linearidade da língua oral. Descrevemos os procedimentos técnicos da tradução, com base nos estudos de Barbosa (2004) usados pelo tradutor/intérprete face à presença do diálogo entre os personagens na propaganda e do locutor (que não pertencia ao lócus do salão de beleza), como também as opções lexicais que foram coerentes com a cultura, a identidade e a história da comunidade alvo, ou seja, como foram resolvidos os problemas de equivalência. Consideramos que o tradutor/intérprete não é invisível e interage com o texto fonte e o que produz, de modo a adaptá-lo às necessidades do público receptor, atuando na produção de sentidos que está envolvida sua subjetividade.

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  • 2010 • Revista Cadernos de Tradução v2, nº26, Florianópolis, Brasil,, p291-306
    Mesclagem de voz e tipos de discurso no processo de interpretação da língua de sinais para o português oral
    Resumo do Artigo Científico

    Revista Cadernos de Tradução v2, nº26, Florianópolis, Brasil,, p291-306  •  por Neiva de Aquino Albres
    Mesclagem de voz e tipos de discurso no processo de interpretação da língua de sinais para o português oral

    Pretende-se descrever o fenômeno da linguagem no momento da interpretação simultânea – captar o caráter singular da significação do ver a enunciação, do processamento da mesma, e da produção para língua alvo com as equivalências na mesclagem da voz e dos discursos que estão sendo proferidos na língua fonte. O foco privilegiado nessa investigação é a escolha da modulação da voz feita pelo intérprete de Língua de Sinais para Língua portuguesa na modalidade oral. Envolve análise do corpus de fala de uma surda universitária que participou de mesa redonda intitulada “A Universidade e o Surdo: um encontro inevitável” envolvida por um discurso militante que reivindicava a presença do intérprete de Língua de Sinais e adaptações educacionais na Universidade.

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  • 2008 • RVCSD - Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade, Edição nº 02
    Cultura Escolar: Proposições Oficiais para Ensino da Leitura e Escrita para Alunos Surdos
    Resumo do Artigo Científico

    RVCSD - Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade, Edição nº 02  •  por Neiva de Aquino Albres
    Cultura Escolar: Proposições Oficiais para Ensino da Leitura e Escrita para Alunos Surdos

    Este texto apresenta reflexões sobre o ensino de leitura e escrita para alunos surdos, considerando as proposições oficiais para o ensino. O foco desse artigo é analisar: quais concepções de língua e de cultura escolar constituem o imaginário do documento do CENESP/MEC de 1979, MEC 1997 e MEC 2002. No início a Língua de Sinais é ignorada e o objetivo principal é o ensino da fala aos alunos surdos, período que vigora a integração, assim os alunos deviam estar adaptados para a convivência em sociedade, a concepção de linguagem segue de certa maneira o proposto pela educação geral, da língua como código para língua como atividade discursiva e constituidora da identidade dos indivíduos. Consideramos que destacado está o estudo dos aportes lingüísticos, pelas concepções de linguagem e da necessidade de uma língua para que ocorra o processo de aprendizagem; a língua que se deve ensinar e em que momento, fundamentalmente, encontrava-se como discussão privilegiada nos documentos.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Brasil  •  por Neiva de Aquino Albres
    A educação de alunos surdos no Brasil do final da década de 1970 a 2005: análise dos documentos referenciadores

    Esta dissertação procura analisar as proposições de ensino na educação de alunos surdos no Brasil. Para fins desta análise foram selecionadas, publicações do MEC (1979, 1997, 2002) onde se apresenta propostas curriculares e orientações metodológicas destinadas a alunos com surdez. O problema que nos moveu, foi compreender se havia uma proposta de ensino de Língua portuguesa aos surdos, já que esta é apontada por especialista como uma questão problemática, delineou-se uma hipótese de partida. Se há uma proposta de ensino de Língua Portuguesa, ela não estaria definida como proposta pedagógica, mas, sim, como proposta conceitual de interpretação de que língua o aluno surdo tem, ou de que língua deve aprender. Retomamos o pensamento educacional brasileiro sobre o ensino dos surdos, identificando em tais documentos nuances das propostas oralista, comunicação total e bilíngüe. Na análise das proposições de ensino tomamos como ponto de reflexão o significado da surdez, constatamos que a mesma se modifica no decorrer dos anos, assim como a concepção de linguagem que segue de certa maneira o proposto pela educação geral, da língua como código para língua como atividade discursiva e constituidora da identidade dos indivíduos. Consideramos que destacado está o estudo dos aportes lingüísticos, pelas concepções de linguagem e da necessidade de uma língua para que ocorra o processo de aprendizagem; a língua que se deve ensinar e em que momento, fundamentalmente, encontrava-se como discussão privilegiada nos documentos. A cultura acadêmica também foi abordada, delimitamos alguns eixos de análise como: a) conceito de escola e suas funções; b) conceito de aluno e seus processos de aprendizagem; c) Professor e outros agentes, os papéis e suas práticas; d) conteúdo e proposição de seu ensino aprendizagem. Os mesmos são destinados à escola, portanto predispõem as funções e comportamentos de seus agentes, e a organização do sistema educativo. Mas seus agentes, de formas distintas, interpretam e implementam tais orientações. Assim, tais documentos não são absorvidos e transmitidos passivamente, mas a escola como um espaço de promoção do ensino de habilidades necessárias para o desenvolvimento do aluno faz uma seleção da cultura e desta propõe experiências aos mesmos. Constatou-se, porém, que tanto as práticas pedagógicas, quanto a habilitação desses agentes não são claras. Concluiu-se ainda, que a linguagem pôde ser tomada como função da educação, quanto marca constitutiva nas proposições didáticas.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Editora Arara Azul  •  por Neiva de Aquino Albres
    Língua de Sinais: Processo de Aprendizagem como Segunda Língua

    Considerando o movimento de inclusão e a implantação de Cursos de Língua de Sinais, em parceria com o CAS, sentimos a necessidade do fortalecimento de um Grupo de Estudo para aprofundamento teórico e reflexão sobre as atividades destes Cursos. E, com a intenção de minimizar os problemas da inclusão escolar e de socializar os conhecimentos produzidos na área da educação de surdos, para acadêmicos de Letras e Pedagogia, desenvolvemos o Curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) na UFMS em parceria com o CAS/SED/MS. A presente pesquisa teve como finalidade a análise do processo de aprendizagem de adultos da comunidade acadêmica. Realizamos a análise a partir da interação em sala de aula e elencamos quatro categorias: 1) Registro quirológio e uso do alfabeto manual;2) Construção morfológica; 3) Construção sintática e uso da espacialidade; 4) Pertinência semântico/pragmática. Concluímos que, no Curso Básico de Libras, 120 (cento e vinte) horas, cada membro do grupo percorreu seu próprio caminho para avançar em seu processo de aprendizagem, cada qual com graus diferenciados no ritmo de avanços e de criação de estratégias para superação de dificuldades, mas há um ponto em comum: No espaço dialógico, os sentidos construídos revelam que o aprendiz se reporta a sua língua materna no processo e deve passar por um período de interlíngua.

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  • Resumo do Artigo Científico

    Editora Arara Azul  •  por Neiva de Aquino Albres
    História da Língua Brasileira de Sinais em Campo Grande - MS

    Tomamos como base o estudo histórico desta língua, procurando desvendar os caminhos por onde passou para constituir-se como a vemos hoje, a fim de apresentar as contradições políticas, sociais e ideológicas para aceitação da mesma em diversos espaços (família, escolas, igrejas, etc.). Utilizamos a análise documental, principalmente as mantidas na Associação de Surdos de Mato Grosso do Sul e na Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul, mas também entrevistas com surdos adultos. Constatamos a introdução da língua pela Associação dos Surdos e igrejas, porém sua ampliação lexical está relacionada ao uso da mesma nas escolas. Consideramos que atualmente há uma “aceitação” camuflada em discursos políticos de respeito à diferença, pois parece mais fácil administrar as diferenças com o movimento inclusivo.

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  • 2004 • VII EPECO – Encontro de Pesquisa em Educação da Região CENTRO-OESTE – Goiânia – GO
    Educação de surdos: concepções dos professores sobre o ensino de leitura e escrita
    Resumo do Artigo Científico

    VII EPECO – Encontro de Pesquisa em Educação da Região CENTRO-OESTE – Goiânia – GO  •  por Neiva de Aquino Albres
    Educação de surdos: concepções dos professores sobre o ensino de leitura e escrita

    Ensinar a ler e escrever têm sido uma das mais específicas funções da escola. Para que essa função se realize faz-se necessária uma organização social sistemática que transpasse as concepções dos professores quanto ao sujeito surdo e à metodologia escolhida. O objetivo desta pesquisa foi analisar as concepções dos docentes do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audio-Comunicação – CEADA, em Campo Grande, MS, a respeito do ensino de leitura e escrita para surdos. Verificamos, todavia, que esse contexto não está centrado em um foco comum, há divergências entre concepções e práticas. Algumas abordagens metodológicas não são eficazes no apoio ao trabalho pedagógico, principalmente os métodos sintéticos e analíticos, pois, após muitos anos de estudos, os surdos estão aquém do desenvolvimento próprio do seu nível de escolaridade, reflexo também da Filosofia de Educação assumida. Observamos, também, lacunas no conhecimento dos professores sobre as metodologias de alfabetização. Constatamos que eles necessitam de assessoria e de momentos de estudo, para aprofundamento reflexão sobre sua prática.

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  • Como co-autor(a)

  • Resumo do Artigo Científico

    Pro-Posições vol.26 n.3 p.103-124, Campinas  •  por Neiva de Aquino Albres
    Contribuições da Educação Infantil e do brincar na aquisição de linguagem por crianças surdas

    O presente artigo problematiza a proposta bilíngue para crianças surdas na Educação Infantil e sua importância para o desenvolvimento linguístico do sujeito surdo. A partir da descrição de uma cena escolar em uma escola Polo bilíngue da rede municipal no interior de São Paulo, discute a aquisição de linguagem precoce e a relevância do brincar na Educação Infantil e reflete sobre a aquisição da língua de sinais nessa faixa etária, por meio da interação dialógica com o outro (surdo). Enfatiza a necessidade de políticas que estimulem a entrada da criança surda neste nível de ensino e valorizem a especificidade da surdez numa vertente bilíngue (Libras/Português) e também sugere a ampliação de escolas polos, inclusivas e bilíngues, para estudantes surdos e a adoção da língua de sinais como língua de instrução, com professores surdos e colegas surdos.

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  • 2013 • Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 39, n. 1, p. 65-80
    Política para uma educação bilíngue e inclusiva a alunos surdos no município de São Paulo
    Resumo do Artigo Científico

    Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 39, n. 1, p. 65-80  •  por Neiva de Aquino Albres
    Política para uma educação bilíngue e inclusiva a alunos surdos no município de São Paulo

    O objetivo deste artigo é analisar a atual política para educação de alunos com surdez no município de São Paulo, já que tal política tem impacto na indução de ações no sentido de criar ou não melhores condições para a aprendizagem desse alunado. A educação de surdos é tema polêmico e resultados satisfatórios nem sempre são alcançados. A língua de sinais é a língua de constituição de sujeitos surdos e, quando assumida nos espaços educacionais, favorece um melhor desempenho desses sujeitos. Propostas de escolas de surdos e de educação inclusiva emergem e debatem o direito linguístico da pessoa surda, a abordagem metodológica e a atuação de profissionais bilíngues, além de demandarem políticas governamentais para sua implementação. No Brasil, a Lei nº 10.436, de 2002, e o Decreto nº 5.626, de 2005, tratam da língua brasileira de sinais (Libras) e da educação de surdos, indicando a necessidade de formação de futuros profissionais (professor bilíngue, instrutor surdo e intérprete de Libras) cientes da condição linguística diferenciada dos alunos surdos. Nessa perspectiva, destaca-se o caso do município de São Paulo, que conta com surdos inseridos em dois contextos educacionais distintos: escolas municipais de educação bilíngue (para alunos surdos) e escolas regulares (que recebem alunos ouvintes e surdos) regulamentadas pelo Decreto nº 52.785, de 2011, que cria escolas municipais de educação bilíngue para surdos (EMEBS) na rede municipal de ensino, e pela Portaria nº 5.707, também de 2011, que regulamenta o referido decreto.

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  • 2012 • V Congresso Brasileiro de Educação Especial, São Carlos. V CBEE - VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação Especial. p.11745-11760
    Formação de Intérpretes Educacionais de Libras: entre concepções e propostas de curso de extensão universitária
    Resumo do Artigo Científico

    V Congresso Brasileiro de Educação Especial, São Carlos. V CBEE - VII Encontro Nacional dos Pesquisadores da Educação Especial. p.11745-11760  •  por Neiva de Aquino Albres
    Formação de Intérpretes Educacionais de Libras: entre concepções e propostas de curso de extensão universitária

    A Política Nacional de Educação Inclusiva instaurada no Brasil nos últimos anos tem favorecido a criação e formação de novos profissionais que atuem diretamente com pessoas surdas na educação, pessoas com deficiência e pessoas com limitação na comunicação. Aliado a esse novo contexto o Decreto nº 5626/05 estabelece formação para intérpretes de libras em diferentes níveis e por esse motivo percebe-se o aumento na oferta de cursos para formação de intérpretes de língua de sinais. Nesse sentido, este trabalho analisa uma proposta de curso de Extensão para Tradutores Intérpretes de Libras Português: Intérprete Educacional. A partir da abordagem histórico-cultural e da perspectiva dialógica da linguagem observou-se a proposta curricular do curso selecionado e mapeamos as especificidades da atuação desse profissional ligadas à esfera educacional. Conclui-se que a proposta analisada contempla da especificidade linguística e tradutória até as coerções circulantes no contexto escolar.

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