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Zilda Maria Gesueli
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Professora
Biografia do Autor
Zilda Maria Gesueli
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Professora

Zilda Maria Gesueli possui graduação em Lingüística pela UNICAMP (1982), mestrado em Lingüística (1988) e doutorado em Educação, ambos, também, pela UNICAMP (1998). Atualmente é Coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa em Reabilitação “Prof. Dr. Gabriel Porto” da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e docente do curso de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Lingüística Aplicada, atuando principalmente nas seguintes áreas: surdez, linguagem, educação, língua de sinais e letramento.

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4 Artigos Científicos publicados
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Artigos Científicos de Zilda Maria Gesueli

Como autor(a) principal

  • 2008 • Horizontes, v. 26, n.2, p. 63-72
    Linguagem e surdez: questões de identidade
    Resumo do Artigo Científico

    Horizontes, v. 26, n.2, p. 63-72  •  por Zilda Maria Gesueli
    Linguagem e surdez: questões de identidade

    Dado que os mecanismos de produção de sentidos são também os mecanismos de produção dos sujeitos, segundo Eni Orlandi, não há como dissociar linguagem, identidade e cultura. No rastro de tal discussão buscamos observar aspectos da formação identitária de sujeitos surdos filhos de pais ouvintes em relação a sujeitos surdos filhos de pais surdos. Sendo 95% dos surdos filhos de pais ouvintes analisaremos a percepção da mãe surda sobre seu filho surdo e a percepção da mãe ouvinte sobre seu filho surdo. Esta pesquisa desenvolveu-se com alunos surdos na faixa etária de 4-7 anos de idade que freqüentam o Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação “Prof. Dr. Gabriel Porto” - CEPRE/FCM/UNICAMP.

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  • 2006 • ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.110-122
    Letramento e surdez: A visualização das palavras
    Resumo do Artigo Científico

    ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.110-122  •  por Zilda Maria Gesueli
    Letramento e surdez: A visualização das palavras

    Este trabalho propõe um novo olhar sobre o processo de letramento de alunos surdos e sobre a noção de texto, enfatizando a importância do aspecto visual da leitura-escrita como um fator constitutivo desse processo. Dada a característica visual da língua de sinais, a imagem apresenta-se de forma significativa no processo de construção de conhecimento desses alunos. A língua de sinais constitui-se como traço identitário co-relacionado à cultura, portanto, o dizer na língua de sinais constitui a base para o encontro com o objeto escrito na sala de aula. Neste contexto, torna-se necessário, portanto, refletir sobre a concepção de texto e nos distanciarmos da noção de escrita como representativa da oralidade, o que nos afasta de uma concepção grafocêntrica da escrita e nos leva a considerar as ações que se fazem com e sobre a língua (no caso, o português escrito) como práticas discursivas. Nesta perspectiva, o letramento visual apresenta-se como um fator de extrema relevância no processo de escolarização de surdos.

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  • 2006 • Educ. Soc., Campinas, vol. 27, n. 94, p. 277-292
    Lingua(gem) e identidade: a surdez em questão
    Resumo do Artigo Científico

    Educ. Soc., Campinas, vol. 27, n. 94, p. 277-292  •  por Zilda Maria Gesueli
    Lingua(gem) e identidade: a surdez em questão

    Este trabalho discute o papel da língua de sinais na construção da identidade surda. Diferentes autores têm discutido a relação língua(gem) na construção da identidade, destacando-se que esta se constitui a partir da significação – ao significar o sujeito se significa (Orlandi, 1998). Dessa forma, buscamos trazer esta discussão para o campo da surdez levando em conta que, o interlocutor privilegiado da criança surda é o próprio surdo e o lugar de contato com essa língua se dá, para a maioria dos alunos, dentro das instituições ou escolas especiais para surdos. Observamos que a inserção do professor surdo na sala de aula contribui para que os alunos não somente encontrem possibilidades de construção da narrativa em língua de sinais, mas também se percebam como surdos, construindo sua identidade já na idade de 5-7 anos, assumindo e diferenciando papéis na interação, principalmente em relação ao professor surdo e ao professor ouvinte. A perspectiva de educação bilíngüe na área da surdez está antecipando a consciência dos próprios surdos sobre o significado da surdez, o que há bem pouco tempo acontecia somente na idade adulta.

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  • 1998 • Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas
    A Criança Surda e o Conhecimento Construído na Interlocução em Língua de Sinais
    Resumo do Artigo Científico

    Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas  •  por Zilda Maria Gesueli
    A Criança Surda e o Conhecimento Construído na Interlocução em Língua de Sinais

    Este trabalho discute o papel da Língua de Sinais na educação do surdo e focaliza os processos dialógicos que tomam lugar, através desta língua, durante a construção de conhecimento na sala de aula. Com base nas proposições teóricas de L. Vygotsky, M. Bakhtin e autores contemporâneos relacionados à abordagem sociocultural e semiótica do processo humano, assumo que somente através da linguagem, na relação social, o sujeito pode significar o mundo. Então, as experiências de linguagem têm um papel fundamental na construção do conhecimento e, de maneira geral, no processo de subjetividade. Visto que a Língua de Sinais é o caminho natural pelo qual as crianças surdas podem desenvolver processos dialógicos efetivos, torna-se necessário oferecer-lhes oportunidade de aquisição da Língua de Sinais o mais cedo possível, para desenvolver uma condição bilíngüe e alcançar o aprendizado escolar de acordo com essa condição. De maneira a contribuir para a discussão sobre a possibilidade de organizar o trabalho pedagógico em tal direção, meu campo de pesquisa esteve voltado para uma classe de seis crianças surdas pré-escolares (pertencentes a famílias ouvintes) que estavam em aquisição da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), o que foi possível pela interação regular com um instrutor surdo. Durante o trabalho com essa classe, desempenhei um duplo papel, como professora e como pesquisadora. As situações de sala de aula foram videogravadas durante três semestres. A idade dos alunos estava na faixa de 5 a 6 anos, no início da pesquisa. Meu objetivo foi analisar os processos dialógicos ocorridos na sala de aula e caracterizar a participação da Língua de Sinais na construção do conhecimento, em atividades com narrativas. O foco esteve centrado nas interlocuções em sinais enquanto as crianças elaboravam (contando e recontando) narrativas e lendo ou escrevendo textos narrativos. A análise mostrou que essas crianças ficaram muito envolvidas com a narrativa, assumindo papel vi de narrador ou co-narrador, e demonstrando um processo rico e complexo de composição de texto (sinalizado), com colagens de diferentes estórias e com diferentes ecos de discurso alheio. Com referência às produções dos alunos sobre leitura e escrita de estórias, as observações indicam que suas interações com textos escritos (em português) se realizam através da língua de sinais, que funda o processo de interpretação e media as elaborações sobre o sistema de escrita. Mostro a importância da interlocução em sinais para o desenvolvimento de um trabalho educacional com a criança surda mais efetivo. Finalizo apontando brevemente alguns problemas relacionados às dificuldades de projetos institucionais que pretendem uma proposta bilíngüe (preocupados, principalmente, com o treinamento de professores ouvintes bilíngües, com a forma de atuação de instrutores surdos e educadores e com as relações com a comunidade surda) e às experiências futuras de escolarização dessas crianças, cujas famílias têm que escolher entre escola regular e especial; uma difícil escolha, dado que nenhuma dessas duas perspectivas é, ainda, satisfatória.

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  • Como co-autor(a)

    Sem artigos científicos inseridos.

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